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Bolsa-Atleta exigirá exame antidoping de seus participantes fora de competições

por Portal Brasil publicado: 04/05/2011 10h32 última modificação: 28/07/2014 13h59

A decisão do Ministério do Esporte de submeter os participantes do programa Bolsa-Atleta ao exame antidoping foi recebida com aprovação pelos representantes da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) e demais participantes das reuniões de organismos esportivos internacionais, na terça-feira (3), no Rio de Janeiro. O projeto foi apresentado pelo diretor da Secretaria de Alto Rendimento do Ministério, Marco Aurélio Klein, no encontro do Conselho Sul-Americano de Esporte (Consude).

“O Brasil deu um passo extraordinário ao planejar o exame antidoping fora de competições em nossos atletas do Bolsa-Atleta. É mais um fundamento importante nesse programa de incentivo ao esporte único no mundo, com a forma democrática que funciona, ao repassar os recursos financeiros diretamente aos atletas”, afirmou Klein.

Atualmente, são 3.162 bolsistas de modalidades dos programas olímpico e paraolímpico. Ao assinarem o termo de adesão ao programa, os atletas autorizam a realização dos exames, a cargo do Ladetec, laboratório de testes antidoping da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos 38 do mundo e o segundo da América Latina credenciado pela Wada. 

Klein explicou que a própria legislação do Bolsa-Atleta contém aspectos de inibição ao uso de doping pelos candidatos ao programa. Segundo ele, é mais uma forma de evitar o uso de substâncias ilícitas pelos atletas brasileiros.

O diretor do Ministério do Esporte falou também da criação de uma agência de controle de dopagem independente. O projeto está pronto e será encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação. “Esse procedimento mostra transparência, permitindo que uma entidade independente do governo e de toda a área esportiva possa exercer o controle de dopagem”, esclareceu. Além disso, citou a parceria do Brasil com a Unesco – o país é signatário da adoção do código mundial antidoping.

Klein reiterou à Wada o compromisso do Brasil em colaborar com os programas da instituição. “Queremos participar do jogo limpo, como é chamada a campanha da agência internacional antidoping.”

 

Fonte:
Ministério do Esporte

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