Esporte
Antes vista como zebra, Costa Rica ganha atenção dos grandes
Copa 2014
A Costa Rica começou a atrair a atenção da imprensa mundial. No treinamento da equipe nesta segunda-feira (16), na Vila Belmiro, em Santos, era possível ouvir conversas em português, espanhol, italiano e inglês. A sala de coletivas ficou lotada, faltando cadeira para tantos profissionais. O serviço de tradução simultânea teve trabalho extra.
“Agora é normal que toda a imprensa, em geral, se fixe na Costa Rica. Antes do jogo, o Uruguai era favorito. Agora, os favoritos são Inglaterra e Itália [próximos adversários da Costa Rica]. Mostramos o que podemos fazer. Conseguimos chamar a atenção para o futebol da Costa Rica”, afirmou Paulo Wanchope, assistente-técnico da equipe.
Não é para menos. Tudo mudou após a vitória por 3 x 1 sobre o Uruguai, quarto colocado na última Copa do Mundo e atual campeão da Copa América. A equipe da América Central, porém, está consciente de que conquistar uma classificação no Grupo D ainda é difícil, apesar da surpreendente liderança em uma chave que ainda conta com Itália e Inglaterra. As três outras equipes do grupo somam sete títulos mundiais.
“Os desafios vão crescendo. Sabemos que a partir de agora as partidas serão mais difíceis. Cada adversário será mais forte e desafiador”, analisou Wanchope, que foi a principal estrela da Costa Rica na Copa de 2006, último Mundial que o país disputou.
O próximo confronto será contra a Itália, na sexta-feira (20), na Arena Pernambuco, em Recife. Como as duas equipes venceram na rodada inicial, o jogo pode até decidir quem ficará com a primeira vaga para a próxima fase. A Costa Rica encerra a participação no Grupo D contra a Inglaterra, no Mineirão, em Belo Horizonte.
“Agora, as pessoas esperam agora mais da Costa Rica. E todo o grupo está muito motivado para continuar fazendo uma boa campanha”, afirmou o ex-atacante.
O pequeno país da América Central não chega às oitavas-de-final da Copa desde o Mundial da Itália, em 1990, quando integrou o grupo do Brasil na fase de classificação. Na segunda fase, acabou eliminada pela então Tchecoslováquia ao ser goleada por 4 x 1. Nada que abale a confiança da equipe.
“Depois das eliminatórias, a equipe ganhou confiança. Após o sorteio, todos falavam que estávamos no ‘grupo da morte’, que era uma chave complicada. Mas viemos aqui querendo competir contra os melhores”, afirmou o zagueiro Roy Miller, 29.
Fonte:
Portal da Copa
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