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Jorginho Zarif concorre a troféu de melhor atleta do ano

Vela

Velejador foi campeão mundial da classe Finn nas categorias Open (principal) e Júnior em uma mesma temporada
por Portal Brasil publicado: 03/12/2013 12h38 última modificação: 30/07/2014 00h11
Fred Hoffmann Velejador fez história na classe Finn e pode levar para casa o troféu de melhor atleta do Brasil em 2013

Velejador fez história na classe Finn e pode levar para casa o troféu de melhor atleta do Brasil em 2013

O paulista João Jorge Zarif, aos 21 anos, tem motivos de sobra para comemorar a temporada. Apesar da pouca idade, ele pode se orgulhar de ter protagonizado uma façanha que até então nenhum outro velejador na história tinha sido capaz de realizar na classe Finn: ter conquistado, em um mesmo ano, os títulos de campeão mundial nas categorias Open (principal) e Júnior.

Jorginho Zarif, como é conhecido, atribui o grande salto em seu desempenho como velejador ao treinamento conjunto com o medalhista olímpico Bruno Prada (proeiro de Robert Scheidt na conquista das medalhas de prata e de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e Londres-2012, ambas na classe star) e também ao trabalho iniciado com o preparador físico Luigi Turisco, em abril. A “mudança total”, como afirma Jorginho, foi determinante para a conquista do título da Copa Ouro, considerada o Campeonato Mundial da classe. A competição foi realizada em Tallinn, na Estônia, e terminou no fim de agosto.

O triunfo na Estônia confirmou o bom momento do brasileiro, que já tinha obtido outro resultado importante em 2013: o título da Copa Prata — o Mundial Júnior —, disputado em Malcesine, na Itália.

As conquistas foram determinantes para que Zarif fosse indicado no Prêmio Brasil Olímpico, promovido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ao troféu de Melhor Atleta de 2013. Jorginho concorre com outras duas feras (ambos campeões olímpicos) que brilharam neste ano: o ginasta Arthur Zanetti, medalha de ouro no Mundial da Antuérpia, nas argolas; e o nadador Cesar Cielo, que conquistou duas medalhas de ouro no Mundial de Barcelona.

O barco da Finn depende de muita força, o que requer um ótimo preparo aeróbio por parte do velejador. Por isso mesmo, os problemas físicos enfrentados por Jorginho Zarif tornaram o caminho até os títulos mundiais de 2013 ainda mais difícil. O velejador sofreu com uma lesão grave no joelho direito (no ligamento cruzado anterior) nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e, neste ano, teve problemas nas costas.

Filho do velejador olímpico Guga Zarif, que participou dos Jogos de Los Angeles-1984 e Seul-1988, Jorginho teve de parar com os treinos em abril por causa do problema nas costas, lesão que sentiu em Palma de Mallorca. Veio daí a decisão de ir atrás de um bom preparador físico e foi assim que seu destino se encontrou com o do preparador físico Luigi Turisco, que trabalha com handebol.

Essa parceria se mostrou tão importante que Jorginho classifica o trabalho com Turisco como um dos grandes momentos do ano.  “De cara já vi que ia melhorar muito. Minha preparação mudou totalmente, com treinamento funcional. Parei de sentir dor. Ganhei uma outra vida”, comemora o velejador.

Além de treinar com Bruno Prada, Jorginho passou a trabalhar com o técnico espanhol Rafael Trujillo, que acompanha o brasileiro nos campeonatos e em alguns treinos no Rio de Janeiro.

Ao lembrar da Copa Ouro de Tallinn, Jorginho recorda que encontrou ventos fortes, com muita variação de direção. “Foi difícil. Mas tirando o primeiro dia, consegui bons resultados. Eu sabia que estava bem preparado, mas tinha grandes adversários estrangeiros, além do Bruno (Prada)... Havia coisas novas em um campeonato desses, de alto nível técnico.”

Equipe coesa e apoio foram determinantes

Jorginho diz que antes de 2013 “tirava leite de pedra” nos campeonatos. “Era como competir na Fórmula 1 com uma Minardi em vez de uma Ferrari. Eu não tinha muita perspectiva e era difícil para mim lidar com isso. Agora, temos uma equipe coesa, com apoio do COB e também do Ministério do Esporte para essas contratações técnicas e para as viagens. Todo esse apoio faz muita diferença, é muito importante.”

Classificado como 36° no último ranking mundial, divulgado no fim de outubro — por causa da lesão nas costas esteve em apenas três competições que valiam pontos, enquanto os adversários participaram de sete —, Jorginho volta a competir em Miami no início do ano que vem. Com isso, ele espera melhorar sua classificação a partir de abril para pleitear a Bolsa Atleta Pódio do Ministério do Esporte, que tem como critério básico a classificação do atleta entre os 20 primeiros do ranking mundial de sua modalidade.

A principal competição de Jorginho Zarif em 2014 será o Campeonato Mundial da Federação Internacional de Vela (ISAF), marcado para setembro e que reunirá todas as classes em Santander, na Espanha.

Antes de Zarif, Jörg Bruder tinha sido o último velejador brasileiro a conquistar o título da Copa Ouro da classe Finn, em 1972, com seu tricampeonato mundial. Bruder já tinha sido vice-campeão em 1966 e 1969, além de terceiro colocado em 1968. Cláudio Biekarck foi terceiro colocado em 1977.

Fonte:
Brasil 2016 

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