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Badminton segue preparação para estreia nas Olimpíadas

Rio 2016

Com duas vagas asseguradas na modalidade por ser País anfitrião, Brasil ainda buscará classificar mais atletas pelo ranking mundial
por Portal Brasil publicado: 21/05/2014 17h19 última modificação: 30/07/2014 02h35
CBBd/Divulgação Entre 25 e 31 de agosto, o País estará presente no Campeonato Mundial, em Copenhague

Entre 25 e 31 de agosto, o País estará presente no Campeonato Mundial, em Copenhague

Nessa terça-feira (20), o secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, recebeu representantes da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) em reunião que tratou, entre outros pontos, da preparação da Seleção para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Com duas vagas asseguradas na modalidade por ser País anfitrião do evento, o Brasil ainda buscará classificar mais atletas pelo ranking mundial. Para isso, os jogadores terão vários desafios preparatórios pela frente.

Entre 25 e 31 de agosto, o País estará presente no Campeonato Mundial, em Copenhague, na Dinamarca. Pela primeira vez, o Brasil classificou atletas em todas as modalidades para a competição. São seis jogadores convocados: Daniel Paiola (simples masculino e duplas mistas), Lohaynny Vicente (simples feminino e duplas femininas), Fabiana Silva (simples feminino e duplas mistas), Alex Tjong (duplas masculinas), Hugo Arthuso (duplas masculinas e mistas) e Paula Pereira (duplas femininas e mistas).

Do grupo, cinco atletas (Daniel, Lohaynny, Fabiana, Hugo e Paula) são beneficiados pelo programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte.

Outro motivo de comemoração foi a classificação de Ygor Coelho e Lohaynny Vicente para os Jogos Olímpicos da Juventude, na China, também em agosto. “O Brasil classificou dois atletas enquanto os Estados Unidos e o Canadá, que são as maiores potências do continente, não classificaram nenhum”, compara o presidente da CBBd, Francisco Ferraz. Ygor também é contemplado pela Bolsa Atleta.

Os dois jogadores foram revelados no projeto Social Miratus de Badminton na comunidade da Chacrinha, Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que recebeu apoio do Ministério do Esporte por meio de um convênio, de aproximadamente R$ 2,2 milhões, firmado com a confederação, em 2010.

Entre 20 e 27 de julho, os atletas brasileiros disputam o XXIII Campeonato Panam Jr, na Guatemala. Já em 2015, o foco serão os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Nesse caminho de preparação para a estreia olímpica em 2016, a Seleção Brasileira treina concentrada em Campinas, com apoio de equipe multidisciplinar, como médico, fisioterapeuta, preparador físico e nutricionista, além da orientação do técnico português Marco Vasconcelos.

“Muitos fatores estão beneficiando a modalidade para as Olimpíadas, como investimentos da federação internacional e do governo federal, além do espírito olímpico dos familiares e atletas, com o incentivo de defender o esporte e o País em casa”, destaca Francisco Ferraz.

CT no Piauí
Segundo o presidente da CBBd, há hoje cerca de 60 mil praticantes de badminton espalhados pelo Brasil. Com o objetivo de tornar a modalidade mais conhecida, algumas iniciativas vêm sendo adotadas, como a divulgação do esporte nas escolas. Além disso, o Ministério do Esporte já deu a aprovação preliminar para o projeto da confederação e da Universidade Federal do Piauí para a construção de um complexo para a modalidade na instituição, com valor estimado em R$ 5,4 milhões.

A universidade vai licitar o projeto. Quando concluído, o local integrará a Rede Nacional de Treinamento, que o Ministério está formando e espalhando pelo País como um dos principais legados deixados pelos Jogos do Rio 2016.

Badminton
Ainda pouco popular no Brasil e caracterizado por ser uma misto de tênis e vôlei de praia jogado com uma peteca e uma raquete, o badminton tem sua origem indefinida, mas a modalidade que se conhece hoje teve início na Índia. Nascido sob o nome de Poona, o esporte ganhou força quando, ainda no século 19, oficiais britânicos em missões na Índia, após ter entrado em contato com o Poona e gostado da prática, resolveram levar o esporte para a Europa.

A entrada oficial do badminton nas Olimpíadas (quando a modalidade passou a distribuir medalhas) é recente. Sua primeira participação foi em Barcelona, em 1992, quando a Indonésia brilhou, com as conquistas das medalhas de ouro por Susi Susanti, no feminino, e Allan Budi Kusuma, no masculino. Nas duplas, a vitória ficou com os coreanos Kim Moon-soo e Park Joo-bong.

No Brasil, a prática do badminton tornou-se competitiva a partir de 1983, quando foi disputada a primeira edição da Taça São Paulo. A Confederação Brasileira de Badminton, entretanto, só seria fundada dez anos depois, em 1993. Hoje, a entidade conta com 15 federações filiadas. Já a Federação Mundial tem 179 países filiados.

Em 1995, a modalidade foi disputada nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, na Argentina, e, depois, firmou-se no evento, sendo jogada até hoje. Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o Brasil finalmente conquistou sua primeira medalha no torneio, um bronze, com a dupla Guilherme Kumasaka e Guilherme Pardo. Como o Brasil nunca disputou uma Olimpíada no badminton, a estreia do país nos Jogos será em 2016, no Rio de Janeiro.

 

Fontes:
Brasil 2016
Portal Brasil

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