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Centro de Formação Olímpica em Fortaleza abrigará 26 modalidades

Rio 2016

Complexo tem entrega prevista para o fim deste ano e conta com um investimento de R$ 226,8 milhões
por Portal Brasil publicado: 29/05/2014 20h16 última modificação: 30/07/2014 02h36
Divulgação/Brasil 2016 Obras do CFO: estrutura para treinos e competições irá impulsionar ainda mais o desenvolvimento do esporte nacional

Obras do CFO: estrutura para treinos e competições irá impulsionar ainda mais o desenvolvimento do esporte nacional

Com o objetivo de deixar um grande legado ao Brasil com a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o Ministério do Esporte, com a participação de parceiros, está construindo diversos centros para a prática esportiva, desde a base até o alto rendimento.

E, em Fortaleza (Ceará), não faltará estrutura para que atletas se desenvolvam em 26 modalidades esportivas e elevem o nível do esporte nacional.

O Centro de Formação Olímpica (CFO), em obras desde agosto de 2013, é um complexo que proporcionará todas as condições para a descoberta de novos talentos e também para o treinamento de seleções olímpicas. Localizado em frente à Arena Castelão, palco de partidas da Copa do Mundo da Fifa 2014, o centro contará com alojamento para 248 atletas e salas de apoio para fisioterapia, nutrição e todo o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

Além disso, haverá um ginásio para treinamento e outro principal, climatizado e com capacidade para até 21 mil pessoas, destinado a eventos esportivos e também culturais. O complexo terá, ainda, pista de atletismo de padrão internacional; piscinas olímpicas e de saltos; pista de skate, pista de BMX e quadras de vôlei e de tênis.

A obra recebeu investimentos do Estado do Ceará de R$ 19,8 milhões e da União, que aportou R$ 207 milhões, totalizando R$ 226,8 milhões. “São investimentos do PAC 2 e que se inserem na construção do legado dos Jogos Rio 2016. O governo federal tem feito um investimento muito grande para nacionalizar os benefícios dos Jogos por todo o Brasil, de forma que toda a população e, principalmente, todo atleta brasileiro tenham uma condição de treinamento muito melhor pós 2016”, destacou Ricardo Leyser, secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, em visita às obras no último dia 23.

O CFO do Nordeste e o Centro Paraolímpico em São Paulo são os dois maiores complexos multiesportivos estruturados pelo governo federal como legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016. Ambos farão parte da Rede Nacional de Treinamento que está sendo estruturada e espalhada pelo País, fornecendo estruturas modernas e de alto nível para a prática esportiva.

Em Fortaleza, são mais de 85 mil m² de área, destinados às seguintes modalidades: atletismo, natação, badminton, nado sincronizado, basquete, pentatlo moderno, boxe, rúgbi, ciclismo, tênis, handebol, taekwondo, esgrima, tênis de mesa, futebol, tiro com arco, ginástica, triatlo, levantamento de peso, voleibol, hóquei sobre a grama, vôlei de praia, judô, polo aquático, lutas e saltos ornamentais. O espaço será usado também para modalidades paraolímpicas.

A expectativa é que o equipamento seja utilizado para a realização de competições nacionais e internacionais e, ainda, para a aclimatação de seleções estrangeiras antes dos Jogos de 2016. “Vamos trabalhar para trazer para Fortaleza delegações que virão para as Olimpíadas. Isso é um legado dos Jogos até mesmo antes de eles serem realizados”, ressalta o secretário especial da Copa 2014 do governo do Ceará, Ferrúcio Feitosa. A Secopa-CE, que atua como Secretaria de Grandes Eventos Esportivos, é a responsável pela construção do CFO.

“Além de receber uma delegação estrangeira, o que seria muito importante para a economia do Ceará e para a visibilidade internacional do centro, o CFO também é importante como local em que nossos atletas poderão treinar enquanto os equipamentos do Rio de Janeiro estarão sendo preparados para os Jogos Olímpicos. Com uma piscina igual à dos Jogos aqui, a nossa seleção pode aproveitá-la numa reta final de preparação”, exemplifica Ricardo Leyser.

Aprovação
Também presente na visita às obras, o superintendente técnico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Ricardo de Moura, manifestou interesse em promover eliminatórias no CFO. “Se o equipamento construído aqui for aprovado em assembleia, em 2015 já podemos fazer eliminatórias dos Jogos Pan-Americanos e do Mundial”, projeta. “O talento não escolhe lugar nem hora para nascer. Então, quanto mais centros esportivos você criar, muito mais rapidamente você terá os novos valores que vão substituir os atuais campeões”, acredita o dirigente.

O presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), Alaor Azevedo, também já espera ver atletas praticando a modalidade em Fortaleza. “Vamos utilizar ao máximo. Certamente teremos todos os anos eventos nacionais e internacionais aqui no Ceará. Estou impressionado e orgulhoso”, elogia. “Queremos trazer o esporte para o Nordeste. Não adianta ter uma estrutura como essa se atletas, federações, confederações, clubes e seleções não tiverem visibilidade desse equipamento”, ponderou Leyser, reafirmando a importância de que as confederações incluam o CFO no cronograma de competições e treinamento.

Os elogios partiram também de quem já teve a oportunidade de jogar nos mais diversos locais do mundo. Medalhista olímpica do vôlei de praia (bronze em Londres-2012), Larissa França mostrou-se encantada com a construção. “O Brasil merecia um polo como este. Temos grandes esportistas no País e, com certeza, aqui haverá condições de gerarmos ainda mais atletas com condições de estar em uma Olimpíada e buscar uma medalha”, acredita. “Eu estava ali tirando umas fotos e pensando em como é bacana estar numa estrutura e se sentir reconhecido. É isso que todo atleta espera. Vou fazer questão de estar na inauguração”, adianta Larissa.

A previsão é de que a obra seja entregue no fim deste ano, caracterizando-se, assim, a mais rápida construção do legado que está sendo formado no País. Para isso, trabalham no local 635 funcionários, que atuam em dois turnos desde março.

“Estou na construção civil há 30 anos e fico muito satisfeito em trabalhar num equipamento esportivo dessa magnitude e poder ver, daqui a alguns anos, atletas saindo para competir pelo Brasil e que foram formados dentro do equipamento que estamos construindo”, diz o superintendente operacional de obras, Waldemar Biselli.

“É uma satisfação ímpar para quem está na construção. A gente percebe que o trabalho dos funcionários é diferenciado. Eles sabem que vão ver ídolos deles treinando aqui e se sentem orgulhosos com isso. É uma sensação muito boa”, completa. O Ministério do Esporte fará visitas de acompanhamento das obras a cada dois meses.

RDC
O Centro de Formação Olímpica do Nordeste é a primeira obra no Ceará contratada sob o Regime Diferenciado de Contratações públicas (RDC), uma nova modalidade de licitação com o objetivo de tornar as contratações públicas mais eficientes e aumentar a competitividade entre fornecedores.

O RDC foi originalmente adotado para obras e serviços relacionados à Copa do Mundo Fifa 2014 e aos Jogos de 2016, mas já se estendeu para novas áreas, como obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), saúde, educação e infraestrutura e serviços para aeroportos.

Fonte:
Brasil 2016

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