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Comitê acompanhará andamento das obras da Arena da Baixada

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Governo e Atlético Paranaense, responsável pelas obras, definiram um conjunto de medidas para evitar que os atrasos causem mais problemas
por Portal Brasil publicado: 22/01/2014 11h18 última modificação: 30/07/2014 02h52
Paulino Menezes/Ministério do Esporte Conjunto de medidas será adotado para evitar que os atrasos causem mais problemas

Conjunto de medidas será adotado para evitar que os atrasos causem mais problemas

Mesmo sem data limite de entrega, a Arena da Baixada, em Curitiba, ganhou um prazo definido para mostrar que tem condições de receber quatro jogos da Copa do Mundo: 18 de fevereiro. O dia que marca o começo do seminário que reunirá as comissões técnicas das 32 seleções em Florianópolis é também o marco final estabelecido pela Fifa para que os trabalhos no estádio paranaense atinjam um ponto mais confortável.

O ritmo atual dos trabalhos é visto tanto pela Fifa como pelos governos federal, estadual e municipal como preocupante. Após reuniões de emergência realizadas entre membros das três esferas de governo e representantes do Clube Atlético Paranaense, que é o responsável pelas obras, ficou definido que um conjunto de medidas será adotado para evitar que os atrasos causem mais problemas.

A decisão também foi acordada com a Fifa durante visita do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, à Arena da Baixada nessa terça-feira (21). O dirigente encontrou-se com o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, o governador do Paraná, Beto Richa, e o presidente do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia. A reunião também contou com a participação dos ex-jogadores Cafu e Bebeto, membros do Comitê Organizador Local (COL).

“Não vou falar de data limite. Vou falar da data de 18 de fevereiro. No dia 18, as 32 seleções - o Brasil e mais as 31 qualificadas para a Copa - vão se reunir em Florianópolis para o seminário. É uma reunião muito importante, porque as seleções vão receber informações da Copa, sobre organização, como vão se deslocar, segurança, e, o mais importante, os técnicos dessas 32 seleções, talvez não o da Seleção Brasileira, mas os outros vão para as cidades em que vão jogar, e é fundamental que quando eles cheguem, saibam como as coisas vão ser nessa matéria”, explicou Valcke.

A constatação unânime foi de que, se o ritmo dos trabalhos for mantido, a Arena da Baixada não ficará pronta com a qualidade e os requisitos necessários para a Copa de 2014. “Com o senso de responsabilidade que move a todos, diante desta constatação, nós, em comum acordo, decidimos adotar medidas adicionais para garantir que a Arena Curitiba esteja em condições de sediar os jogos aqui agendados para a Copa”, disse o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes.

Parceria
A principal medida é a criação de um comitê gestor da obra da arena, formado por três partes: o governo estadual, o governo municipal e o Atlético-PR. Também poderá ser montando um comitê técnico para apontar os melhores caminhos para a intensificação do ritmo das obras. “É uma nova governança de parceria para tocar a obra com a velocidade necessária para que ela possa sediar os jogos da Copa”, explicou Luis Fernandes.

De acordo com o secretário estadual para assuntos da Copa, Mario Celso Cunha, o objetivo é aumentar a participação do governo paranaense e da prefeitura no andamento da obras do estádio. “Nós temos duas comissões fiscalizando as obras, mas não estávamos participando da mesa que definia qual é a prioridade - catracas, cadeiras, lanchonetes, quantos operários tem na obra efetivamente? Isso nós vamos fazer nessa união”, disse Cunha.

Além da criação do comitê, outras medidas foram acordadas entre as partes. “Uma segunda medida é a de que, coerente com o diagnóstico da situação estabelecida, é preciso intensificar as obras do estádio para a sua finalização. Isso implica evidentemente aumentar o número de trabalhadores envolvidos na obra e estudar a possibilidade de instituir um terceiro turno”, afirmou Luis Fernandes.

“Sem aumentar o numero de operários, não tem como tocar a obra. Hoje a obra tem 1.084 funcionários, segundo a CAP S/A (empresa responsável pelo execução), mas nós sabemos que alguns estão parados, por fatores variados, e nós queremos aumentar de 50 a 70% esse número”, acrescentou Mario Celso Cunha.

O aspecto financeiro também é uma preocupação. “Uma terceira medida, uma terceira base da solução que está sendo encaminhada, envolve a garantia do fluxo financeiro necessário para essa intensificação da obra. E isso tem vários elementos envolvidos, mas um que nós podemos falar é que houve na manhã de hoje a liberação de R$ 39 milhões para obras pelo fomento do governo do Paraná”, disse o secretário-executivo do Ministério do Esporte.

A meta é que o comitê gestor dimensione, por meio de uma auditoria, o valor necessário em relação ao estágio em que a obra se encontra. O secretário estadual para assuntos da Copa, no entanto, afirma que os recursos extras não serão públicos. “O governo não está passando dinheiro, é empréstimo. É fomento. Há um comprometimento de garantias, é financiamento. Independentemente disso, temos alternativas que não envolvem recursos públicos, mas envolvem parcerias”, disse.

Parto difícil

Mesmo com um prazo definido, Jérôme Valcke não determinou a exclusão de Curitiba das sedes da Copa caso a Arena da Baixada não cumpra as expectativas. “Tirar uma cidade da lista de cidades-sede não é tão fácil assim. Os ingressos já estão vendidos, há pessoas que estão planejando ver os jogos aqui. São quatro jogos aqui. A Espanha, atual campeã, vai jogar aqui. Não digo que os outros jogos não sejam importantes, mas o que nós estamos esperando é que as decisões tomadas hoje, com apoio pleno do governo federal, do governo do estado, da prefeitura e do clube, permitirão manter Curitiba como cidade-sede tal como foi decidido anteriormente”, disse.

A confiança foi compartilhada pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes. “O que eu posso dizer é que nosso compromisso foi olhar daqui para frente, o que é necessário para que o estádio esteja em condições de poder sediar os jogos previstos, e vamos agir a partir disso. Nós entendemos que as medidas são suficientes para garantir a realização da Copa em Curitiba”, afirmou.

Valcke chegou a comparar a situação a um parto que, embora difícil, vai gerar um “lindo” bebê. “Todos os técnicos vão trabalhar e, no dia 18 de fevereiro, vão dizer 'tudo bem' com base no trabalho feito até agora. Acreditamos que o estádio estará pronto para a Copa. Eu não vou vir aqui no dia 18 de fevereiro para visitar o estádio, mas preciso da contribuição de todos os técnicos que trabalharão todos os dias e farão relatórios todos os dias sobre os avanços”, finalizou.

Fonte:
Ministério do Esporte

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