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Rio 2016 se prepara para receber os melhores cavalos do mundo

Hipismo

Mais de 300 atletas equinos contarão com os cuidados de uma equipe de profissionais especializados
por Portal Brasil publicado: 27/05/2014 19h47 última modificação: 30/07/2014 02h35

Entre os melhores atletas do mundo que chegam ao Rio para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, existe um grupo em especial que precisa de atenção redobrada. O Comitê Organizador separou uma equipe dedicada inteiramente ao bem-estar dos cavalos – mais de 300 – que viajarão para ao Brasil em aeronaves exclusivas para competir nas provas do hipismo.

“Esses cavalos são atletas de alta performance e precisam ser tratados como tal. Eles recebem o mesmo nível de atenção que qualquer um dos nossos atletas humanos”, explica Alex Titan, gerente de Competição do Comitê Rio 2016.

As semelhanças podem ser surpreendentes. Os cavalos também devem "checar", por exemplo, se seus documentos de viagem estão válidos antes de uma viagem.

“Um cavalo, como um humano, tem seu próprio passaporte. Eles contêm informações importantes, como uma descrição física detalhada, a lista de competições disputadas e as vacinas tomadas”, conta.

Os cavalos serão trazidos ao Brasil em aeronaves com capacidade para até 40 animais. Os aviões são adaptados para conduzi-los de maneira segura e o mais confortável possível. Não há champagne para beber ou filmes para assistir, mas estes passageiros VIP recebem uma dose especial de feno durante toda a viagem.

“Algumas vezes, os cavalos precisam de mais cuidados do que um humano. Qualquer machucado pequeno em um animal pode tirá-lo da competição. Nosso trabalho é evitar qualquer forma de contaminação, garantir que eles tenham a alimentação apropriada e que não sofram durante o transporte”, disse Luciana Martins, uma das especialistas em cavalos contratada pelo Comitê para garantir que os animais que vão competir nos Jogos Rio 2016 cheguem e voltem em segurança.

Para viajar, os cavalos precisam vestir um equipamento de proteção especial. Em circunstâncias excepcionais, podem até necessitar de medicamentos para se acalmar durante o voo, mas isso não é tão comum como alguns podem pensar. Estes animais são viajantes experientes e estão sempre acompanhados de profissionais especializados no seu bem-estar. Eles viajam mais do que muitos humanos, principalmente pelo fato de estarem baseados na Europa, em sua maioria, e competirem em eventos sediados em países nos cinco continentes.

Do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, os cavalos serão conduzidos em caminhões para o Centro Nacional de Hipismo, localizado no Parque Olímpico de Deodoro. Outros "serviços VIP" incluídos no pacote especial são massagens, fisioterapia e acupuntura entre as provas.

O hipismo Olímpico é dividido em três disciplinas: saltos, que terá 75 cavalos e 15 reservas; concurso completo de equitação, com 65 cavalos e 11 reservas; e adestramento, com 60 cavalos e 10 reservas. Outros 78 vão competir nos Jogos Paralímpicos e, assim, o total chega a 314 animais velozes no Rio 2016. Destes, somente 12 pertencem à equipe brasileira, mas mesmo alguns destes devem vir do exterior.

Cada nação traz ainda o seu time de veterinários e fisioterapeutas para cavalos, mas o Comitê Organizador disponibilizará o suporte.

“Um dos maiores desafios é lidar com acidentes durante as provas. Pode ser muito difícil cuidar de animais deste porte com o público tão perto”, afirma Luciana.

Para isso, o hospital no Centro Nacional de Hipismo receberá obras de melhorias e será transferido para um prédio novo, previsto para estar pronto em 2015. Graças aos especialistas do Rio 2016, os Usain Bolts e Michael Phelps do mundo animal serão bem cuidados.

Fonte:
Comitê Rio 2016

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