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Taça da Copa faz 20ª parada e desembarca na Arena da Amazônia

Tour pelas capitais

Campeão mundial em 1970, Roberto Rivelino ergueu o troféu mais cobiçado do planeta e homenageou seringueiros em Manaus
por Portal Brasil publicado: 20/05/2014 12h59 última modificação: 30/07/2014 02h35
Agnaldo Oliveira/ Portal da Copa Roberto Rivelino ergueu mais de uma vez a taça para os fotógrafos e brincou: “a de setenta era mais bonita”

Roberto Rivelino ergueu mais de uma vez a taça para os fotógrafos e brincou: “a de setenta era mais bonita”

A taça da Copa do Mundo fez a vigésima parada pelas capitais brasileiras nessa segunda-feira (19). A data ficará marcada na trajetória de Manaus (AM), uma das capitais que vai sediar o maior evento de futebol do planeta.

Na primeira parte do evento na Arena da Amazônia, um campeão mundial foi o primeiro a apanhar a taça nas mãos. Sempre bem humorado, Roberto Rivelino ergueu mais de uma vez a taça para os fotógrafos e brincou: “a de setenta era mais bonita”.

Esta também foi a primeira vez que o troféu foi apresentado dentro de uma das 12 arenas que receberão os jogos do torneio.

Na preparação para a Copa de 70, Rivelino e os grandes craques da época realizaram um partida de preparação em Manaus  contra a seleção local, um ano antes do início da campanha do tri. “Voltar a Manaus é uma grande satisfação. Pisar novamente neste gramado é uma honra. São poucos que têm este privilégio, ainda mais carregando algo tão valioso para todos nós. Agora, só falta mesmo ver um time local jogando na Série A do Campeonato Brasileiro”, completou o paulista de 68 anos.

Homenagem
O campeão mundial ainda fez uma homenagem a Manoel Cunha, presidente do Conselho de Populações Extrativistas, que representou mais de 200 mil famílias que trabalham com esta atividade na Amazônia. Ele é morador da comunidade São Raimundo, no município de Carauari, na calha do Juruá, e trabalha com a extração de látex e óleos vegetais.

“Cresci e vivi do extrativismo. Lutei durante minha vida inteira para que a exploração terminasse”, afirmou Manoel, ao defender os direitos trabalhistas dos extrativistas. Ele considera a oportunidade uma forma de apresentar a Amazônia para o mundo e discutir a utilização da floresta de forma sustentável. “Esse é o momento de recarregarmos as baterias e fortalecermos as comunidades extrativistas e continuar nessa luta de conservação da biodiversidade”.

A Segunda parte do evento ocorre durante todo o dia em um shopping de Manaus. Uma grande estrutura foi montada para abrigar a taça e criar a oportunidade para que milhares de estudantes locais e visitantes convidados pudessem conhecer o troféu e levar uma foto de recordação para casa.

A estudante Jussara Anne, 12 anos, veio com a turma da escola estadual Altair Severiano Nunes. “Eu estou muito feliz de ficar bem pertinho da taça. Melhor ainda ter estado aqui com meus colegas de sala”, completou.

Tour Mundial
Antes de chegar a Manaus, a taça percorreu 89 países - 150 mil quilômetros - ao longo de 225 dias. A saída foi do Cristo Redentor no Rio de Janeiro no dia 12 de setembro de 2013. Depois da capital do Amazonas, o tour da Copa do Mundo segue para Belém, no Pará. A viagem termina no dia 1º de junho, em São Paulo.

A taça da Fifa mede 36,8 centímetros de altura, pesa 6,175 quilos e é feita de ouro maciço 18 quilates. O regulamento determina que uma réplica folheada a ouro é entregue ao país campeão da Copa e que somente campeões mundiais e Chefes de Estado podem segurá-la. A atual taça substituiu a anterior, batizada de Jules Rimet, e foi erguida pela primeira vez pela Alemanha, ao vencer a disputa de 1974 em casa.

Arena da Amazônia
Com uma área total construída de 83,5 mil metros quadrados, a arena terá capacidade para 44,5 mil torcedores, sendo 40 mil durante o Mundial. Cerca de 2,1 mil operários trabalharam na obra, que teve início em julho de 2010, com a desmontagem do antigo estádio Vivaldo Lima, inaugurado em 1970. O projeto está orçado em R$ 669,5 milhões, com R$ 400 milhões de financiamento federal via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os projetistas da Arena da Amazônia desenharam o estádio inspirados em um cesto de palha indígena carregado de frutas típicas do Brasil. A fachada é composta de estruturas metálicas no formato da letra X, que vão diminuindo de tamanho até a cobertura. Os assentos, em variados tons de amarelo, laranja e vermelho, remetem à tradição e à natureza brasileiras.

http://www.copa2014.gov.br/sites/default/files/infografico_arena_amazonia_port820.png

Fontes:
Portal da Copa
Portal Brasil

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