Esporte
Mariette Withages dirige brasileiros em torneio em Deodoro
Hipismo
Mariette Withages foi juíza olímpica e presidente da Comissão de Adestramento da Federação Equestre Internacional (FEI). Reconhecida como autoridade mundial da modalidade, a belga agora é a técnica da equipe brasileira, que trabalha neste ciclo olímpico para os Jogos do Rio 2016.
Mariette faz parte do grupo de técnicos estrangeiros contratados pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), com recursos de convênio com o Ministério do Esporte, e está na Vila Militar de Deodoro, no Rio de Janeiro, para o torneio que começou nesta quinta-feira (24) e irá até domingo (27).
A técnica começou seu trabalho com a equipe brasileira em fevereiro, em uma clínica em Araçoiaba da Serra, em São Paulo, e viajou com a equipe para os Jogos Sul-Americanos de Santiago, no Chile, em março, de onde o adestramento trouxe três medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze.
Agora, acompanha o torneio em Deodoro, local que receberá mais duas competições em maio (de 1º a 4 e de 22 a 25), encerrando a série de oito concursos - os quatro conjuntos que somarem mais pontos formarão a equipe que representará o País nos Jogos Equestres Mundiais, em Caen, na França, entre 30 de agosto e 7 de setembro.
Acostumada ao trabalho com equipes de tradição, entre as melhores do mundo, Mariette agora tem um desafio pela frente, com a equipe brasileira. “Acompanhei os conjuntos nos Jogos Sul-Americanos, mas agora será diferente. Depois destas competições aqui, estarei com os conjuntos principais, de Grand Prix, na temporada europeia”, observa.
Mariette considera muito cedo para falar sobre expectativas com relação aos brasileiros. “Não posso fazer prognósticos agora. Vamos ver primeiro como se comportarão nos torneios europeus, como um time.”
Ao mesmo tempo em que considera um desafio trabalhar com os brasileiros, também está disposta ao “trabalho duro”, como diz, que todos terão de enfrentar. Os cavalos também merecem observações por parte da técnica e juíza, porque alguns deles “já não são tão mais jovens para seguir até os Jogos do Rio 2016 e por isso será importante tomar cuidado”.
Sobre trabalhar no Brasil, a belga se diz muito à vontade e motivada, tanto quanto os atletas com quem já teve mais contato. “Mas vamos lembrar que precisamos somar entusiasmo com trabalho duro”, observa.
Apoio do Ministério
Além de Mariette, a CBH contratou, a partir dos recursos de convênio com o Ministério do Esporte, o francês Jean-Maurice Bonneau, que já trabalha com os conjuntos da modalidade salto desde 2013; o neo-zelandês Mark Todd para o Conjunto Completo de Equitação (CCE) e agora também a inglesa Anna Ross Davies, especializada em adestramento dentro do CCE.
No torneio deste fim de semana, têm inscrição confirmada: Rogério Clementino e Luiza Almeida (cavaleiros olímpicos), Pedro Almeida, Manuel Almeida, Micheline Shulze, Edneu Senhorini e João Victor Oliva, que está na disputa de vaga na equipe brasileira para os Jogos Mundiais mas terá de fazer pela segunda vez o índice mínimo de 64% exigido pela FEI para participar de grandes competições (em 2013, quando foram disputados os cinco primeiros torneios valendo pontos, João Victor ficou fora um período, por cirurgia na mão esquerda).
As provas são na Vila Militar de Deodoro, no Rio de Janeiro, que faz parte dos locais de competição dos Jogos Olímpicos de 2016. Legado do Pan do Rio 2007, o complexo recebeu, desde então, quase 300 eventos esportivos, incluindo Mundiais, à média de 43 por ano – quase um por semana, com média de um por semanas. O Centro Nacional de Hipismo, o Centro Nacional de Tiro Esportivo e o Centro Aquático do Pentatlo Moderno vão passar por adequações para os Jogos de 2016. O Centro de Hóquei sobre a Grama será reformado e serão construídos a Arena Deodoro e do Parque Radical, para a canoagem slalom, o ciclismo BMX e o mountain bike.
Resultado
Nesta sexta (25), a amazona Luiza Almeida conquistou a maior pontuação e com 67,681% no GP do Concurso Internacional de Adestramento, disputado no Complexo Esportivo de Deodoro. A competição é válida como observatória para a formação da equipe brasileira para os Jogos Equestres Mundiais e Pan-Americano de 2015.
A segunda colocação ficou com João Vitor Oliva/Signo dos Pinhas com 66,213% seguido de Pedro Tavares de Almeida/Samba com 65,915%.
Fonte:
Brasil 2016
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