Esporte
Jérôme Valcke diz que o legado da Copa não termina em julho
Mundial 2014
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu entrevista a um grupo de jornalistas convidados nesta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro. A entidade começou a receber os estádios da Copa do Mundo nesta semana e o dirigente garantiu que o evento, que começa em 20 dias, ocorrerá como planejado. “Nada vai atrapalhar a organização da Copa do Mundo. Os 64 jogos vão acontecer no Brasil de qualquer forma. É a nossa responsabilidade”, afirmou Valcke, que mostrou satisfação com as obras de mobilidade que estão sendo entregues pelo governo.
“Acho que teremos o que precisamos. O importante é que a Copa foi o gatilho para projetos importantes para a população”, disse o dirigente da Fifa. Valcke disse ter ficado impressionado com o número de obras cujos projetos surgiram a partir da Copa do Mundo. E citou exemplos de realizações que vão facilitar não só a mobilidade dos torcedores que estarão no país para o Mundial, mas também a população das cidades-sede.
“Fiquei impressionado com o aeroporto de Brasília, o de São Paulo. Podem não estar todos completamente terminados, mas muitos estão. E não é só para a Copa. Nós vamos usar só parte disso. Você vê o nível de obras em Cuiabá, em Belo Horizonte, os governos locais usaram a Copa para acelerar obras para as cidades”, mencionou o secretário-geral da Fifa.
“Ainda há algumas coisas que estamos trabalhando, mas para isso temos 20 dias. Estará tudo pronto nas cidades antes do primeiro jogo de cada estádio. O legado da Copa não termina em julho. Há muitas coisas que mudaram no Brasil e vão estar prontas até o fim do ano. Coisas que vão ficar para o país e ser importantes para o povo brasileiro, não só para a Copa do Mundo.”
Entre os assuntos abordados também esteve os eventos-teste na Arena de São Paulo, local da partida de abertura da Copa do Mundo da Fifa entre Brasil e Croácia, dia 12 de junho. O estádio receberá mais um jogo antes do torneio, no dia 1º de junho, já durante o período exclusivo de operações da Fifa e do COL.
“Se não fosse o local da partida de abertura talvez não realizássemos mais um teste lá. Mas é importante fazermos isso para termos certeza de que todos os pontos estarão ajustados. Foi uma regra que mudamos, de não realizar um jogo durante o período exclusivo, para que utilizássemos as arquibancadas com assentos complementares”, acrescentou o secretário-geral da Fifa.
Surpreendente
O dirigente afirmou que sua obrigação é dar o melhor possível para as 32 seleções que estarão no Brasil para o Mundial, assim como para o torcedor que vai assistir aos jogos. “Você não pode deixar de dar o melhor para estes 32 times. Estar neste grupo final é uma conquista muito grande, eles merecem o melhor. Eles estão esperando receber o creme do creme. Não haverá comprometimento nisso”, garantiu Valcke, que acredita que o turista vai se surpreender com o Brasil.
“Estamos trabalhando para que o sistema de comunicação funcione bem. Acho que os fãs vão ficar bastante surpresos com os aeroportos em todas as cidades”, acredita Valcke. “Há bastante trânsito no Brasil, mas isso não tem a ver com a Copa. Se você vai a grandes cidades na Europa, vai encontrar trânsito também. Ele não vai ser maior ou menor por causa da Copa. O que o governo está fazendo é ter planos de mobilidade para cada sede. E nisso está muito bem: 90% das pessoas que foram ao último evento-teste em São Paulo usaram o transporte público. Isso é muito importante.”
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