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Faixa de proteção do Parque Olímpico começa a receber solo fértil

Jogos Rio 2016

"Top soil" é usado para permitir o plantio da vegetação nativa de mangue e restinga, na beira da Lagoa de Jacarepaguá (RJ)
por Portal Brasil publicado: 10/06/2014 12h43 última modificação: 30/07/2014 02h29

O projeto do Parque Olímpico, além de reunir nove instalações esportivas, contempla ações de meio ambiente que tornam a construção do coração dos Jogos Rio 2016 ainda mais sustentável.

Na semana em que se comemora o Dia do Meio Ambiente, os resultados da recuperação da faixa marginal de proteção (FMP) da Lagoa de Jacarepaguá já são positivos. Depois de um ano armazenado, o solo fértil – o chamado top soil – começou a ser utilizado na beira da lagoa para permitir o plantio da vegetação nativa de mangue e restinga.

O solo fértil foi removido das áreas de construção do Parque Olímpico e está sendo utilizado para criar condições propícias à recuperação da FMP, uma vez que naquela área havia aterros que impediam o desenvolvimento das espécies nativas.

Além de ser reutilizado na recuperação da FMP, o solo fértil também será empregado em outros espaços do Parque Olímpico, como em canteiros e jardins da Via Olímpica, principal área de circulação de público, e em projetos de paisagismo do local.

Esse é um dos exemplos de boas práticas ambientais nos projetos que estão sendo executados no Parque Olímpico. Para garantir que o solo continuasse rico em matéria orgânica, foram plantadas sementes de abóbora e melancia.

"A iniciativa protegeu o solo de erosões naturais e aumentou o índice de nutrientes e sua consequente capacidade de fertilização", explica o gerente de sustentabilidade e acessibilidade da Empresa Olímpica, Luiz Pizzotti.

A recuperação da faixa marginal de proteção começou em dezembro de 2013, com a medição de marés e o preparo para a produção de mudas. A previsão é que as ações sejam finalizadas no segundo semestre de 2015.

O reaproveitamento de resíduos também está entre as boas práticas de meio ambiente verificadas no Parque Olímpico. No canteiro de obras do Centro de Tênis, a meta de desvio de aterro é 75% do total de resíduos. Os materiais – madeira, papel, sacaria de cimento, metal, plástico entre outros – são separados por categorias e destinados à reciclagem ou coprocessamento.

O lava-rodas automático, também chama atenção por sua inovação. Devido à sua estrutura móvel, o equipamento pode ser transportado de acordo com a necessidade da obra. Outra novidade é que o lava-rodas reutiliza água da chuva para a limpeza dos caminhões antes de voltarem à via pública.

Fonte:
Brasil 2016

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