Esporte
França e Honduras treinam em Porto Alegre e trocam farpas pela imprensa
Copa 2014
As seleções de França e Honduras, que se enfrentam às 16h deste domingo, em Porto Alegre, treinaram no último sábado (14) no Beira-Rio. Apesar da chuva persistente e do campo molhado, o gramado recebeu elogios das duas equipes, que preveem um jogo duro. Nas coletivas, jogadores e técnicos falaram sobre disposição, vontade, força e técnica. E sinalizaram uma partida pegada.
Primeira a conhecer o palco, a França treinou no começo da tarde, com uma janela de apenas 15 minutos aberta à imprensa e uma movimentação leve. Na entrevista do técnico Didier Deschamps e do goleiro e capitão Hugo Lloris, eles mostraram tranquilidade, mas pontuaram a necessidade de começar bem o torneio.
A má performance na África do Sul, em 2010, ainda é assunto indigesto para os franceses, que dizem ter a receita para mudar a imagem deixada na última Copa. "Nosso desempenho em campo irá dizer a que viemos. Fizemos uma boa preparação e amistosos interessantes. Mas a Copa começa amanhã e o jogo estará empatado", analisou o goleiro, que elogiou a estrutura do estádio.
Capitão da França na conquista da Copa em 1998, Deschamps negou-se a comentar o corte de Ribèry. Preferiu se concentrar no grupo que veio ao Brasil. Analisou a temporada do atacante Benzema, com altos e baixos, mas assegurou que ele chega em bom momento. Capitão da França na conquista do Mundial de 1998, ele espera um jogo duro e pesado contra Honduras. "Eles têm um aspecto físico bastante forte e até alguma agressividade, mas são uma boa equipe. Os jogadores estão entrosados, o lateral esquerdo é bastante técnico, os atacantes são rápidos e a zaga está afinada".
Deschamps está alerta. Valoriza uma boa estreia, principalmente após ver a Holanda colocar em risco a sequência dos espanhóis na competição ao fazer 5 x 1 na atual campeã do Mundo. "Mesmo a Espanha, que costuma jogar com tranquilidade, enfrenta problemas quando algo assim acontece. A turbulência é inevitável. Por isso é importante começar bem".
A suposta agressividade hondurenha também ganhou destaque na conversa do técnico Luís Fenando Suárez e do meio-campo Andy Najar, do Anderlecht, da Bélgica. Questionados sobre a referência dos adversários a essa característica, rechaçaram a pecha de violentos. "Jogamos 16 partidas nas eliminatórias e não tivemos nenhum jogador expulso. Então jogamos futebol e seguimos as regras. Não queremos perder. Para nos derrotar, os oponentes terão de se esforçar", respondeu Suárez.
Andy observou que a França é uma excelente equipe, mas lembrou que, como qualquer outra, também tem pontos fracos. "Podemos trabalhar bem pelos lados do campo e levar problemas a eles". Para ele, Honduras deve manter o que vem fazendo, sem se preocupar com o que possam estar falando sobre o estilo de jogo da equipe. "Temos nossa responsabilidade e queremos fazer um bom trabalho. O gramado está excelente e muitos jogadores estão acostumados a atuar em baixas temperaturas. Vamos tentar manter a posse de bola".
Apesar do bom humor, o técnico não adiantou o esquema que irá adotar. "Já sei o que vou fazer, mas tentem adivinhar. Tenho minhas cartas na manga e vou guardá-las como um segredinho até amanhã.
Fonte:
Portal da Copa
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