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Classificação funcional

Objetivo da classificação funcional no esporte paraolímpico é garantir a igualdade geral entre os competidores
por Portal Brasil publicado: 29/04/2012 18h07 última modificação: 28/07/2014 17h00
Marcello Casal Jr No voleibol paraolímpico participam atletas amputados ou com limitações motoras

No voleibol paraolímpico participam atletas amputados ou com limitações motoras

Com critérios específicos de cada modalidade, mas também princípios que se estendem a todas as 20 práticas principais, o esporte paraolímpico se estrutura no que é conhecido como classificação funcional. Isso significa, na prática, a formação de um regulamento que vai tentar aproximar os limites de cada competidor.

O objetivo é garantir a igualdade geral e assegurar que os vencedores chegaram ao topo graças às suas melhores técnicas, habilidades, forças, talentos e não por um suposto favorecimento físico sobre as deficiências de um ou outro rival. O objetivo dos princípios, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, não é separar apenas as deficiências, mas sim tentar nivelar ao máximo a capacidade esportiva de cada concorrente.

Os atletas paraolímpicos, para simplificar a classificação funcional em um primeiro momento, se dividem em seis tipos de deficiências: amputados, lesão medular, paralisia cerebral, deficiência mental, deficiência visual e os chamados “les autres”, tradução do francês para “os outros”. Nesse rol, se enquadram os que não podem ser colocados nas outras cinco categorias.

Há modalidades que só recebem competidores com tipos específicos de deficiências, o que visa aproximar a prática entre atletas paraolímpicos e olímpicos. Um exemplo claro são os esportes de quadra: no basquete de cadeira de rodas, só homens e mulheres com deficiências físico-motoras são aceitos. No voleibol sentado, o critério é semelhante: só participam amputados ou outros atletas com limitações motoras.

Há mais esportes que recebem competidores com deficiências atreladas a limitações físicas nos membros inferiores. São os casos do tiro com arco, rúgbi em cadeiras de rodas, tênis em cadeiras de rodas, esgrima e tiro esportivo. Por suas naturezas, porém, há outras modalidades com forte poder de inclusão e que conseguem abrigar e dividir vários tipos de atletas. É onde efetivamente entra em prática de maneira mais objetiva a classificação funcional.

Natação e atletismo são os esportes que mais conseguem incluir competidores com diferentes características. Nas provas de pista do atletismo, por exemplo, deficientes visuais competem entre as categorias T11 a T13, deficientes mentais na categoria T20, paralisados cerebrais entre T31 e T38, amputados e outros entre T41 e T46 e cadeirantes entre T51 e T54. Nas piscinas, as divisões são semelhantes, a exemplo do remo e hipismo, por exemplo.

As avaliações físicas e técnicas que geram as divisões dentro de cada modalidade são feitas pela Federação Internacional respectiva de cada esporte, normalmente dentro e fora de competições. As classificações funcionais são periodicamente recicladas, o que pode mudar um atleta específico de categoria. O nadador brasileiro Clodoaldo Silva, por exemplo, mudou de classe em 2008. 

Por ser o esporte mais popular do mundo e atrair a maior parcela de competidores, o futebol para portadores de deficiência é dividido em duas modalidades. O futebol de sete é praticado por homens com paralisia cerebral, decorrente de sequelas de traumatismo crânio encefálico ou AVCs. O futebol de cinco, por sua vez, é formado por deficientes visuais.

Confira a classificação funcional de cada uma das 20 modalidades paraolímpicas:

Atletismo
Basquetebol em cadeiras de rodas
Bocha
Ciclismo
Esgrima em cadeira de rodas
Futebol de cinco
Futebol de sete
Goalball
Halterofilismo
Hipismo
Judô
Natação
Remo
Rúgbi em cadeira de rodas
Tênis de mesa
Tênis em cadeira de rodas
Tiro com arco
Tiro esportivo
Vela
Voleibol sentado

Fontes:
Comitê Paralímpico Brasileiro
Movimento Paralímpico (conteúdo em inglês)





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