Esporte
Saiba quais são as novidades e tecnologias para Copa do Mundo no Brasil
Inovações
A Copa do Mundo de futebol é o evento mais aguardado do mundo. A cada quatro anos, uma parte da humanidade se mobiliza para acompanhar os países e seus jogos. A cada edição, uma série de inovações e recordes são observadas. A segunda edição brasileira da Copa do mundo (a primeira foi em 1950), será uma edição inovadora, que reunirá, pela primeira vez, todas as seleções campeãs da competição, juntamente com os principais supercraques da última década.
A Copa do Mundo no Brasil será o momento de apresentar um novo País para o mundo. Os modernos estádios brasileiros vão garantir uma Copa com mais conectividade. Acessibilidade que será oferecida nas 12 arenas que vão receber o Mundial.
Para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o Brasil ser anfitrião da Copa 2014 é um dos motivos que tornam a competição especial: "o Brasil é o único País que participou de todas as Copas e o principal vencedor, com cinco títulos. Foi a partir daqui que o futebol ganhou o mundo e se transformou no esporte mais popular do planeta. Pelé, o maior jogador de todos os tempos, é brasileiro e também é daqui o jogador que fez mais gols em Copa: Ronaldo, que marcou 15 vezes. É esse o país que vai receber 31 seleções, sete delas campeãs mundiais. Com o Brasil, serão oito vencedores jogando em nossos gramados".
A seleção pentacampeã brasileira é seguida pela Itália, com quatro troféus, um a mais que a Alemanha. A equipe que venceu a primeira edição, o Uruguai, conquistou duas vezes a competição, como a Argentina. França, Inglaterra e a atual campeã Espanha ganharam uma Copa do Mundo cada. O Brasil e a Espanha são os únicos países que ganharam fora de seus continentes (Brasil em 1958 e 2002 e a Espanha em 2010).
Novidades nos estádios
Os novos estádios já impulsionam a indústria do futebol brasileiro. O torcedor brasileiro lotou os seis estádios que ficaram prontos em 2013 para a Copa das Confederações. Já para a Copa do Mundo, os torcedores brasileiros garantiram a maior parte dos 2,6 milhões de ingressos já vendidos. Os custos são compatíveis com a complexidade das construções e apresentam valores próximos a de estádios construídos em outros países que sediaram o Mundial da FIFA.
Mais modernos e seguros, os novos estádios são fundamentais para impulsionar a indústria do futebol brasileiro. Estudos da Fundação Getúlio Vargas indicam que, com uma exploração eficiente e estruturas mais adequadas, o futebol brasileiro pode movimentar mais de R$ 60 bilhões por ano e gerar até 2 milhões de empregos diretos e indiretos.
BRAZUCA: A Bola da Copa
A bola da Copa do Mundo de 2014 já tem nome: Brazuca. O Comitê Organizador Local (COL), a FIFA e a Adidas, um dos patrocinadores oficiais do Mundial, revelaram ainda em 2013 o resultado da votação para a escolha do nome da bola.
Esta foi a primeira vez que os torcedores puderam opinar sobre o nome da bola oficial, cujas opções eram: Bossa Nova, Brazuca e Carnavalesca. A enquete, que durou três semanas, teve mais de um milhão de participantes. A lista de nomes foi inspirada em elementos da cultura brasileira e, segundo a federação, o termo escolhido - Brazuca - além de informal, é utilizado pelos brasileiros para descrever o orgulho nacional pelo estilo de vida do País, simbolizando emoção, orgulho e boa vontade, de forma semelhante à abordagem local ao futebol.
O secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou estar feliz com a participação dos torcedores brasileiros na escolha do nome de um dos símbolos mais importantes do evento. “Tenho certeza que a bola Brazuca entrará para a história junto com outras famosas bolas de futebol da Copa do Mundo, como a Tango, utilizada em 1978 na Argentina, e a Azteca, que esteve em jogo em 1986 no México”.
História da bola pelas Copas do Mundo
A Tricolore, da edição de 1998, apresentou as cores do País anfitrião, a França, com uma bola azul e branca. Ela foi feita no Marrocos e na Indonésia. A Fevernova, do Mundial de 2002, teve um design inteiramente baseado na cultura asiática, já que naquele ano Coreia do Sul e Japão sediaram a Copa. A bola Teamgeist, da Copa do Mundo de 2006, foi inovadora. Impermeável, ela permitiu manter o mesmo peso do início ao fim de uma partida do Mundial de 2006, independentemente das condições meteorológicas. Na edição de 2010, a Jabulani foi a bola do torneio. Jabulani significa ‘comemorar’ na língua zulu. A bola de onze cores foi muito criticada, principalmente por poder mudar várias vezes sua trajetória durante um chute.
O Troféu da Copa
De 1930 a 1970, a Taça Jules Rimet foi concedida aos vencedores do torneio. Nomeado em 1946 em homenagem ao então Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet, o troféu foi feito pelo escultor Abel Lafleur, compatriota de Rimet, antes da primeira edição da Copa do Mundo FIFA.
A taça representa Nice, uma deusa grega que personificava a vitória, segurando um cálice octogonal acima dela. A estatueta de ouro fica sobre uma base de pedra. As condições especificadas foram de que quando uma equipe vencesse três vezes o Mundial, o troféu seria mantido em definitivo por ela. O Brasil de Pelé ganhou sua terceira Copa do Mundo em 1970, no México, e permaneceu em definitivo com a Taça Jules Rimet. A seleção brasileira derrotou o Uruguai nas semifinais e a Itália na final. Ambas as nações tinham dois títulos da Copa do Mundo e também buscavam ficar com a Jules Rimet em seus domínios para sempre.
Em 1966, a organização da Copa foi de responsabilidade da Inglaterra, que foi, de fato, guardiã do troféu durante a competição. A taça foi roubada e então a Scotland Yard entrou em ação para localizá-la antes do fim do Mundial. Finalmente, um pequeno cão chamado Pickles farejou um pacote enrolado em jornais, colocado em uma lixeira de um jardim público, localizando o troféu.
A seleção brasileira ganhou as Copas de 1958, 1962 e 1970, ficando com o direito de ter a taça Jules Rimet em definitivo no Brasil. No Mundial de 1974, foi apresentado o Troféu da Copa do Mundo FIFA, criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga. Ele representa dois atletas segurando o Planeta Terra. A taça pesa 6,175 kg,195 mede 36,5 cm de altura e é feita com 5 kg de ouro 18-quilates (75%), com um diâmetro 13 cm, contendo duas camadas de malaquita. Os nomes dos países que ganharam o torneio estão gravados na base do troféu. Não se sabe ainda se a FIFA vai retirar a taça após todos os espaços da base serem ocupados; isso só ocorreria no Mundial de 2038.
Fontes:
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