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Goleira Durack agarra a sua segunda chance

Sub-19

Com apenas 20 anos, atleta já estreou pela equipe principal e foi eleita entre dez melhores jogadoras do Campeonato Europeu
por Portal Brasil publicado: 27/06/2014 19h43 última modificação: 30/07/2014 02h30
Divulgação/Fifa Humildade de Durack e a recusa em presumir a convocação para a seleção sub-20 inglesa

Humildade de Durack e a recusa em presumir a convocação para a seleção sub-20 inglesa

Bastam umas poucas palavras de Lizzie Durack para ficar claro que ela não é uma jogadora comum na seleção da Inglaterra. A começar pelo forte e inconfundível sotaque australiano, mas também pelo fato de ela estar estudando biologia regenerativa do desenvolvimento humano na Universidade de Harvard. Mas não é só isso o que impressiona na história da jovem goleira.

Durack completou apenas 20 anos no final de maio e já estreou pela equipe principal, além de ter sido eleita entre as dez melhores jogadoras do Campeonato Europeu Sub-19. Sem dúvida, ela é uma das estrelas em ascensão da sua posição. Há quatro anos, porém, ela ouviu que não era "boa o suficiente" e "nunca jogaria pela seleção outra vez" — uma previsão inacreditável e, no fim, equivocada, ainda que feita por um dos treinadores dela na Austrália, país que representou na categoria sub-17.

Naturalmente, o veredito representou um duro golpe nas ambições da menina, então com 16 anos. Muita gente ficaria abalada diante dessa rejeição, sobretudo em tão tenra idade, mas Durack respondeu com uma impressionante demonstração de força e autoconfiança. "Simplesmente não concordei", disse ela ao Fifa.com. "E pensei: 'Não vou aceitar isso'. Sempre acreditei em mim mesma, mas eu também tive bastante apoio no meu clube, que sempre mostrou muita fé em mim. Portanto, embora aquele técnico da seleção australiana estivesse me dizendo que eu não era boa o suficiente, eu também tinha muitas outras pessoas me garantindo o contrário. Foi uma combinação entre quem me incentivava a continuar e a minha própria teimosia, pensando: 'De jeito nenhum vou desistir'. Cresci na Austrália e sempre me imaginei fazendo parte da seleção lá, mas é preciso dançar conforme a música."

E a volta por cima de Durack começou quase imediatamente. Afinal, enquanto umas portas se fecham, outras se abrem. "A minha mãe nasceu e cresceu na Inglaterra, então eu tinha em mente que isso poderia ser uma opção", explicou a goleira. "Cerca de um ano se passou antes de a Inglaterra entrar em contato, e na verdade a oportunidade surgiu por meio da Harvard. Entraram em contato com a universidade para saber se havia goleiras inglesas jogando lá, e a instituição sabia da minha dupla nacionalidade."

 O convite não deixou margens à dúvida. "Não hesitei em dizer sim porque era uma ideia que eu realmente acalentava", contou Durack. "Além disso, todos na equipe fizeram eu me sentir muito bem-vinda. As meninas viraram algumas das minhas melhores amigas e acho que essa proximidade foi um fator importante para irmos tão bem no Campeonato Europeu. Nenhuma de nós queria ir para casa no final", analisa.

"A minha mãe também adora que eu represente o país dela", prossegue a jogadora. "Mas ela continua morando na Austrália, então ela e o meu pai ainda não me viram jogar pela Inglaterra. Felizmente, se tudo der certo e eu for convocada, eles poderão fazer isso no Canadá durante o Mundial Sub-20."

A humildade de Durack e a recusa em presumir a convocação para a seleção sub-20 inglesa são admiráveis, claro. Mas parece altamente improvável que a treinadora Maureen Marley abra mão de uma atleta que não só brilhou nas eliminatórias, como também foi promovida à equipe sênior. E, como a Inglaterra vem impressionando em todas as categorias de idade do futebol feminino, Durack fez um alerta aos adversários em solo canadense. "Temos a filosofia de ser fortíssimas na defesa e de possuir grande ética nesse aspecto", disse ela. "Mas também somos uma equipe que possui bastante poder de fogo na frente. A Nikita Parris (atacante do Everton) está em grande fase e há muita velocidade no ataque. Sem dúvida, não nos contentamos em ficar atrás, e todo mundo que enfrentarmos no Canadá vai perceber isso."

Fonte:
Fifa

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