Esporte
Jogador da Costa Rica não teme pressão de times adversários
Copa 2014
O caminho do costa-riquenho Bryan Ruiz rumo a sua primeira Copa do Mundo foi repleto de chances que escaparam por pouco e duros obstáculos. Jovem sensação do futebol de seu país às vésperas da Alemanha 2006, ele foi cortado da lista de convocados no último momento ‒ uma decisão polêmica que dividiu a torcida, que o via como a revelação mais talentosa em muitas décadas.
"Perder aquele torneio me doeu muito, me senti deixado de lado e magoado", conta, deixando claro que o ressentimento ainda existe. Quatro anos depois, seu sonho da Copa acabou de forma ainda mais dramática.
A Costa Rica ficou muito perto de se classificar diretamente para a África do Sul 2010, mas, em questão de segundos, uma mínima diferença no saldo de gols em relação a Honduras relegou seu conjunto a uma malfadada disputa da repescagem intercontinental contra o Uruguai.
Por isso, hoje ele comemora a presença no Brasil 2014. "Eu lutei por isso e não vou deixar escapar. Estar hoje aqui no Brasil como capitão me dá uma sensação de muito orgulho", garante o meia do PSV, que se surgiu no Alajuelense costa-riquenho e depois teve passagens pela Bélgica, pela Inglaterra e finalmente pela Holanda.
Os menos otimistas, porém, diriam que a longa espera de Ruiz terá sido em vão, já que o sorteio colocou a Costa Rica em um grupo com ninguém menos do que Itália, Inglaterra e Uruguai, três ex-campeões mundiais. Mas, para alguém acostumado com as adversidades, criado por uma mãe solteira em um subúrbio carente de San José, capital do país, mesmo o mais complicado dos cenários se apresenta como mais uma oportunidade.
"Todo mundo quer jogar contra as melhores equipes. É assim que você sabe que é a Copa. Vamos jogar contra três campeões mundiais. O que é melhor do que isso?", pergunta Ruiz retoricamente.
O primeiro desafio para os costa-riquenhos é um adversário que ele conhece bem: o Uruguai. "Eles ganharam de nós há quatro anos na repescagem. Por isso, temos uma questão pendente com eles. Eles chegaram às semifinais daquela Copa do Mundo, enquanto nós assistimos a tudo aquilo do sofá de casa", relembra.
Além das oitavas
Ruiz sabe provocar. "Está todo mundo falando das outras seleções do grupo. Olham para a gente como se fosse sorte nossa estar aqui, como se tivéssemos vindo para perder. Tudo bem, isso tira o peso e é bom para a gente. Eles que fiquem com toda a pressão", cutuca.
Sob o comando de Jorge Luis Pinto, a Costa Rica se tornou uma equipe "moderna", nas palavras de Ruiz, que sabe equilibrar a defesa e o ataque de uma maneira poucas vezes vistas antes no futebol do país, onde sempre se favoreceu mais um ritmo cadenciado e o esmero na técnica.

Fonte:
Fifa
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