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Lenda do tiro esportivo mira 9ª participação em Olimpíadas

Rio 2016

Campeão em Sydney 2000, o esloveno Rajmond Debevec pode entrar para grupo seleto de atletas olímpicos em 2016
por Portal Brasil publicado: 29/04/2014 19h05 última modificação: 30/07/2014 02h45

Se carimbar seu passaporte para disputar os Jogos Rio 2016, o esloveno Rajmond Debevec garantirá também uma vaga em um dos mais seletos “pódios” do esporte Olímpico mundial. Dono de três medalhas no tiro esportivo, o atirador veterano de 51 anos chegará a sua nona participação nos Jogos, a apenas uma posição do atual recordista, o canadense Ian Millar, do hipismo, que marcou presença em dez edições e continua competindo.

Atleta olímpico há 30 anos, desde a edição de Los Angeles, em 1984, quando defendeu a extinta Iugoslávia, Debevec poderá dividir o lugar no “pódio” com outros dois europeus: o atirador letão Afanasijs Kuzmins, que segue em atividade, e o velejador austríaco Hubert Raudaschl, já aposentado, ambos com nove participações olímpicas.

A primeira oportunidade para Debevec garantir a classificação aos Jogos Rio 2016 será em setembro deste ano, na disputa do Campeonato Mundial, em Granada, na Espanha, que colocará em jogo 64 vagas para a competição.

Mesmo com toda a bagagem nos Jogos, Debevec ainda se impressiona com a grandeza do evento e é em busca de viver este sentimento mais uma vez que, aos 53 anos, pretende competir no Rio de Janeiro.

“Ainda me sinto maravilhado com os Jogos Olímpicos. É um grande prazer competir de igual para igual com atiradores mais jovens e muito talentosos. Espero viver essa sensação novamente no Rio”, afirmou o esloveno, que também acumula medalhas em Campeonatos Mundiais.

Se realizar o sonho de vir ao Rio de Janeiro, Debevec voltará ao Cento Nacional de Tiro Esportivo, onde competiu nos Jogos Mundiais Militares, de 2011. A instalação, aliás, é motivo de elogios rasgados do atleta à cidade sede dos Jogos Rio 2016.

“Competi no Rio em 2011, nos Jogos Mundiais Militares, e fiquei impressionado com o fato de a instalação do tiro esportivo estar pronta com tanta antecedência. Isso oferece possibilidade para diversos testes e os organizadores poderão ouvir a opinião de atletas, técnicos e outros especialistas e corrigir até os menores detalhes em prol do melhor evento possível. A instalação já tinha um nível muito elevado em 2011 e espero que seja uma das melhores linhas de tiro Olímpicas em que já competi em minha longa carreira”, declarou.

Apesar de reconhecer as dificuldades, o campeão olímpico destaca a importância para sua preparação de garantir a classificação com quase dois anos de antecedência. “Garantir a classificação já no Campeonato Mundial de Granada seria ótimo, mas é uma missão muito difícil. A classificação antecipada garantiria uma preparação com menos desgaste e uma possibilidade de planejamento mais eficiente para atingir o pico nos Jogos de 2016. Se a vaga não vier esse ano, terei novas oportunidades em 2015”, disse o atirador, referindo-se aos classificatórios continentais e mundiais que serão realizados na próxima temporada.

Depois de defender a Iugoslávia em duas edições olímpicas, Debevec estreou pela Eslovênia nos Jogos de Barcelona, em 1992, em grande estilo: estabeleceu, na semifinal, um recorde mundial que duraria 20 anos na prova da Carabina 3 posições 50 metros. A medalha de ouro foi conquistada nos Jogos Sydney 2000 e, após uma edição afastado do pódio, voltou a brilhar nos últimos anos, conquistando o bronze em Pequim 2008 e Londres 2012, sendo a última medalha na Carabina pronada 50 metros.

Fonte:
Brasil 2016

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