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Confiante nos medalhões, Itália espera fazer boa Copa

Copa 2014

Azzurra fez uma campanha irrepreensível nas eliminatórias europeias vem com moral alta para o torneio
por Portal Brasil publicado: 13/06/2014 18h29 última modificação: 30/07/2014 02h29
Fifa Há quatro anos, a equipe italiana perdeu seu meio-campista ainda antes da Copa e seu goleiro na partida de estreia contra o Paraguai

Há quatro anos, a equipe italiana perdeu seu meio-campista ainda antes da Copa e seu goleiro na partida de estreia contra o Paraguai

Após uma campanha irrepreensível nas eliminatórias europeias e com moral em alta antes da Copa do Mundo de 2014, a Itália de Cesare Prandelli que chega ao Brasil poderia muito bem ser comparada à de 2010, não fosse uma diferença importante: Gianluigi Buffon e Andrea Pirlo estão novamente juntos, em forma e prontos para liderar a equipe.

Há quatro anos, a equipe italiana perdeu seu meio-campista ainda antes da Copa e seu goleiro na partida de estreia contra o Paraguai. Essas duas baixas influenciaram bastante na campanha realizada em 2010. No torneio da África do Sul, a Azzurra se despediu sem vitórias.

“Na última Copa tivemos muito azar quando perdemos nossos dois jogadores mais importantes por lesão. Isso acabou influenciando negativamente nossa campanha”, relembra o zagueiro Giorgio Chiellini à Fifa. “Então, agora, com eles de novo em forma, a esperança é que possamos ir mais longe, apesar do grupo difícil que temos.”

Mais até do que na importância da dupla em campo, é na questão psicológica que a influência poderá ser notada no Brasil. Afinal, foi em um certo dia 9 de julho de 2006, em Berlim, que Pirlo e Buffon entraram juntos em campo pela última vez em um Mundial da Fifa, exatamente na partida em que a Itália derrotou a França nos pênaltis e levantou a taça pela quarta vez.

Uma combinação que não só dá moral para os italianos, mas que certamente mexe com a Inglaterra, rival deste sábado em Manaus, na partida de abertura do Grupo D. 

Oito anos depois, Pirlo e Buffon seguem em grande fase na Juventus e como principais expoentes de uma Azzurra que, se ainda tem contas a acertar na Copa, ao menos recuperou sua reputação desde a chegada de Prandelli, em 2010, com campanhas bem sucedidas na Uefa Euro 2012 (vice-campeã) e na última Copa das Confederações da Fifa (terceiro lugar). 

“Pirlo e Buffon são nossos jogadores mais importantes. Eles têm personalidade e fazem o time todo jogar. Então é preciso cuidar bem deles”, completa Chiellini, corroborado por Claudio Marchisio, outro parceiro de Velha Senhora.

“Tenho o privilégio de jogar e aprender com eles, principalmente com o Pirlo, que me ensinou muito na posição. Eles são os pilares desta equipe há quatro anos e serão extremamente importantes em uma competição como a Copa”, afirmou Marchisio. 

Equilíbrio de forças

Se Buffon e Pirlo voltam a uma Copa novamente como destaques da Itália, jogadores como Andrea Barzagli, Daniele de Rossi – outros remanescentes da conquista de 2006 –, Chiellini e o próprio Marchisio também seguem cotados com Prandelli. E, para o treinador de 56 anos, é exatamente essa base experiente que vem permitindo uma renovação gradual do elenco nos últimos anos. 

Assim, mesmo que a confiança neles ainda seja incondicional, para o comandante, vale ficar de olho bem aberto em nomes que se juntaram à equipe recentemente, como os atacantes Ciro Immobile e Lorenzo Insigne e o defensor Matteo Darmian. 

“Claro que jogadores como eles são essenciais para qualquer técnico, pela qualidade e atitude que têm. Mas é bom contar com o entusiasmo e a criatividade de outros mais jovens, que sempre sonharam em jogar uma Copa”, explica Prandelli.

“Eles acrescentam um pouco de irreverência e podem fazer algo inesperado. Nosso time está rejuvenescido e é exatamente isso que queríamos para esta Copa”, completou o técnico. 

É com esta mescla e o ânimo renovado que a Itália espera evitar as mesmas armadilhas do Mundial de 2010 para continuar o bom caminho iniciado há quatro anos - a começar pelo duelo contra um antigo rival, em partida que reviverá as quartas de final da Euro 2012, quando a Azzurra levou a melhor nos pênaltis. Será, no entanto, um reencontro diferente, sem tantas revanches e com muitas caras novas.

“Nossa equipe é ligeiramente mais jovem que a da Euro, mas acho que, nesse aspecto, a Inglaterra mudou ainda mais”, completa Chiellini. Para ele e seus companheiros de Azzurra, nada melhor, então, do que estar no mesmo lado dos dois experientes campeões mundiais - e poder contar com eles de fato.

Fonte:
Fifa 

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