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Esporte

Brasíl é o País do futebol e da Copa das Copas

Histórico

As vésperas da competição, Portal Brasil lista as emoções vividas pelo brasileiro com o esporte, os investimentos, a competência em realizar o evento e o legado para o País
por Portal Brasil publicado: 10/06/2014 17h42 última modificação: 30/07/2014 02h35

“Brasil”, anunciou Joseph Blatter no dia 30 de outubro de 2007. A partir dali, o sonho de muitos brasileiros de assistir a Copa do Mundo no País do futebol começou. Muitos ainda não conseguiam expressar a grandeza que aquela oportunidade dada pela FIFA tinha. Entretanto, o consenso era de que deveria confirmar ao mundo a força do Brasil. E os trabalhos para tornar o evento uma realidade se intensificaram.

A Copa do Mundo 2014 no Brasil, o País do futebol, dá a oportunidade de relembrar momentos inesquecíveis que os brasileiros viveram ao acompanhar o esporte e traz à mente personagens que fizeram um gol ou drible que emocionaram.

Além disso, ao vir para o Brasil, a competição possibilitou construir legados e criou oportunidades em diversas áreas. O Portal Brasil destaca algumas delas e relata o histórico desta que é a principal competição esportiva do planeta.

Histórico

O envolvimento do Brasil com o futebol é conhecido, tão sabido que o levou a ser o esporte mais praticado no País. O País aprendeu a ter paixão pela modalidade ao longo do tempo com as emoções vividas. E parte disso se atribui a Copa do Mundo. Afinal, o Brasil é o único no planeta a ter disputado todas as edições da competição.

O objetivo do Portal é relembrar façanhas brasileiras com personagens que ajudaram a levantar a taça ou, mesmo que sem o título, ajudaram a popularizar o “futebol arte”. Confira:

Do primeiro título ao maior vencedor

O Mundial da Suécia em 1958 marcou o primeiro título no Brasil. Até aquele momento, o futebol já era paixão nacional, mas ainda carecia de afirmação; de um título. Naquele ano, se afirmava como jogador e líder Mario Jorge Lobo Zagallo. O ponta-esquerda da Seleção ajudou a equipe a conquistar o mundial e o resto da trajetória do jogador é bem conhecida do povo brasileiro: Tricampeão mundial como técnico e tetracampeão como coordenador. Logo no primeiro título, o capitão brasileiro, Bellini ergueu a taça ao mudo e eternizou o gesto, repetido diversas vezes em Copas.

Em time que está ganhando não se mexe. Com essa filosofia o Brasil manteve a base para 1962 e colheu bons frutos. A Copa do Mundo do Chile colocou Garrincha e seus dribles desconcertantes aos olhos do Mundo. O “gênio das pernas tortas” foi eleito o melhor jogador daquele torneio e o Brasil ficou com a taça.

Em 1970, o Brasil queria mais. E conseguiu: consagrou naquele ano o maior jogador de todos os tempos, Pelé. Edson Arantes já havia participado de outras Copas e era conhecido mundialmente pelo talento, mas aquela Copa confirmou o seu reinado, ajudado por outros craques como Rivellino, Tostão, Gérson, Clodoaldo, Carlos Alberto e Jairzinho. O Brasil venceu todos os seis jogos tendo marcado 19 gols e sofrido apenas 7. Uma campanha irretocável.

O próximo título viria em 1994. Mas isso não significa que as Seleções até esse período não foram marcantes. Um exemplo é a Seleção de 1982. A equipe de Telê Santana era a difusora do “futebol arte”, lembrada até hoje pelo estilo de jogo e por estar à frente do seu tempo, tanto em qualidade quanto na parte tática. A equipe do camisa 10, Zico, (autor de 66 gols pelo Brasil), Falcão e Sócrates era apontada por todos como o favorito ao título, mas a forte marcação italiana no jogo da 2ª fase derrubou o Brasil. Mesmo com  a derrota, o time conquistou o povo.

Em 1994, o então técnico Carlos Alberto Parreira montou um time extremamente unido. A garra e vontade de vencer aquele título foram expressas no seu capitão, Dunga. Mesclando organização e talento, a Seleção encerrou o jejum de 24 anos.

Em 2001, Luiz Felipe Scolari foi convocado a reconstruir um time restando um ano para a Copa do Mundo de 2002. Essa Seleção é lembrada como a equipe da recuperação e da família Scolari. O técnico decidiu apostar em Ronaldo e Rivaldo, que vinham de sérias lesões. E deu certo. Os dois lideraram aquele time durante toda a competição e assumiram a responsabilidade na final para superar os alemães, com cada um marcando um gol. O capitão Cafu então repetiu pela 5º vez para o Brasil o gesto de Bellini e levantou a taça.

Este ano, com a Copa do Mundo no Brasil a busca por nomes que podem alcançar feitos parecidos é constante. Do grupo convocado, Neymar é o artilheiro, com 30 gols em 47 partidas. Mas existem apostas na experiência com a camisa da Seleção de Júlio César e Daniel Alves com 78 e 74 jogos, no poder de decisão do capitão Thiago Silva e seu companheiro de zaga David Luiz e nos gols de Fred.  Isso sem citar quem pode participar a qualquer momento e mudar decidir um jogo. Diversos nomes que podem entrar para a história, assim como a Copa do Mundo no Brasil. Bem vinda de volta a sua casa, futebol!

Testes e capacidade garantida

Antes da Copa do Mundo, a Copa das Confederações foi tratada por muitos como um teste para o País. Para o Brasil, era a chance de mostrar ao mundo a capacidade em realizar um evento. 

Uma pesquisa do Ministério do Turismo realizada por meio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) revelou que a movimentação financeira trazida ao país pela Copa das Confederações gerou um acréscimo de R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro, até a véspera do início do torneio, que começou em junho do ano passado. Desse montante, 59% ficaram nas próprias cidades-sede e 41% distribuídos no restante do país.

Dados do Ministério do Turismo (MTur) apontam que, durante a Copa das Confederações, mais de 230 mil turistas viajaram para assistir aos jogos e quase 20 mil torcedores eram de outros países. Ainda segundo a pesquisa da Fipe, 75,8% desses torcedores planejam voltar este ano. As expectativas foram correspondidas ou até mesmo superadas para 70% dos entrevistados.

O Brasil e a Seleção Brasileira passaram no teste que credenciou o Brasil para a próxima etapa: a Copa do Mundo.

Investimentos para a Copa do Mundo 2014

Para que a competição, realizada entre o dia 12 de junho até o dia 13 de julho, seja feita com sucesso, investimentos em diversos setores foram necessários. Uma parcela pequena desse montante faz parte da chamada Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014. Dinheiro investido que fica para o País.

Em infraestrutura, R$17,6 bilhões foram investidos sendo:

R$ 8 bilhões para mobilidade urbana,

R$6,3 para Aeroportos,

R$ 1,9 bilhão para segurança

R$ 200 milhões para o Turismo

R$ 600 milhões para Portos

R$ 400 milhões para Telecomunicação e

R$ 200 milhões para Outras instalações

Para os estádios foram investidos R$ 8 bilhões no total, sendo R$ 4 bilhões de recursos de governos estaduais, municipais e parceiros privados e os outros R$ 4 bilhões na forma de empréstimos do BNDES.

Os investimentos em estádios inclusive impulsionaram a indústria do futebol brasileiro. O público médio nas novas arenas foi 88% maior do que em anos anteriores possibilitando à indústria do esporte, segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas, movimentar R$60 bilhões ao ano.

Dinheiro para o País

A Copa vai injetar cerca de R$142 bilhões na economia brasileira entre 2010 e 2014 e movimentar, só na época do evento, cerca de R$30 bilhões.

 O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também divulgou que até abril de 2014, mais de R$ 370 milhões foram gerados para micro e pequenas empresas, por conta da Copa do Mundo.

Turismo

A expectativa é que mais de R% 3,6 milhões de pessoas circulem pelo Brasil durante a Copa do Mundo – 3 milhões de brasileiros e 600 mil estrangeiros. Segundo estimativas da Embratur, os gastos desses turistas chegarão a R$ 25 bilhões. Com isso, o Brasil receberá o dobro de estrangeiros que a Copa da África, em 2010.

Aeroportos

As obras de ampliação e reforma de 21 aeroportos no país custaram R$ 6,3 bilhões e, com as reformas, atendem mais do que a necessidade para o Mundial. O grande teste antes da Copa aconteceu no feriado prolongado da Páscoa, em abril, quando cerca de 4 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos brasileiros com operações dentro da normalidade.

Transporte

A competição acelerou investimentos em mobilidade urbana nas cidades do País. Foram investidos R$ 8 bilhões em 42 projetos. São 17 novos corredores e vias expressas, 5 novas estações e terminais de trens e metrôs, 13 BRTs e  VLTs. Obras necessárias para o desenvolvimento do País que foram feitas durante esse tempo.

Educação e Saúde

Ao mesmo tempo em que investimentos iam para áreas diretamente envolvidas, outros setores essenciais para o Governo não foram esquecidos. R$ 825 bilhões foram investidos em educação e saúde desde 2010. Valor 100 vezes mais que o custo total em estádios.

Segurança

A segurança dos brasileiros e visitantes é uma das prioridades. Para isso, R$ 1,9 bilhão foi investido pelo Governo Federal na área. Os recursos foram utilizados na compra de equipamentos, na capacitação das forças de defesa e segurança pública e na promoção de medidas que ficarão para depois do Mundial. As 12 cidades-sede ganharam 54 centros de comando e controle (CCC).

Emprego

Todos os investimentos criaram empregos e geraram renda para os brasileiros. Só a construção de estádios gerou 50 mil novos empregos. Na copa do Mundo a estimativa é de que apenas a área de turismo crie 47,9 mil vagas entre abril e junho deste ano. 

Craques em ação no Brasil

Fontes:

Portal Brasil

Ministério do Esporte

Portal da Copa

CBF

Ministério do Turismo

 

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