Você está aqui: Página Inicial > Esporte > 2013 > 11 > País amplia estrutura para prática do atletismo

Esporte

País amplia estrutura para prática do atletismo

Investimento

No total, o Brasil terá cerca de 270 Centro de Iniciação ao Esporte, com recursos de R$ 830 milhões do PAC
por Portal Brasil publicado: 18/11/2013 17h00 última modificação: 30/07/2014 00h15
Divulgação/Ministério do Esporte Ricardo Leyser participa do Fórum Técnico de Alto Rendimento

Ricardo Leyser participa do Fórum Técnico de Alto Rendimento

O secretário Nacional de Esporte Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, participou na última sexta-feira (15) do Fórum Técnico de Alto Rendimento realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), em São Paulo, com a presença de 150 treinadores de 18 estados e do Distrito Federal.

Na abertura, Leyser apresentou a Rede Nacional de Treinamento de Atletismo que está sendo estruturada pelo governo federal. O secretário explicou que a definição das características e de quais serão os centros nacionais e os regionais de treinamento precisa partir da própria modalidade, mas que o governo federal, em parceria com governos estaduais, prefeituras e universidades, está construindo ou renovando estruturas suficientes para que o atletismo conte com vários complexos nacionais de treinamento e uma grande quantidade de estruturas regionais, todas conforme padrões da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Entre estas, citou quatro que já estão concluídas e que contaram com forte investimento federal: o Centro de Treinamento de Atletismo da UFMG, em Belo Horizonte; a pista do Cepeusp, na Universidade de São Paulo; a pista do Cefan, no Rio; e a pista da Escola de Educação Física do Exército, também no Rio.

No estado do Paraná, o Ministério do Esporte e o governo estadual estão iniciando a construção de um centro nacional de treinamento em Cascavel. A estrutura recebeu R$ 15 milhões do governo federal e contrapartida estadual de R$ 3,7 milhões. Também no Paraná, o plano do governo estadual é construir outras 24 pistas espalhadas pelo estado, sendo nove com financiamento federal. A meta do estado é tornar-se a referência nacional do atletismo.

O secretário Leyser acrescenta que o Ministério do Esporte está desenvolvendo um projeto de construção e reforma de pistas de atletismo em universidades federais. Atualmente, são 13 instituições com pistas em estágio de projeto, obras ou acabamento. A da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está pronta para inauguração. O investimento passa de R$ 90 milhões. Além dessas, há projeto de uma pista na Universidade Estadual de Londrina, com aporte de R$ 7,7 milhões.

Recentemente foi reinaugurada a pista do Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete) de Porto Alegre, na qual o Ministério investiu R$ 1,4 milhão. Em fase final de obras, o complexo de atletismo de São Bernardo do Campo, construído pela prefeitura para certificação nível 1 da IAAF, recebeu aporte de R$ 19,5 milhões do governo federal e contrapartida municipal de R$ 4,8 milhões.

No Complexo Esportivo de Deodoro, maior legado de infraestrutura esportiva do Pan de 2007, a Vale, em parceria com o Ministério do Esporte e o Exército, está finalizando as obras de um centro de atletismo também para certificação nível 1 da IAAF. Ainda no Rio, o governo federal está analisando projeto de recuperação da pista do estádio Célio de Barros, que compõe o complexo do Maracanã. Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, a pista onde treina o campeão mundial indoor do salto em distância e agora Bolsa Pódio Mauro Vinicius, o Duda, também está com projeto de reconstrução em análise no Ministério do Esporte. Recentemente, o Ministério recebeu proposta da Unesp para construção, reforma ou ampliação de algumas de suas pistas de atletismo espalhadas pelo interior paulista.

O gestor do Ministério do Esporte lembrou que grandes complexos de treinamento multiesportivos que vêm sendo construídos como legado olímpico também contam com instalações de atletismo, como o Centro de Formação Olímpica do Nordeste (CFO), em Fortaleza, com investimento federal de R$ 200 milhões e estadual de R$ 26,8 milhões; e o Centro Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, com recursos federais de R$ 145 milhões e estaduais de R$ 135 milhões.

Somando todo o projeto de atletismo em andamento e as instalações multiesportivas que também atendem à modalidade, o montante de investimento direto do Ministério do Esporte passa de R$ 800 milhões, sem somar o centro que a Vale está erguendo em Deodoro, com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte.

O secretário citou ainda o projeto dos Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), que deverá ter aproximadamente 180 unidades com pistas de iniciação ao atletismo. No total, o Brasil terá cerca de 270 CIEs espalhados por todo o país, com recursos de R$ 830 milhões do PAC. “O legado olímpico já pode ser visto país afora”, finalizou o secretário.

Planejamento do atletismo para o longo prazo

Os temas do fórum técnico da CBAt foram propostos pelos profissionais em reunião específica feita pela confederação durante o Troféu Brasil/Caixa de Atletismo, em junho. Entre os temas, Aprimoramento dos critérios de convocação de atletas para eventos oficiais; Programas de treinamento e competição no Brasil e no exterior; Formatação do Banco de Dados com informações de atletas e treinadores; Instituição da Escola Nacional de Treinadores de Atletismo; Elaboração do Ranking Brasileiro de Treinadores de Atletismo; e Definição dos Centros Nacionais de Treinamento.

A coordenação técnica dos trabalhos ficou a cargo do superintendente de Alto Rendimento da entidade, Antônio Carlos Gomes, que, ao lembrar que foi a primeira vez que a confederação fez um fórum específico para treinadores, comentou: "Foi uma oportunidade fundamental para a discussão de assuntos importantes que resultarão não só nas diretrizes para o triênio 2014/2016, mas também para um trabalho de mais longo prazo".


Fonte:

Ministério do Esporte

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Jogos Paralímpicos | Shirlene Coelho
A jogadora paralímpica de lançamento de dardos, discos e arremesso de peso, Shirlene Coelho, comenta a importância do esporte em sua vida
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens para todo o País
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
A jogadora paralímpica de lançamento de dardos, discos e arremesso de peso, Shirlene Coelho, comenta a importância do esporte em sua vida
Jogos Paralímpicos | Shirlene Coelho
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens para todo o País

Últimas imagens

Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Divulgação/Brasil 2016
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Divulgação/Ministério da Educação
Nadador Gustavo Borges tem quatro conquistas em olimpíadas: duas pratas em Barcelona, e nos 200 metros livres em 1996) e dois bronzes em 1996 e no revezamento em 2000
Nadador Gustavo Borges tem quatro conquistas em olimpíadas: duas pratas em Barcelona, e nos 200 metros livres em 1996) e dois bronzes em 1996 e no revezamento em 2000
Divulgação/Brasil 2016

Governo digital