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Para técnico da Inglaterra, vantagem de quem joga em casa é grande

Copa 2014

Roy Hodgson acredita que o próximo Mundial será muito mais equilibrado
por Portal Brasil publicado: 29/04/2014 11h49 última modificação: 30/07/2014 02h45

Um dos fatos mais lembrados antes da Copa do Mundo da Fifa 2014 é o de que uma seleção europeia nunca se sagrou campeã na América do Sul. Contudo, o técnico da Inglaterra Roy Hodgson acredita que o próximo Mundial será muito mais equilibrado, conforme explicou na entrevista ao Fifa.com. 

Hodgson também falou sobre como está montando a equipe inglesa e parece já estar decidido sobre os 23 jogadores que viajarão ao Brasil. "Nas últimas semanas, fiquei muito seguro do que pretendo fazer em relação ao grupo", revelou.

Fifa.com: Houve sete edições da Copa do Mundo nas Américas, todas vencidas por seleções sul-americanas. Você acha que isso é apenas uma coincidência ou há outros fatores?
Roy Hodgson:
 Não, mas sejamos justos: a vantagem para quem joga em casa é muito grande. Veja a França em 1998. A Alemanha em 2006 chegou muito mais longe do que se imaginava. Elas começaram o torneio em baixa no que se refere às expectativas de todo mundo, e acabaram se saindo muito bem. Em 2002, os japoneses e sul-coreanos foram muito mais longe do que a maioria das pessoas poderia apostar antes do torneio. Em 1958, a Suécia chegou à final, e nem preciso lembrar a Inglaterra em 1966. Isso talvez responda de forma simples por que os sul-americanos se saíram bem no seu continente.

De certa forma, pode ser uma questão climática, mas essas vantagens e desvantagens tendem a se equilibrar cada vez mais. Acho que as seleções europeias estão ficando mais fortes e preparadas para jogar em diferentes condições. Os clubes sul-americanos estão exportando todos os seus jogadores para a Europa, por isso há também uma certa europeização dos sul-americanos atualmente. A Seleção Brasileira provavelmente terá pouquíssimos jogadores que de fato atuam no Brasil. Uruguaios e argentinos provavelmente também não tenham muitos atletas jogando nos seus países. 

De certo modo, não é como no passado, quando os brasileiros eram desconhecidos fora do seu País até o começo da Copa do Mundo. Garrincha e Pelé jogavam nos seus clubes e eram muito famosos no Brasil, mas só se tornaram realmente muito famosos quando entraram em campo para disputar um Mundial. Não temos mais isso. Qualquer um pode chegar para um torcedor na Inglaterra e perguntar: "Você sabe dizer quem joga pelo Brasil?" ou "Você tem uma ideia de qual seja a Seleção Brasileira?" E ele provavelmente seria capaz de responder, porque metade dos jogadores brasileiros já atuou ou atua na Inglaterra e a outra metade já jogou contra times ingleses na Liga dos Campeões da UEFA.

Como se sente quando assiste aos jogadores da seleção inglesa em atividade pelos seus clubes hoje em dia? Fica nervoso?
Não, nem um pouco. Há muito tempo tenho uma ideia clara do que quero fazer com essa equipe. Nas últimas semanas, fiquei muito seguro do que pretendo fazer em relação ao grupo. Obviamente, quando se diz "nervoso", eu espero não ter nenhum caso parecido com o do Jay Rodriguez, que machucou o ligamento cruzado em um jogo a que eu assistia das arquibancadas. Esperamos que não aconteça novamente. Mas não faz sentido ficar nervoso ou preocupado com isso, porque está totalmente fora do nosso controle. Posso esperar, como todo mundo, que não aconteça. Posso esperar pelo bem do jogador que isso não aconteça, mas não há mais nada que eu possa fazer. 

O que posso fazer é ter claro na minha mente o que quero dessa seleção e quais jogadores quero levar. Nada do que aconteça nas últimas quatro partidas, em termos de atuação, vai me afetar. Não julgo os jogadores pelo momento dos últimos dois ou três jogos, mas ao longo de dois anos. Ou, se surgir um nome novo, eu o avalio por vários meses. Não tomarei decisões faltando uma ou duas semanas para o fim da temporada, que é sabidamente um período ruim para avaliar talentos. 

Como técnico, nunca gostei de fazer avaliações sérias sobre atletas, seja para comprá-los, vendê-los ou mantê-los, nas últimas duas ou três semanas da temporada. Eu queria tomar a minha decisão entre novembro e o início de março, porque é quando as coisas realmente acontecem. Então, vou assistir aos jogos, mas não pensando no que devo fazer. Se eu for a uma partida e alguém que me interessa atuar bem, ficarei satisfeito por ele e pelo seu time e ficarei feliz por ter escolhido o nome certo. Se ele não jogar bem, isso não afetará a minha decisão de convocá-lo e espero que ele saia da má fase porque é o nome certo. Ninguém vira bom ou mau jogador em duas partidas.

Centro de treinamento
Na última sexta-feira (25), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, conferiu as instalações do Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), que receberá a seleção da Inglaterra no Rio de Janeiro.

O general Décio dos Santos Brasil, que apresentou as instalações ao ministro, destacou o elevado grau de exigência dos ingleses, como parâmetro para excelência da estrutura oferecida pelo Exército. “Não tenho dúvidas que a seleção da Inglaterra é uma das mais importantes do futebol e uma das mais exigentes também. Nossa expectativa é atendê-los da melhor forma para que eles fiquem satisfeitos”, garantiu.

Estrutura
O CCFEx fica no bairro da Urca e conta com o Estádio Cláudio Coutinho, com capacidade para 370 espectadores e campo com as dimensões do padrão exigido pela Fifa - 105 metros por 68 metros. A grama, plantada em 2010, é da espécie Bermuda Celebration, a mesma usada no novo Maracanã, e passou por um processo de revitalização nos últimos meses. O gramado está recebendo os cortes necessários para o seu fortalecimento e será nivelado.

Fontes:
Federação Internacional de Futebol
Ministério do Esporte

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