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Estádios sustentáveis para além de 2014

Sustentabilidade

Em reunião, participantes do programa de treinamento para operadores de estádio da Copa trocaram experiências e sugeriram estratégias de sistemas sustentáveis
por Portal Brasil publicado: 07/02/2014 14h30 última modificação: 30/07/2014 02h40

Utilizar o poder do futebol como ferramenta para construir um futuro melhor para todos. Foi esse o pensamento que permeou toda a mesa-redonda que marcou o último encontro do programa de treinamento de sustentabilidade para operadores de estádio da Copa do Mundo da Fifa 2014, realizado no Rio de Janeiro.

O programa, lançado no dia 15 de agosto de 2013, tem como objetivo melhorar o nível de conhecimento dos participantes sobre a operação sustentável de estádios de futebol e outras instalações esportivas.

Ao longo de um total de seis dias, divididos em três encontros, os participantes trocaram experiências e discutiram maneiras de otimizar suas operações. Os tópicos abordados incluíram desde o uso de sistemas eficazes de iluminação até redução da utilização de água limpa; questões de acessibilidade para deficientes e opções de transporte mais sustentáveis para se oferecer ao público.

"Não adianta somente construirmos uma arena de forma sustentável. Não adianta ter grandes projetos inovadores de sustentabilidade e não administrar de forma correta, de forma que venha a causar menos impacto ao meio ambiente. Isso foi mostrado em um dos workshops”, explica Lucas Silva, do departamento de sustentabilidade da Arena Pernambuco. “São noções básicas e bem interessantes de como administrar uma arena de forma sustentável, respeitando as pessoas e a comunidade do entorno do estádio."

Como lembra Federico Addiechi, diretor de responsabilidade social corporativa da Fifa, a iniciativa é baseada em experiências positivas obtidas durante um programa similar realizado durante a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2011, na Alemanha. "Achamos que é uma medida importante dar práticas e experiências de outros estádios, para que elas sejam implementadas aqui no Brasil, sobretudo depois da Copa. A ideia é que os estádios tenham práticas sustentáveis bem integradas na gestão depois de 2014".

O projeto contou ainda com incentivo do governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) - que qualificou para receber empréstimos para construção e reforma todos os estádios que se planejassem para obter uma certificação ambiental. Como resultado, a maioria das autoridades dos estádios se comprometeu a construir sua infraestrutura de acordo com os requisitos para certificação de construções ecológicas.

O Castelão é o primeiro "estádio verde" da Copa do Mundo e já recebeu a certificação internacional Leed (Leadership in Energy and Environmental Design). Outros - como o Maracanã, o Beira-Rio e o Mineirão - estão no processo de qualificação. E prometem levar o legado para além de 2014.

"O Beira-Rio vai ter a certificação também, mas cabe salientar que o foco do proprietário do estádio, que é o Sport Club Internacional, é, além de ter uma certificação, ter uma preocupação com sustentabilidade social. É um clube de futebol que tem uma função social muito forte, tem um trabalho com duas mil crianças carentes já há algum tempo e tem um interesse grande nesse tipo de ação”, ressaltou Diana Oliveira, vice-presidente do clube gaúcho. “Uma certificação nos deixa satisfeitos com relação ao selo, mas durante a operação, no decorrer da nossa história daqui para a frente, o foco principal não é só nos recursos, mas também nas pessoas."

Fonte:
Portal Fifa

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