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Alemanha lidera quadro de medalhas olímpicas da canoagem

Referência mundial

Com mais de 100 medalhas nas provas de velocidade e slalom, europeus chegarão aos Jogos Rio 2016 como favoritos a novas conquistas
por Portal Brasil publicado: 30/04/2014 17h18 última modificação: 30/07/2014 02h45
Divulgação/Getty Images/Vladimir Rys Com 12 medalhas em seis participações olímpicas, Birgit Fischer é um símbolo do domínio alemão na canoagem

Com 12 medalhas em seis participações olímpicas, Birgit Fischer é um símbolo do domínio alemão na canoagem

Quando o assunto é canoagem, a Alemanha é a grande referência mundial. Berço da estreia do esporte Jogos, o país já conquistou mais de 100 medalhas Olímpicas, considerando as competições de velocidade e slalom. São 48 ouros, 34 pratas e 33 bronzes no total. Com ares de favorita, a delegação germânica chegará aos Jogos Rio 2016 com a missão de manter a hegemonia no esporte.

Na canoagem velocidade, o país lidera o quadro Olímpico de medalhas com 40 ouros, 29 pratas e 26 bronzes. Na sequência, vem a extinta União Soviética (29 - 13 - 9) e a Hungria (22 -29 - 26). Na canoagem slalom, o domínio germânico aparece com oito ouros, cinco pratas e sete bronzes. Eslováquia (7 - 2 - 3) e  França (6 - 3 - 7) também se destacam na disciplina.

Nos Jogos Paralímpicos, abre-se a oportunidade para um novo protagonista fazer a história, com a estreia da paracanoagem nas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas. Nas quatro edições do Campeonato Mundial já realizadas, o domínio é da Grã-Bretanha, que acumula 11 ouros, quatro pratas e quatro bronzes. O Brasil também se destaca e supera a contagem de dez medalhas no esporte, com sete ouros, três pratas e dois bronzes, assim como o Canadá, que coleciona seis ouros, três pratas e três bronzes. 

Canoagem velocidade é veterana nos Jogos
A canoagem velocidade foi a primeira a integrar o programa Olímpico. A disciplina participou com o status de demonstração dos Jogos Paris 1924 mas só passou a fazer parte do programa oficial três edições depois, em Berlim 1936, apenas com provas masculinas. Já as mulheres passaram a competir 12 anos depois, em Londres 1948.

O objetivo das disputas é simples: completar em linha reta o percurso, disputado em águas calmas, no menor tempo possível. A diferenciação das provas se dá pelo tipo de barco – canoa ou caiaque -, pelo número de atletas nas embarcações – uma, duas ou quatro – e pela distância percorrida – 200, 500 ou 1.000 metros.

Já a canoagem slalom estreou um pouco mais tarde, nos Jogos Munique 1972, e ficou fora por 20 anos até retornar definitivamente em Barcelona 1992. Também disputadas com canoas e caiaques, as provas, inspiradas no esqui slalom, são realizadas em pistas artificiais ou semiartificiais. Ao longo dos 300m de percurso, as embarcações devem concluir, por duas vezes, o trajeto indicado por números e sentidos colocados em pórticos ao longo da pista, muitas vezes remando contra a correnteza. Há penalidades que somam tempo ao desempenho final de cada competidor.

A estreante paracanoagem, por sua vez, segue o sistema de disputa da canoagem velocidade, com canoas e caiaques, e provas sempre realizadas em percursos de 200m. As provas são definidas pelos membros do corpo que o atleta utiliza para movimentar a embarcação: braços, tronco e pernas; apenas o tronco e os braços; e somente os braços.

Centro de treinamento
A caminho de sua estreia nos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, em 2016, a paracanoagem brasileira ganhou um importante reforço para a preparação de seus atletas. A novidade é o Centro de Treinamento da Equipe Permanente de Paracanoagem, no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp). A estrutura já está em funcionamento e foi financiada com a ajuda da Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte.

No CT da USP, os atletas da seleção brasileira terão à disposição uma garagem com uma área de aproximadamente 200m, com vestiários adaptados e ainda poderão aproveitar outras instalações, como as piscinas e a sala de musculação (Cepeusp).

Fontes:
Comitê Rio 2016
Brasil 2016

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