Esporte
Fuleco mantém tradição das mascotes na Copa do Mundo da Fifa
Mundial 2014
A quatro dias do início da Copa do Mundo 2014, o torneio já tem o seu primeiro astro. O Fuleco vem sendo um grande sucesso desde que foi apresentado como a mascote oficial, em novembro de 2012. Com a sua efervescente personalidade, ele vai tornar tudo mais animado durante o evento. O tatu-bola cheio de vida também mantém a rica tradição de mascotes que começou na Copa do Mundo da Fifa 1966 e já nos trouxe figuras inesquecíveis.
Inglaterra 1966: Willie
Primeira, e para muitos a melhor mascote da Copa do Mundo, Willie era um leão que usava uma camisa com os dizeres "World Cup" e representava um símbolo do país anfitrião. Ele fez tanto sucesso que acabou sendo o pioneiro entre mascotes de eventos esportivos e abrindo o caminho para diversos sucessores.
México 1970: Juanito
O sucessor de Willie foi Juanito, um garoto mexicano que usava um sombrero com a inscrição "México 1970" e a famosa camiseta verde do país anfitrião. A imagem vibrante de Juanito deu ainda mais vivacidade à primeira Copa do Mundo transmitida em cores.
Alemanha Ocidental 1974: Tip e Tap
O país anfitrião em 1974 seguiu o mesmo tema, com dois meninos usando a camisa branca alemã, uma com as letras WM (da sigla alemã para Copa do Mundo) e outra com o número 74. Tip e Tap ofereceram uma imagem de união e amizade que seria repetida 32 anos depois.
Argentina 1978: Gauchito
Pelo terceiro torneio consecutivo, os organizadores escolheram a imagem de um garoto, agora o animado Gauchito com a famosa camisa azul e branca. A indumentária típica era completada por um chapéu com os dizeres "Argentina 78", um lenço e um chicote.
Espanha 1982: Naranjito
A Espanha deu um aroma mais cítrico à história das mascotes, com Naranjito na forma de uma laranja. Mais uma vez ele usava a camisa da seleção nacional e mantinha um inconfundível sorriso.
México 1986: Pique
O retorno do México à condição de anfitrião também trouxe de volta o sombrero, mas agora na cabeça de uma pimenta gigante. Pique, que também tinha o típico bigode mexicano, manteve a temática "vegetariana" iniciada por Naranjito.
Itália 1990: Ciao
A edição de 1990 marcou uma significativa mudança. A Itália deixou de lado a imagem tradicional da mascote "fofinha" e optou por algo mais moderno. Ciao, batizado em homenagem à saudação italiana, também foi a primeira e até hoje única mascote sem um rosto. Os designers preferiram uma figura de palitos com as três cores italianas e uma bola na cabeça.
EUA 1994: Stryker
Em 1994 a novidade foi a eleição da mascote pelo público americano, que optou por Stryker, um cachorro que usava as três cores do país com o logotipo da competição na camiseta.
França 1998: Footix
Em 1998, a França voltou ao estilo de 1966, optando por um emblema nacional reconhecido na forma do tradicional galo. Uma das mascotes mais vibrantes até hoje, Footix tinha o corpo azul, a cabeça vermelha e um bico amarelo brilhante, dando ainda mais cor a um torneio memorável.
Coreia/Japão 2002: Ato, Kaz e Nik
A primeira Copa do Mundo do novo milênio trouxe o primeiro trio de mascotes e um esforço futurista dos países anfitriões. Nas cores laranja, roxo e azul, as criaturas jogavam "atomball", um esporte fictício parecido com o futebol. Ato era o técnico, e Kaz e Nik, os jogadores. Os três nomes foram escolhidos por internautas e clientes do McDonald's nos dois países.
Alemanha 2006: Goleo VI e Pille
Os usuários do Fifa.com elegeram Goleo VI e Pille como as suas mascotes favoritas das cinco últimas edições da Copa do Mundo, mostrando o quanto a dupla de 2006 conquistou o público. Depois da alta tecnologia de 2002, eles representaram um retorno a uma forma mais tradicional e também ao leão, agora acompanhado de uma irrepreensível bola falante.
África do Sul 2010: Zakumi
O nome do simpático leopardo é uma mistura de "ZA", iniciais pelas quais a África do Sul é conhecida, e "kumi", que significa o número dez em muitos idiomas da África. Louco por futebol, Zakumi pintou o cabelo de verde para se disfarçar no gramado, mas não conseguiu passar despercebido.
Brasil 2014: Fuleco
Finalmente, a mascote deste ano. Fuleco nasceu em 1 de janeiro de 2000 (o primeiro tatu-bola a nascer no novo milênio!). O seu nome é uma junção das palavras 'futebol' e 'ecologia'. A casca que o protege representa a beleza natural brasileira, que ele está comprometido a preservar, e contrasta com o tom verde do campo, permitindo que Fuleco tenha destaque no gramado.
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