Esporte
Jovem amazona projeta terceira participação olímpica em 2016
Hipismo
Com apenas 15 anos de idade, Luiza Novaes Tavares de Almeida participou das provas de adestramento dos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, no Complexo Esportivo de Deodoro. Era a caçula de toda a delegação brasileira. Com o bronze por equipes, veio também a vaga para representar o País nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Em Londres 2012, a jovem amazona foi a única representante do País na modalidade. Atualmente, com 22 anos, atleta recebe o apoio financeiro do programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte para os treinamentos.
“Em 2008, pela primeira vez na história o Brasil estava com uma equipe completa. Lá, aproveitei para assistir ao que os outros competidores faziam e aos treinamentos também. Observei muito. Na segunda, em 2012, foi diferente, porque o Brasil não classificou a equipe e tive de buscar minha classificação individualmente, pelo ranking da FEI (precisava ser a primeira da América Latina). Conseguir isso já foi uma vitória. Mas em Londres não era mais uma garota de 15 anos, me vi como profissional, e também aprendi muito”, conta a atleta.
Agora, a meta é seguir para sua terceira edição dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016. Para chegar lá, Luiza tem um passo importante a ser dado ainda em 2014: conquistar uma vaga na equipe que irá aos Jogos Equestres Mundiais em Caen, na França, entre 30 de agosto e 7 de setembro — dia em que a amazona brasileira completará 23 anos.
Como parte deste caminho, Luiza participa, até maio, de dois dos três torneios (do total de oito) promovidos pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) no Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro. Os quatro melhores conjuntos dessas oito competições formarão a equipe brasileira de adestramento nos Jogos Equestres.
Além de competir pela vaga, o torneio deste fim de semana — de sábado (24) a terça-feira (27) — contará com uma presença especial: a técnica da seleção brasileira de adestramento, Mariette Withages, ex-presidente da Comissão de Adestramento da Federação Equestre Internacional (FEI). A belga foi contratada pela CBH com recursos de convênio com o Ministério do Esporte e começou a trabalhar com a equipe em fevereiro.
Uma oportunidade de ouro para Luiza mostrar todo o seu talento para a comandante da seleção, a quem a atleta rasgou elogios. “Ela tem muito conhecimento, muita técnica. Sabe tudo de provas, de competições, e nos dá dicas do que o juiz quer ver”, observa Luiza, que é integrante do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, na categoria olímpica, e também do Exército, que defende em competições como terceiro-sargento.
Deodoro
Os torneios na Vila Militar de Deodoro — legado do Pan do Rio 2007 — serão de 1º a 4 de maio e de 22 a 25 do mesmo mês (os outros cinco foram realizados em 2013). Mas no último deles Luiza não poderá participar, pois estará treinando e competindo na Europa. Até agora, ela é a primeira colocada na soma geral de pontos, então tem boas chances de se classificar mesmo ficando de fora da última etapa. Além disso, Luiza atingiu o índice mínimo de 64% de aproveitamento duas vezes, conforme exigido pela FEI para participar dos Jogos Equestres Mundiais.
Para os Jogos Equestres, a brasileira montará o cavalo “Pastor”, mas já prepara “Cerne” para os Jogos Olímpicos de 2016. Além da preparação, dos treinos e das competições, Luiza ainda arruma tempo para se dedicar também à faculdade de direito. “Acho a formação acadêmica muito importante para todo mundo”, explica.
Brasil evolui no esporte
O trabalho com técnicos estrangeiros, visando a medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, é o destaque da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) em 2014, segundo seu presidente Luiz Roberto Giugni. “Já tivemos resultados extraordinários nos Jogos Sul-Americanos de Santiago, no Chile, em março”, observa o dirigente.
“O Jean-Maurice Bonneau (francês, técnico de salto) está conosco desde o ano passado e a Mariette Withages (belga, especialista em adestramento) começou em fevereiro. A contratação deles foi possível com recursos de convênio que temos com o Ministério do Esporte”, ressalta Giugni.
Nos Jogos Sul-Americanos, o pódio foi todo brasileiro na prova individual de salto, com Felipe Amaral (ouro), César Almeida (prata) e Sérgio Marins (bronze - com outro bronze na série intermediária). Por equipes, o Brasil foi prata, com os três, mais José Reynoso Fernandes Filho.
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