Esporte
Brasil está na oitava colocação do quadro de medalhas das Paralimpíadas 2012
No atletismo, Alan Fonteles conquistou medalha de ouro nos 200 metros da classe T44, batendo o favorito da competição, o sul-africano Oscar Pistorius
Os atletas paralímpicos brasileiros garantiram mais quatro medalhas ao Brasil elevando o País à oitava colocação na classificação do quadro de medalhas. O atletismo foi o responsável pelas medalhas de ouro do País, conquistadas no domingo (2), nos Jogos Paralímpicos de Londres. O esporte rendeu também uma medalha de prata neste quarto dia dos jogos. Com esse resultado, o Brasil já soma sete medalhas de ouro.
No atletismo masculino, a primeira medalha de ouro foi de Yohansson Nascimento, que quebrou o recorde mundial nos 200 metros da classe T46 com o tempo de 22s05. Alan Fonteles foi um dos destaques do dia ao conquistar o ouro e vencer Oscar Pistorius, nos 200m classe T44. Após polêmicas sobre tamanhos das próteses, Fonteles deu uma arrancada espetacular nos últimos 30 metros e ultrapassou o sul-africano.
No atletismo feminino, as velocistas brasileiras ficaram com o ouro e a prata. O primeiro lugar nos 200 metros da classe T11 foi da velocista Terezinha Guilhermina, que com o tempo de 24s82 estabeleceu novo recorde paralímpico, e o segundo lugar ficou com Jerusa Santos. Com a desclassificação da chinesa Juntingxian Jia, a brasileira Jhulia Karol assumiu o bronze na modalidade.
Nas Paralimpíadas, os atletas são separados, em cada modalidade, em cinco tipos de categorias de deficiência: paralisados cerebrais, deficientes visuais, atletas em cadeira de rodas, amputados e les autres (pessoas com esclerose múltipla ou nanismo).
Resultados dos dias anteriores
O atleta Daniel Dias, da natação, foi o responsável por garantir ao País a primeira medalha de ouro, na disputa dos 50 metros livres da categoria S5. Além da vitória, Daniel alcançou, com 32s05, seu segundo recorde mundial, aposentando o que ele mesmo já havia registrado em 2010, com 32s27.
A vitória do nadador nos 50m livre - categoria em que levou a prata as Paralimpíadas de Pequim 2008 - é inédita, mas pode transformá-lo no maior campeão paralímpico do Brasil. "Começar com medalha de ouro e recorde mundial é muito bom. Ainda mais sendo o primeiro ouro do Brasil", afirmou o atleta.
A medalha de prata foi conquistada pelo nadador André Brasil na final dos 200m medley da categoria SM10 ao cumprir a prova em 2m12s36, repetindo o resultado dos Jogos de Pequim, quando conquistou cinco medalhas: quatro de ouro e uma de prata. André afirma que saiu satisfeito da primeira prova e acrescenta, “serão dez dias de competição e foi bom para quebrar o gelo”.
A judoca Michelle Ferreira garantiu o bronze na categoria -52 kg após vencer, por w.o., a francesa Sandrine Martinet, que sofreu uma contusão e não pode participar da disputa pela medalha. A atleta também repetiu o resultado das Paralimpíadas de Pequim 2008.
Bolsa-Atleta
Os três atletas medalhistas são integrantes do programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte. Dos 182 atletas que foram a Londres para as Paralimpíadas, 156 integram o programa do governo federal.
O programa visa investir prioritariamente nos esportes olímpicos e paralímpicos, para formar, manter e renovar periodicamente gerações de atletas com potencial para representar o País nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Garantir uma manutenção pessoal mínima aos atletas de alto rendimento, buscando dar condições para que se dediquem ao treinamento esportivo e a participação em competições, visando o desenvolvimento pleno de sua carreira esportiva é o objetivo do Bolsa-Atleta.
Através do programa, os atletas brasileiros de alto rendimento que não possuem patrocínio recebem contribuição mensal, que é de R$ 370 para atletas estudantis, R$ 950 para atletas nacionais, R$ 1.850 para atletas internacionais e R$ 3.100 para atletas olímpicos e paraolímpicos.
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