Esporte
Em Brasília, amigos de Hernanes torcem por chance do meia contra Camarões
Copa 2014
Quando Hernanes entrou no lugar de Paulinho no jogo entre Brasil e Croácia, na estreia da Copa do Mundo 2014, um filme passou na cabeça do administrador Gustavo Cunha. Um filme em que Hernanes era seu companheiro de equipe no futsal, adversário em algumas situações e finalmente, nos últimos tempos, orgulho de uma galera que começou a bater bola em campinhos de barro. Amigo do jogador há quase 20 anos, Gustavo e mais sete amigos vão a Brasília com esperanças de ver, pela primeira vez, o “Pi”, como era chamado Hernanes entre amigos e familiares, vestir a camisa verde-amarela. Dos campinhos de um condomínio do Recife aos gramados do Mundial, o meia é motivo de celebração para o grupo, que torce para que Felipão o acione novamente.
A história de perseverança do meia pernambucano vem de longe, como lembram os amigos de infância. Treinos insistentes de dribles com pilastras, faltas com a esquerda e com a direita nos intervalos do treino e até caminhada na ponta dos pés para reforçar a panturrilha estão no rol das memórias de quem conviveu com o jovem “profeta”. “Ele sempre foi muito esforçado, ficava até tarde da noite treinando no escuro, corrigindo os erros. É um autodidata”, elogiou Victor Hugo Costa, que jogava com o amigo nos tempos em que os dois moravam no mesmo condomínio, na Zona Oeste do recife.
Com tantas histórias para contar, não era para menos que a “torcida do Pi” estivesse tão feliz com a possibilidade de vê-lo jogar. “A gente se reuniu para ver a estreia do Brasil e a entrada de Hernanes pegou todo mundo de surpresa, pois ele não havia entrado no amistoso contra a Sérvia”, disse Gustavo Cunha. “Quando vimos a placa, a festa foi tanta que parecia que tinha saído gol”, completa. Para o administrador, o amigo organiza o meio-campo quando entra em campo, o que faz dele um 12º jogador de peso.
O jogo de Brasília caiu como uma luva. Como Hernanes não é titular, os amigos resolveram esperar um jogo mais “fácil” para que as chances de o meia ser acionado pelo técnico fossem maiores. O próprio jogador, que tem direito a 15 ingressos por partida, procurou os amigos para presenteá-los com as entradas. Para o meia, o apoio tem sido fundamental. “Muito massa ter a família por perto e os amigos que viajaram por volta de 1.000 km somente para estar perto de mim e da seleção. Obrigado por todo esse amor e dedicação!”, publicou o jogador nas redes sociais após o jogo entre Brasil e México.
Partida
A realidade da Seleção Brasileira não reflete a tranquilidade esperada para o confronto contra Camarões. Depois de uma vitória por 3 a 1 sobre a Croácia na estreia, o empate sem gols com o México transformou a partida desta segunda-feira (23) contra os africanos, às 17h, em um jogo decisivo para a Seleção Brasileira. Mais de 70 mil torcedores são esperados nesta segunda-feira no Estádio Nacional.
Fonte:
Porta da Copa
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