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Associação internacional quer "Casa de Treinadores" nos Jogos de 2016

Jogos Olímpicos

Entidade quer disseminar conhecimento entre os jovens técnicos durante as Olimpíadas do Rio e firmar parceria com o País
por Portal Brasil publicado: 03/04/2014 12h17 última modificação: 30/07/2014 02h43
Rodolfo Vilela/Brasil 2016 Da esquerda para a direita, John Bales, Ricardo Leyser e André Arantes, em reunião em Brasília

Da esquerda para a direita, John Bales, Ricardo Leyser e André Arantes, em reunião em Brasília

Com a organização da Copa do Mundo de Futebol neste ano e os Jogos Olímpicos Rio 2016, o Brasil está no foco de diversas organizações esportivas internacionais. Uma delas é o International Council for Coaching Excellence (ICCE), associação de treinadores que tem sede na Grã-Bretanha. Nesta quarta-feira (2), seu presidente, o canadense John Bales, esteve com o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, expondo o interesse da ICCE no País.

“Gostaríamos de expandir nossas relações com a América do Sul e, no caso do Brasil, temos uma grande oportunidade para isso”, explicou Bales.

Basicamente são dois os objetivos do canadense, que foi atleta da canoagem. O primeiro é repetir a experiência em Londres 2012, com a Global Coaches House, uma espécie de “Casa de Treinadores”, no Rio de Janeiro 2016.

Técnicos do futuro
A ideia engloba a participação de técnicos mais jovens, que poderão vir a ser técnicos olímpicos em Tóquio 2020 ou em 2024. Assim, já teriam a experiência de conviver com os grandes técnicos dos mais variados esportes, acompanhar as competições e trocar conhecimento. Esses técnicos mais jovens, dois ou três, seriam indicados pelo País. Mas também há um programa aberto a técnicos de clubes, federações e universidades, por exemplo, com programas de treinamento e desenvolvimento, até esportes específicos.

A “Casa de Treinadores” no Rio 2016 seria instalada duas semanas antes dos Jogos Olímpicos, para ficar até dois dias depois do encerramento dos Jogos Paraolímpicos. “Foi assim que fizemos em Londres 2012”, disse, dando a Austrália como exemplo de país que trabalha não apenas com atletas mais jovens para os ciclos olímpicos seguintes, como também com técnicos mais novos para esses próximos ciclos. “Não são técnicos responsáveis por times, mas que estarão lá para aprender.”

Ministério dá primeiro passo
Na próxima conferência do ICCE em 2015, na Finlândia, o Brasil poderá participar como observador, como sugeriu Ricardo Leyser, porque o País não tem uma federação nacional de técnicos. “Pelo menos um primeiro passo na parceria com o ICCE pode ser dado pelo Ministério do Esporte. O governo federal pode fazer esse papel.”

Para Ricardo Leyser, “é um ótimo momento para formarmos parcerias, como parte do nosso legado olímpico, dando profissionalismo e consistência ao esporte”. Além dos nossos técnicos, disse o secretário, “já temos também especialistas de várias nacionalidades aqui no Brasil, e estamos trazendo mais, não apenas para alto rendimento, mas para categorias menores”.

Leyser detalhou ao presidente do ICCE o trabalho que está sendo feito pelo Ministério do Esporte e que resultou em 27 medalhas em Mundiais ou competições equivalentes em 2013, no melhor ano pós-olímpico da história esportiva do País. Ele explicou que estão sendo feitos convênios e parcerias com confederações relacionadas a ciências, tecnologia, treinamento, acampamentos.

“Pela primeira vez estamos fazendo esse trabalho integrado, com os atletas e apoio para se montar toda uma equipe de especialistas multidisciplinares nas Confederações”, observou o secretário.

Ainda em 2002, quando o Brasil tomou a tarefa de organizar os Jogos Sul-Americanos de 2002, depois da desistência da Colômbia, foi preciso utilizar equipamentos de quatro cidades – São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Curitiba – porque não havia como fazer as competições em um único local.

Em processo de organização do esporte
Depois dos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007 o esporte brasileiro começou a mudar, disse Leyser. O processo, para se conseguir resultados em modalidades de menos tradição vem desde então. “Boas mudanças estão acontecendo e estamos consolidando um processo”, afirmou. “Há talentos de 16 anos, que já são parte desse trabalho, que é muito rico.”

André Arantes, diretor da Secretaria Nacional de Alto Rendimento, destacou a infraestrutura que está sendo montada no País com os CIEs (Centros de Iniciação ao Esporte), que estarão ligados às escolas – assim, além da disseminação da prática esportiva, é possível trabalhar talentos revelados para o alto rendimento.

John Bales explicou que ao longo do ano o trabalho do ICCE é estabelecer ligações com clubes e universidades, por exemplo, para oferecer conhecimento especializado no treinamento dos vários esportes ou para tópicos específicos, que seja acrescentado ao conhecimento adquirido nas faculdades de educação física.

“Começamos a organizar o nosso sistema esportivo”, disse Leyser. “Tudo o que está sendo construído e organizado fará parte da Rede Nacional de Treinamento, que funcionará como um ‘caminho’ de atletas, da base para o alto rendimento. O processo já vem de dez anos, está dando resultados e precisa ganhar consistência. O momento é único e estamos abertos ao mundo nessa construção de legado.”

Fonte:
Ministério do Esporte

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