Esporte
Jogadores deixam saudades em 2013
Homenagem
Em 2013, o meio esportivo perdeu alguns dos seus melhores profissionais, entre eles, jogadores, técnicos, dirigentes e jornalistas. Na época de sua morte, cada um foi homenageado, mas o final de ano é sempre uma boa oportunidade para celebrar a memória dos mais notáveis.
Jogadores
Três craques da história do futebol brasileiro não assistirão às festividades que prometem tomar conta do país na Copa do Mundo da Fifa 2014. Considerado o melhor lateral direito de todos os tempos, Djalma Santos, bicampeão mundial com a Seleção em 1958 e 1962 e responsável por revolucionar a função de lateral com suas jogadas ofensivas, faleceu aos 84 anos. Alguns meses depois, ele ganhou a companhia do lateral esquerdo Nilton Santos, 83 anos, outro adepto das investidas ao ataque. Com a mesma idade, por fim, Gilmar dos Santos, goleiro daquela seleção histórica, com a qual disputou 94 partidas, foi igualmente brilhar em outros campos.
Três outros goleiros legendários também deixaram saudades. A começar pelo uruguaio Ladislao Mazurkiewicz, 67 anos, que marcou época nas décadas de 1960 e 1970, tendo disputado três edições da Copa do Mundo da Fifa: Inglaterra 1966, México 1970 e Alemanha 1974. "Sei que um dos maiores orgulhos dele foi ter ouvido Lev Yashin dizer, ao se aposentar em 1971, que Mazurkiewicz era seu sucessor", lembrou o presidente da Fifa, Joseph S. Blatter. Igualmente excepcionais foram Allal Ben Kassou, 72 anos, arqueiro histórico da seleção marroquina, cujo uniforme vestiu 116 vezes, e o espanhol Antoni Ramallets, 89 anos, goleiro mítico do Barcelona entre 1946 e 1961.
O continente africano, por sua vez, perdeu o camaronês Louis Paul Mfédé, 52 anos, que foi o mais talentoso camisa 10 da história dos Leões Indomáveis, tendo conquistado uma Copa Africana de Nações e disputado dois Mundiais; o senegalês Djibril Alioune, que defendeu as cores nacionais por 12 anos; o meia ofensivo Emmanuel Quarshie, 59 anos, ex-capitão de Gana e campeão africano em 1982; e o argelino Abdelhamid Kermali, 82 anos, conhecido como "Sheik" em sua época de jogador e que, como técnico, levou seu país ao título da Copa Africana de Nações 1990.
Em 27 de junho de 2013, o mundo do futebol perdeu o ex-atacante da seleção italiana Stefano Borgonovo, 49 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença contra a qual lutou corajosamente durante cinco anos. Outros três atacantes de renome também se despediram em 2013: o francês Pierre Pleimelding, 60 anos, que brilhou no Lille durante as décadas de 1970 e 1980; o equatoriano Christian Benítez (24 gols em 58 jogos pela seleção), que no auge da carreira, aos 27 anos, foi surpreendido por um infarto; e o uruguaio Luis Cubilla, 72 anos, veterano de três Copas do Mundo (1962, 1970 e 1974), em cujo currículo constam 38 jogos pela Celeste, além da conquista de três Copas Libertadores, duas Copas Intercontinentais e nove Campeonatos Uruguaios. Após abandonar os gramados, Cubilla se tornou um dos técnicos mais vitoriosos do futebol sul-americano, faturando duas Copas Libertadores com o Olimpia do Paraguai, dez títulos do Campeonato Paraguaio, duas Recopas Sul-Americanas e uma Copa Interamericana.
Treinadores
O ano de 2013 também marcou a despedida de alguns "professores", como Jan Zwartkruis, técnico que dirigiu a Holanda no final dos anos 1970, e o brasileiro José Mehdi Faria, 80 anos, que comandou o Marrocos no México 1986, classificando uma seleção africana para a segunda fase da competição pela primeira vez na história. O falecimento de dois franceses de perfis diametralmente opostos também emocionou o planeta bola. Ex-jogador e técnico de significativa carreira no Oriente Médio e na África, Bruno Metsu foi vitimado por um câncer aos 59 anos, mas deixou para a posteridade sua fabulosa campanha com o Senegal até as quartas de final da Coreia/Japão 2002. "Nunca me esquecerei de Metsu, que um dia disse que 'participar de uma Copa do Mundo é algo mágico, como se você estivesse em outro planeta'", recordou o presidente Blatter ao falar desse verdadeiro nômade do futebol. Já Jean Vincent, 82 anos, foi um atacante renomado do Lille, do Reims e da seleção francesa, com a qual disputou 48 partidas, fez 22 gols e conquistou uma medalha de bronze no Mundial de 1958. Depois, fez sucesso como treinador, sobretudo no Nantes, onde perpetuou o "jeu à la nantaise", estilo de jogo veloz e ofensivo criado por José Arribas.
Dirigentes
Entre os dirigentes, lamentamos a perda de Riccardo Garrone, presidente da Sampdoria, que faleceu a dois dias de completar 77 anos, João Rocha, 82 anos, presidente histórico do Sporting entre 1973 e 1986, e Mory Goïta, 59 anos, ex-técnico da seleção do Mali.
Sempre que uma estrela se apaga na grande família do futebol, o presidente da FIFA naturalmente sente um profundo pesar. Mas o falecimento de Gabriel Monachon, 89 anos, foi especialmente tocante para Blatter, que se despediu não apenas de um grande servidor do futebol suíço como também de um amigo pessoal, ex-atacante do Aarau e primeiro presidente do Neuchâtel Xamax.
Fonte:
Portal da Fifa
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