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Daniele Hypolito quer deixar legado após os Jogos Rio 2016

Novas gerações

Rumo à quinta Olimpíada, atleta assume papel de veterana e vibra com a chance de encerrar carreira diante do público brasileiro
por Portal Brasil publicado: 02/04/2014 17h24 última modificação: 30/07/2014 02h43
COB/Gaspar Nobrega Com a nova geração da seleção brasileira, ginasta conquistou o ouro na prova por equipes dos Jogos Sul-Americanos, no começo de março

Com a nova geração da seleção brasileira, ginasta conquistou o ouro na prova por equipes dos Jogos Sul-Americanos, no começo de março

A trajetória de Daniele Hypolito se confunde com a história da ginástica artística no Brasil. Aos 15 anos, a jovem atleta entrava em cena nos Jogos Sydney-2000 para alcançar o melhor resultado brasileiro na disciplina até então e mudar o rumo do esporte no País. Quatorze anos depois, Daniele assume o papel de veterana e o Brasil se consolida como uma das forças do continente americano na ginástica. 

“Desde que comecei no esporte, a ginástica brasileira evoluiu muito”, comenta Daniele, que abriu portas para uma talentosa geração de atletas, que conta com nomes como Daiane dos Santos, Arthur Zanetti e Jade Barbosa, e teve papel fundamental na consolidação da ginástica brasileira no cenário mundial.

Daniele se prepara agora para os Jogos Rio 2016, sua quinta - e provavelmente última - participação olímpica. Aos 29 anos, a atleta, que pretende se aposentar logo após o evento, vibra com a possibilidade de encerrar a carreira diante do público brasileiro.

“Os Jogos Olímpicos são sempre especiais porque sabemos que estamos competindo pelo nosso País, e isso é um estímulo muito forte. Nós, atletas, sentimos muito a energia do público, e isso faz a diferença na hora da competição. No Pan do Rio, em 2007, o apoio vindo das arquibancadas foi incrível, e sabemos que no Rio 2016 será ainda mais forte”, afirmou.

Com mais de dois anos de atuação pela frente, Daniele ainda tem muito a contribuir para o desenvolvimento da ginástica brasileira. A atleta sabe da sua influência e, por isso, se preocupa em deixar um legado para as companheiras mais novas. O foco e a persistência que marcam sua trajetória são, para ela, a principal lição que ficará para a nova geração.

“A determinação faz parte do dia a dia da ginástica. Tento sempre explicar que existem muitos obstáculos na vida de um atleta, mas com muito esforço sempre conseguimos passar sobre eles”, diz a ginasta. “O importante é nunca desistir”, completa.

Atualmente, Daniele mora e treina em Curitiba, cidade onde fica a sede da Confederação Brasileira de Ginástica e o centro de treinamento da seleção brasileira do esporte. Na capital do Paraná, Daniele e outras 11 atletas são treinadas pelo russo Alexander Alexandrov, que tem como auxiliar técnico o ucraniano Oleg Ostapenko.

“Vejo com muito bons olhos esse intercâmbio com países mais tradicionais na ginástica. Isso não significa que o Brasil vai perder sua essência, vamos apenas aprender com quem tem muito a nos ensinar”, opina Daniele.

Depois de deixar as competições, Daniele afirma que deve continuar trabalhando com algo relacionado ao esporte, mas evita falar – e até pensar – sobre o assunto: o foco continua sendo treinar e se apresentar em alto nível. “Até 2016 ainda tem muita coisa pra acontecer, muitas competições para participar”.

Fonte:
Brasil 2016

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