Esporte
Arena Corinthians mostra detalhes do acesso e da construção
Copa 2014
Os principais acessos dos torcedores à Arena Corinthians, em São Paulo, serão via metrô e trens. São duas estações localizadas a 600 metros do estádio, interligadas por passarelas até a praça de 16 mil metros quadrados ao redor do palco da abertura da Copa do Mundo. As obras no complexo viário de Itaquera também facilitarão a chegada do público ao local.
Todos os setores da arena possuem entradas independentes. Há um acesso pelo norte e outro pelo sul, que direciona o público para as arquibancadas atrás dos gols, além de acessos laterais a leste, que ainda conta com cinco túneis, e a oeste, que também tem uma entrada central que leva aos camarotes. No total são 120 catracas para regular o fluxo de pessoas.
“O meio de transporte mais confortável para vir até aqui é o metrô, descendo na estação Artur Alvim, ou na Corinthians – Itaquera, que são equidistantes para o estádio. O acesso é sempre por esta grande plataforma que dá a volta no estádio. Todos chegam por ali e dependendo da posição onde vão sentar se direcionam para uma entrada”, explica Antonio Gavioli, engenheiro responsável pela obra.
A circulação interna pode ser feita por meio de dez escadas rolantes ou por 15 elevadores, alguns deles, levam diretamente dos dois pisos de estacionamento coberto às áreas VIPs. No total, são 900 vagas para automóveis no edifício oeste do estádio e outras 1.900 vagas descobertas na área externa da arena.
Fachada e cobertura
A Arena Corinthians mudou a paisagem da zona leste de São Paulo. Após quase três anos de obras, o que se vê é uma construção de 189 mil metros quadrados, com duas imponentes fachadas nos lados leste e oeste e dois vãos livres de 170 metros de altura nos setores norte e sul.
Pela entrada leste, que servirá ao público em geral, chama atenção o painel com dimensões de 170 metros de comprimento por 20 metros de altura, com 34 mil pontos de LED. No lado oposto, que dá acesso aos camarotes, restaurantes, áreas de imprensa e vestiários, a fachada de 240 metros de comprimento por 30 metros de altura é composta por 1.350 placas de vidro.
“Cada uma dessas placas de vidro é diferente da outra, seja pelo tamanho, curvatura ou tonalidade. Os vidros são extra clear, fabricados na Europa. Eles têm uma tonalidade branca, que não puxa para o verde”, comenta Gavioli.
Para ele, o maior desafio da construção foi a montagem da cobertura metálica. A estrutura possui 32 mil metros quadrados, o equivalente a 4,5 campos de futebol, e pesa 7,2 mil toneladas. São 57 metros de balanço sobre as arquibancadas leste e oeste. A ligação entre os lados é feita por dois “braços”, que podem ser tensionados, permitindo a dilatação do estádio e formando os vãos livres. A estrutura metálica foi concebida na Alemanha e 90% das peças fabricadas no Brasil, nas cidades de Itu e Curitiba.
“Acho que um dos grandes desafios foi a cobertura metálica. Essa cobertura é presa no oeste e solta no lado leste, para no calor dilatar e no frio encolher. Esses braços têm a função de fazer esse movimento da dilatação da estrutura para leste, que trabalha como um arco de flecha. À medida que você tenciona a parte de baixo, a parte de cima se enrijece e consegue vencer esse vão de 170 metros”, detalha Gavioli.
A cobertura foi dividida em 38 módulos com peso entre 250 e 420 toneladas cada. Eles foram içados por guindastes com capacidade para mais de 1.500 toneladas.
Outros números também traduzem a grandiosidade do empreendimento, que teve início em maio de 2011. Foram 3.500 estacas para a fundação da obra, 900 pilares pré-moldados, 2.500 vigas de concreto, quatro mil degraus e 9.700 lajes de concreto. São 78 quilômetros de tubulações, 433 quilômetros de cabos para sistemas eletrônicos e 632 quilômetros de cabos elétricos.
Cerca de seis mil operários trabalharam na construção da Arena Corinthians, que chegou a ter no pico da obra 2.500 colaboradores. Outros 20 mil empregos indiretos foram gerados pelo empreendimento.
Conforto
O estádio de São Paulo para a Copa terá capacidade para 68 mil torcedores durante o mundial, sendo 21,2 mil assentos temporários para atingir a exigência de público da Fifa para a partida de abertura. Os setores norte e sul terão uma estrutura com quase 20 mil lugares, enquanto no leste e oeste serão cerca de dois mil cadeiras temporárias.
O estádio conta com diferentes tipos de assentos, todos rebatíveis e com encosto para as costas. A diferença entre eles é que em alguns setores as cadeiras possuem estofamento, braços e guarda-copos. Nos 85 camarotes do local, as poltronas são em couro, acolchoadas e estão posicionadas na arquibancada em frente a estas áreas. A capacidade destes camarotes variam entre 12, 21 e 27 pessoas. Ainda há quatro espaços lounges que poderão abrigar de 81 a 84 torcedores.
A acessibilidade está garantida em todas as áreas. São 962 lugares reservados para Portadores de Necessidades Especiais e acompanhante, 146 para obesos e 160 espaços reservados para cadeirantes.
A arena ainda conta com um auditório para 320 pessoas, quatro restaurantes, uma cozinha industrial, 59 quiosques de alimentação e 53 banheiros. “A opção foi a de fazer uma cozinha de grande porte para abastecer todo o estádio. Construímos uma galeria subterrânea ao redor do campo, que permite a circulação de serviços, sem que seja vista qualquer movimentação”, revela Gavioli.
Gramado
A opção pelo gramado da Arena Corinthians foi diferente da dos demais estádios da Copa. Quando a bola rolar pela primeira vez no Mundial, será sobre a grama do tipo Ryegrass, própria para climas frios. A espécie escolhida foi importada dos Estados Unidos e começou a ser semeada em fevereiro de 2013.
“Se o estádio fosse no norte ou no nordeste não teríamos dúvida de que a grama seria outra, mas, aqui temos épocas de frio e outras de calor. A opção foi pela grama de clima frio, porque ela é mais forte. A gente instalou uma tubulação por baixo da raiz da grama para passar água gelada. Se a temperatura subir, essa água sai a seis graus e refrigera a planta, mantendo a raiz entre 15 e 22 graus”, conta Gavioli.
No dia 15 de março deste ano, a bola rolou pela primeira vez no local com um treino da equipe alvinegra. Em maio, foi realizado um jogo festivo entre os operários que participaram da construção da arena.
“A grama foi semeada e em poucos dias começou a nascer. Depois o pessoal avaliou e preencheu os locais onde a semeadura não ficou muito boa e deu o primeiro corte com 15 dias. É fantástica a capacidade que ela tem de crescer. E foram colocados fios de náilon, a cada dois centímetros quadrados, para que a raiz da grama enrosque nestes fios e num carrinho, num chute, ela não saia”, afirma Gavioli.
Abaixo da grama há uma camada de reforço com fibra sintética, areia e material orgânico de 30 centímetros e outra de brita, com 15 centímetros. A irrigação do gramado é automatizada e feita por 48 aspersores, enquanto o sistema de drenagem pode ser a vácuo ou por sucção. Com dimensões de 105 metros por 68 metros, o campo de jogo fica a uma distância de nove metros para as arquibancadas e será iluminado por 350 refletores, com dois mil watts de potência cada.
Segurança
O estádio tem uma sala de comando para controlar as operações do local, abaixo da arquibancada oeste. Acima dos assentos da arquibancada leste foi construída uma sala envidraçada, que será usada por parte da equipe de segurança.
“Naquele ponto em cima da arquibancada leste ficará o centro operacional do estádio. Lá ficará o locutor, a Polícia Militar e outros agentes. Aqui em baixo temos a sala que controla toda a parte de sistemas do estádio, ar condicionado, fechamento e abertura de portas, câmeras. Temos também uma sala de gerenciamento de crise”, detalha Gavioli.
De acordo com os responsáveis pelo estádio, a dispersão do público está planejada para ocorrer em, no máximo, 8 minutos e 8 segundos.
Entorno
Os empreendimentos no complexo viário do Polo de Itaquera também facilitarão a chegada do público ao estádio. Além disso, os empreendimentos beneficiarão milhares de pessoas que trafegam diariamente pela região, além de aumentar as ligações e opções de acesso entre as partes norte e sul do bairro. As intervenções incluem a construção de duas novas avenidas de ligação, passagem em desnível (mergulhão), duas alças de acesso, além de passarela, rotatória e alargamento de pistas.
O investimento total, incluindo despesas com projetos e desapropriações será de R$ 548,5 milhões, sendo R$ 397,9 milhões do governo estadual e R$ 150,6 milhões da prefeitura. Cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos devem ser gerados pelas intervenções.
Fontes:
Portal da Copa
Portal Brasil
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