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Remo paralímpico brasileiro aposta nas águas cariocas para despontar em 2016

Paralimpíadas

Atletas tentarão conquistar na Lagoa Rodrigo de Freitas a segunda medalha do País na modalidade
por Portal Brasil publicado: 19/12/2013 18h05 última modificação: 30/07/2014 00h12

Se a história Olímpica do remo é centenária, nos Jogos Paralímpicos a modalidade ainda percorre os primeiros metros de uma longa regata. O esporte, que fez sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008, estará presente, em 2016, pela terceira vez no evento. Para os atletas brasileiros, a chance de conquistar nas águas do Rio a segunda medalha do País na modalidade.

O Brasil ganhou o bronze - sua única medalha - nos Jogos de Pequim, com a dupla formada por Josiane Lima e Elton Santana. Ainda em atividade, a catarinense de 38 anos relembra a conquista nas águas chinesas.

"Tínhamos o melhor tempo entre os participantes e estávamos preparados para ganhar o ouro", lembra. "Infelizmente, tive uma crise muito forte de sinusite na chegada a Pequim, cerca de 20 dias antes da competição, e não consegui me recuperar complemente. Na final, estávamos liderando até os últimos 200m, quando me senti mal e acabamos sendo ultrapassados, apesar de todo o esforço do Elton. A medalha trouxe um grande reconhecimento para o esporte e motivou uma série de incentivos ao esporte no Brasil", acrescentou.

Em Londres, a paulista Claudia Santos esteve perto do pódio, mas terminou em quarto lugar na prova individual da categoria A.

“Foi uma grande evolução em relação a Pequim, quando terminei em sexto lugar”, avalia a atleta do Pinheiros (SP). “Foi uma experiência muito importante, e o resultado mostrou que estamos no caminho certo. O pódio não veio por muito pouco. Já estou trabalhando com uma equipe maior, e focamos em alguns detalhes técnicos que precisavam ser corrigidos”, afirmou a atleta, de 36 anos, campeã mundial em 2007 e medalhista de bronze em 2013.

A paulista acredita que o esporte brasileiro tem tudo para brilhar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e, na opinião dela, o evento poderá colaborar com a mudança na percepção em relação às pessoas com deficiência.

“Espero um grande espetáculo, com uma estrutura do mais alto nível. Nós, brasileiros, estaremos em casa e queremos representar muito bem o nosso País. Tenho a expectativa de que os Jogos trarão um novo olhar ao esporte Paralímpico, com mais apoio e oportunidades”, afirma a atleta, que amputou a perna direita após um atropelamento, há 13 anos.

Para Josiane, os próximos anos serão focados no descobrimento de novos talentos da modalidade.

"A base da seleção brasileira permanece a mesma de Londres, com uma equipe que tem uma média de idade elevada. Todo o cenário mundial está em busca de novos talentos para este ciclo olímpico. Neste ano, já vimos novas formações em equipes de diversos países nas principais competições internacionais e estamos monitorando nossos adversários para chegarmos bem preparados", avalia. 

Enquanto o Brasil rema por sua segunda medalha, outros países largaram na frente. Tradicional potência no remo Olímpico, a Grã-Bretanha também domina o cenário paraolímpico, com três medalhas de ouro e uma de bronze. A China se destaca com três ouros. Ucrânia e Itália contam com atletas campeões paraolímpicos, enquanto os Estados Unidos acumulam quatro medalhas, duas de prata e duas de bronze.

Categorias

No remo Paralímpico, as embarcações de competição são adaptadas às necessidades dos atletas, que são classificados de acordo com os membros do corpo que utilizam para movimentar o barco ao longo dos mil metros de cada regata. Atletas que utilizam somente os braços fazem parte da categoria A. Aqueles que usam o tronco e os braços são da categoria TA. Competidores com deficiência visual, que utilizam braços, pernas e troncos, são classificados como LTA.

O programa do remo Paralímpico conta com quatro provas: disputas individuais no masculino e no feminino para atletas da categoria A, competição de duplas mistas para atletas da categoria TA e prova mista de quartetos formados por competidores da categoria LTA, que são orientados por timoneiros que não necessariamente têm deficiência.

Fonte:
Portal Rio 2016

 

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