Esporte
Parque Olímpico recupera faixa de proteção da Lagoa de Jacarepaguá
Jogos Rio 2016
O projeto do Parque Olímpico dos Jogos Rio 2016 vai muito além das nove instalações esportivas que receberão os melhores atletas do planeta. A faixa marginal de proteção (FMP) da Lagoa de Jacarepaguá, com 30 metros a partir da margem e totalizando uma área de 73 mil m², será totalmente recuperada com vegetação nativa de mangue e restinga.
Só o manguezal, que hoje tem 2.140 m², passará a 29.690 m² após o plantio de cerca de 31 mil mudas de mangue-vermelho e mangue preto. No total, serão utilizadas mais de 480 mil mudas. Para o desenvolvimento das espécies, já foram instalados, às margens da lagoa, três Viveiros de Espera e três de Produção de Mudas.
Além do manguezal, a área de restinga também será recuperada, passando de 17.208 m² para 43.910m². Para desenvolver o projeto, a Prefeitura do Rio e a concessionária Rio Mais, vencedora da Parceria Público-Privada que viabiliza grande parte do Parque Olímpico, convidaram uma equipe de especialistas que inclui o biólogo Mário Moscatelli, o paisagista Pierre-André Martin e o arquiteto-paisagista Duarte Vaz. A recuperação da FMP era uma das obrigações contratuais da PPP.
“Esta é uma área atualmente degradada. Dois importantes ambientes, manguezais e restinga, naturalmente existentes, serão restabelecidos”, explica Maria Silvia Bastos Marques, presidente da EOM.
Os manguezais, replantados junto às margens da Lagoa, ajudarão a melhorar a qualidade da água e a combater a erosão do solo. A paisagem de restinga terá uma variedade de vegetação nativa, incluindo plantas rasteiras, árvores, cactos e arbustos. O objetivo é ter um ecossistema equilibrado e diversificado.
A recuperação na área da faixa marginal de proteção começou em dezembro de 2013, com a medição de marés e o preparo para a produção de mudas. A previsão é que as ações sejam finalizadas no segundo semestre de 2015.
O projeto também contempla a proteção da faixa marginal contra o lixo trazido pelas marés. Ecobarreiras foram instaladas para evitar que o lixo de grande porte chegue aos locais de recuperação.
Após os Jogos Olímpicos, uma passarela com extensão de 1,4 km permitirá a visita à área recuperada. Para reforçar a interação com o público, o caráter educacional e a necessidade de preservação da natureza, serão colocadas placas com informações sobre a fauna e a flora do local.
Fonte:
Ministério do Esporte
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