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Brasil tem grande potencial para ampliar reciclagem de resíduos até 2014

por Portal Brasil publicado: 30/05/2011 13h38 última modificação: 28/07/2014 13h59

O Brasil tem grande potencial para ampliar a reciclagem de resíduos sólidos como vidros, papel, embalagens, alumínio e outros materiais, segundo o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos veio para dinamizar a coleta desses materiais e viabilizar sua reutilização”, afirmou. 

Para ele, a Lei 12.305/2010 estabeleceu uma nova regra importante: a logística reversa, para reaproveitamento dos produtos utilizados. O “caminho de volta” de baterias, eletroeletrônicos, embalagens, agrotóxicos, óleos lubrificantes e tudo o mais que possa prejudicar a saúde humana deve ser devolvido pelo consumidor ao comerciante, e deste até a origem para o devido encaminhamento à reciclagem.

Com isso, a responsabilidade atual de coleta, que é só do Poder Público municipal, passa a ser compartilhada com o fabricante, distribuidor, comerciante e usuário. Depois que o modelo for devidamente implantado, com previsão para agosto de 2014, Costa lembra que o município será obrigado a fazer a coleta seletiva e mandar para o aterro sanitário só o que não for passível de reciclagem ou reutilização – o chamado rejeito.

Segundo ele, de 30% a 37% do lixo constituem resíduo seco que pode ser reutilizado, em torno de 55% são resíduos úmidos, aí incluído o material orgânico, sobrando, portanto, de 8% a 10% de rejeito. “É só o material sem possibilidade de reaproveitamento que o município enviará para o aterro sanitário, o que vai reduzir em muito os lixões Brasil afora”, disse.

Ele salientou que a lei também cria a obrigatoriedade de o município se adequar à sistemática de coleta seletiva, pois determina que os municípios que não o fizerem, até agosto de 2014, deixarão de receber repasses de verbas do governo federal. Essa obrigação aumenta os desafios para as pequenas e médias cidades que ainda usam lixões a céu aberto por não disporem de recursos financeiros nem capacidade técnica para a gestão adequada dos serviços. Para esses casos, Costa afirma que os municípios mais pobres podem viabilizar autarquias regionais, com apoio dos governos estaduais.


Fonte:
Agência Brasil

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