Esporte
Brasil disputa Pan e Sul-Americano de levantamento de peso
Sub-17
Nesta semana, mais um esporte entra na briga por vagas nos Jogos Olímpicos da Juventude (de 16 a 28 de agosto, em Nanquim, na China): o levantamento de peso.
A delegação brasileira viaja nesta quarta-feira (7) para Lima, no Peru, onde disputa o Pan e o Sul-Americano Sub-17, com 15 atletas sob o comando do tenente Carlos Aveiro, técnico do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), da Marinha, no Rio de Janeiro, e também da Confederação Brasileira de Levantamento de Peso (CBLP).
“Vamos buscar classificação para Nanquim”, avisa o treinador, que ainda coordena o projeto do Forças no Esporte, voltado para as categorias de base, com cerca de 30 crianças, no Cefan.
Segundo o tenente, a classificação do levantamento de peso para os Jogos da Juventude se dá por continente, como ocorre em alguns outros esportes. Para as Américas, são quatro vagas no feminino e quatro no masculino, mas cada país só pode brigar por uma no feminino e uma no masculino.
“Nós temos mais chances no feminino, porque países como México, Colômbia, Equador e Venezuela já conseguiram vagas no Mundial de Tashkent 2013, no Uzbequistão”, explica Carlos Aveiro, que destaca, na equipe brasileira, Emily Rosa Figueiredo, atleta de 16 anos da categoria 48kg, e, ainda, Aline Ferreira, da categoria 53kg, que tem apenas 14 anos e que começou no projeto Forças do Esporte. “Como é só uma vaga feminina por país, se as duas forem campeãs teremos de definir até junho qual irá para Nanquim.”
À exceção de Mariana Ribeiro (atleta do CT de Levantamento de Peso da Confederação Brasileira de Levantamento de Peso – CBLP, no Rio de Janeiro), todas as outras integrantes da equipe brasileira no Pan Sub-17 treinam no Cefan: Emily Rosa, Aline Ferreira, Vitória Rodrigues, Mayara Gonçalves, Thaianara Figueiredo e Jéssica Muniz.
No caso da vaga masculina para os Jogos da Juventude, o caminho no Pan deverá ser mais difícil, segundo o tenente Aveiro, porque apenas o Equador garantiu vaga via Mundial. “Teremos Estados Unidos, Canadá, Chile, Argentina e Peru, além do Brasil, brigando pelas quatro vagas.”
Dois garotos que treinavam em Viçosa (MG) e estão no Cefan há cerca de seis meses são os atletas com mais chances de garantir a vaga, segundo o treinador. “São o Marley Linhares, de 15 anos, e o Eustáquio Júnior, de 16”, aponta Aveiro. Do grupo, Robert Neves também treina no Cefan. Já Erick Soares, Victor Borneo e Lucas Pinheiro treinam no CT da CBLP e Renan Fernandes e João Fernandes, treinam em Viçosa.
“Nas Américas, temos três países soberanos no levantamento de peso: Colômbia, com duas medalhas olímpicas, Equador e Venezuela. O que precisamos ainda, no Brasil, é de massificação técnica. Para isso, é preciso mais investimentos. Para se ter ideia, a Colômbia tem uns 400 técnicos. A Venezuela e Equador têm uns 250 e 300. O Brasil tem dez”, ressalta o tenente Carlos Aveiro.
Para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, por ser o País-sede, o Brasil tem duas vagas femininas (do total de sete categorias) e três masculinas (de oito categorias) já garantidas.
História
O levantamento de peso surgiu como uma maneira simples de determinar quem era o mais forte. Mas a modalidade que se tornaria olímpica também tinha outros propósitos. Em 1.100 a.C., por exemplo, os chineses utilizavam o levantamento de peso como maneira de selecionar novos soldados para o Exército. Levantar diversos pesos era um pré-requisito para ser aceito.
Em 1887, há registros de concursos de levantamento de peso disputados na Áustria. Começaram a surgir federações — as primeiras na França e na Rússia —, e o esporte foi tomando forma. Em 1891, por exemplo, foi disputado o primeiro Campeonato Mundial de levantamento de peso, com a participação de sete atletas de seis países diferentes.
O levantamento de peso entrou no programa olímpico desde o início da era moderna. Em Atenas-1896, a disputa ainda não era dividida entre categorias de peso. Isso ocorreu pela primeira vez nos Jogos da Antuérpia-1920. As mulheres só começaram a competir nas Olimpíadas de Sydney-2000.
Fontes:
Brasil 2016
Portal Brasil
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















