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Arjen Robben: Orgulhoso por 2010, ansioso por 2014

Copa do Mundo

Holanda é a seleção com maior número de vice-campeonatos Mundiais (1974, 1978 e 2010), que ainda não levantou a Copa do Mundo
por Portal Brasil publicado: 11/06/2014 15h45 última modificação: 30/07/2014 02h29

A última lembrança que o ponta holandês Arjen Robben tem de uma Copa do Mundo é ver a Espanha, adversária da sua seleção na próxima sexta-feira (13), ganhar o troféu mais cobiçado do futebol mundial justamente diante da Laranja.

No entanto, foi outra lembrança que atormentou Robben nos dias e meses que se seguiram àquele jogo: o gol perdido por ele frente a frente com o goleiro Iker Casillas, em lance ocorrido na metade do segundo tempo da decisão de 2010. "Penso muito sobre aquele lance", admitiu Robben após a última Copa do Mundo. "Dói perder uma chance como aquela."

Apesar disso, o Robben que falou a respeito da revanche com a Espanha em Salvador é um homem bem mais animado do que lamurioso. Muito da tranquilidade e da visão positiva de vida deste jogador de 30 anos pode ser atribuído ao sucesso obtido por ele desde aquela noite em Johanesburgo. Nestes quatro anos, Robben conquistou a Europa e o mundo pelo Bayern de Munique, marcando o gol do título da Liga dos Campeões diante do Borussia Dortmund no ano passado, e ainda sendo escolhido o melhor em campo naquela ocasião.

Mesmo assim, o que o deixa realmente alegre é ver os jovens jogadores holandeses ao seu lado no Brasil, o sistema que eles adotaram e, principalmente, o comandante desta seleção. O clima é tão positivo que ele é capaz de olhar para 2010 e sentir mais orgulho do que remorso, e destacar aquela como a sua Copa do Mundo favorita, dentre todas as que já acompanhou.

"Estou me sentindo muito bem neste momento, tanto fisicamente quanto mentalmente", garante. "Uma Copa do Mundo é sempre algo especial, e estou muito feliz por estar no Brasil para disputar mais esta. Tenho lembranças especiais sobre cada Copa do Mundo que já assisti ou disputei, mas a da África do Sul foi com certeza um grande torneio para mim. É claro que foi uma grande decepção termos perdido na final, mas ainda sinto muito orgulho de tudo o que alcançamos juntos naquela competição."

Agora é um novo selecionado, comandado por um novo técnico, que tentará repetir ou superar o que foi alcançado quatro anos atrás. Robben é um dos sete remanescentes do plantel holandês de 2010 — a Espanha, campeã daquele ano, tem 16 e manteve o técnico Vicente del Bosque no comando, enquanto a Holanda agora é treinada por Louis van Gaal. A mudança no comando técnico é considerada positiva pelo jogador, que fez sucesso trabalhando com Van Gaal tanto no clube como na seleção.

"Trabalhei com ele no Bayern de Munique antes de ele assumir a seleção, e por isso ele foi muito importante na minha carreira", afirma Robben. "Junto com Guardiola, posso dizer que é o melhor técnico que já tive."

Uma das decisões mais importantes e controversas decisões de Van Gaal na preparação para a Copa do Mundo foi abandonar o tradicional esquema 4-3-3 da Holanda em favor do 5-3-2. Robben, no entanto, foi consultado sobre a mudança tática da Holanda, bem como outro jogador-chave da seleção, Robin van Persie, e não se arrepende de apoiar a alteração. "Disputamos três partidas com a nova formação", explica, "e nenhum dos nossos adversários (Equador, País de Gales e Gana) criou chances como nós criamos. Estou realmente confiante de que este é o melhor caminho para jogarmos neste momento."

Garantido e evidentemente à vontade com o comando de Van Gaal na seleção, Robben mantém os pés no chão quanto às chances da Holanda no torneio. As casas de apostas não colocam a Laranja como favorita no grupo com a Espanha, a Austrália e o admirado Chile, e muitos questionam se a equipe terá forças, inclusive, de chegar às oitavas de final. Embora Robben entenda essas dúvidas, ele acredita que aqueles que veem a juventude da Holanda como uma desvantagem podem ter uma surpresa.

"Temos uma seleção jovem, mas talentosa", assegura. "A experiência é importante, especialmente pelo lado psicológico. Mas no campo é preciso jogar da maneira correta, fazer o que deve ser feito, e para isso não importa se você tem 22 ou 32 anos. Você precisa fazer apenas o que é pedido."

"Dito isso, na minha opinião, os favoritos são Brasil, Argentina, Espanha e Alemanha. Será difícil para nós, porque temos um grupo muito difícil pela frente. A Espanha é a atual campeã mundial e europeia. Dois times espanhóis jogaram a final da Liga dos Campeões deste ano, isso já diz tudo. O Chile também tem uma seleção forte, com jogadores muito bons, que gostam de jogar ofensivamente. E a Austrália é uma seleção fisicamente forte. Disputamos alguns jogos contra ela, e não foram fáceis."

"Ainda assim, os nossos preparativos até agora andam muito bem. Estou muito feliz de estarmos no Brasil. Dá para sentir que o torneio está perto de começar. O Brasil é um dos maiores países do mundo no futebol, e por isso é fantástico a Copa do Mundo acontecer aqui. Espero que seja um evento único para o povo brasileiro e para todos que assistirão em casa."

Caminho da Holanda
A Holanda foi sorteada no Grupo B e estreia justamente contra os atuais campeões do mundo, a Espanha. O clássico europeu será disputado na Fonte Nova, em Salvador, no dia 13 de junho. Na sequência, os holandeses vão ao extremo Sul do País para enfrentar a Austrália.

O duelo está agendado para o Beira-Rio, em Porto Alegre, no dia 18 de junho. Na última partida da primeira fase, o embate será diante do Chile, na Arena Corinthians, em São Paulo, no dia 23 de junho. Caso se classifique, a Holanda terá pela frente adversários do Grupo A, com Brasil, México, Croácia e Camarões.

Fontes:
Federação Internacional de Futebol
Portal da Copa

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