Esporte
Franck Caldeira se classifica para o Mundial de Pequim
Maratona
O maratonista Franck Caldeira ficou na segunda posição na Maratona de Pádua (Itália), no último domingo (27), na cidade famosa pela basílica de Santo Antônio. Franck correu a prova em 2h12min04 e cruzou a linha de chegada atrás do queniano Kimani Pharis (2h12min03). Os italianos Fabio Mella (2h26min42), Giuliano Virgis (2h32min42) e Christian Pizzatti (2h35min41) completaram o pódio.
Com essa marca, Franck assume a liderança do ranking brasileiro e sul-americano e se qualifica para o Pan-Americano de Toronto e o Mundial de Pequim, em 2015. Essa é a segunda melhor marca em sua carreira para os 42 km e 195 m - a primeira é 2h12min03.
O maratonista disse que manteve o ritmo de prova, apesar do vento de frente, entre 3min05 e 3min08 por quilômetro, quando a lebre (atleta que 'puxa' os demais) parou no quilômetro 29. "Segui eu e três quenianos no pelotão da frente e o ritmo se manteve até os 35 quilômetros - a previsão de chegada era para 2h10min40. Mas a chuva que pegamos no quilômetro 36 do percurso derrubou o nosso ritmo para 3min15. Dois quilômetros depois, a chuva parou e voltamos a apertar, mas aí só estávamos eu e o queniano (Pharis), que encostou. Tentei uma saída - fiz 3min09 nesse trecho, o km 39 -, mas não abri muito. Ele encostou e imprimiu o ritmo. Tentei acompanhar, mas sentia uma dor forte no posterior. E como no final o trecho tem chão em pedra - e aí é que o posterior doía mesmo - ele abriu no 41 e venceu", relatou Franck Caldeira ao treinador Ricardo D'Angelo.
Agora, depois de um mês na Europa e outro mês treinando na altitude de Paipa (COL), Franck quer retornar para casa e ver a família. "Lutei até o final em Pádua. O queniano correu para 3min05 no quilômetro 40. Ele venceu porque correu muito e eu ganhei um segundo lugar, com uma marca que, para começar, está boa."
O técnico Ricardo D'Angelo também avaliou como positiva a prova do fundista, dizendo que Franck esteve perto de sua melhor marca. "Ele passou por uma situação diferente e adversa, quando abandonou a prova de Milão, três semanas atrás. Permaneceu na Europa e agora conseguiu se recuperar e correr bem. Isso mostra que sua capacidade de superação e vontade de vencer são grandes. Essa marca e posição dão confiança de que no futuro poderemos correr abaixo das 2h10min e integrar os grandes eventos internacionais. Estou satisfeito com o desempenho", afirmou Ricardo D'Angelo.
Fonte:
Brasil 2016
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