Esporte
Brasil mira Jogos Para-Pan-Americanos e Paralímpicos
Preparação
Em um ano de diversos campeonatos mundiais para as modalidades paraolímpicas, os feitos já conquistados em 2014 são motivo de grande comemoração para o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
No início deste mês, a Seleção Brasileira masculina de goalball conquistou, pela primeira vez, o título do Campeonato Mundial da modalidade. De quebra, venceu a Finlândia, dona da casa, na grande final – justamente o país que havia tirado o ouro paraolímpico do Brasil em Londres-2012.
Já a equipe masculina de vôlei sentado faturou uma prata inédita no Mundial, em junho, na Polônia. Aos resultados expressivos junta-se, ainda, a atual liderança do esgrimista Jovane Guissone no ranking mundial de espada B, posição jamais alcançada anteriormente por um brasileiro.
O diretor técnico do CPB, Edílson Alves da Rocha, o Tubiba, adianta que o fim do ano não será de folga para os atletas, que já têm outro objetivo em mente. “Após os mundiais, em outubro, daremos início ao período de preparação para Toronto, sem esperar por férias. Queremos chegar ao nosso auge nos Jogos Para-Pan-Americanos, em agosto de 2015”, explica.
“Toronto será o nosso último grande teste para 2016 e é passagem quase obrigatória para algumas modalidades em que o nível é muito forte. Por isso, será um bom termômetro para avaliarmos o nosso treinamento”, acrescenta o dirigente. A meta brasileira para a maior competição multiesportiva das Américas não é tímida. “O objetivo é ficar em primeiro lugar”, assegura Tubiba.
O diretor técnico, no entanto, tem a seu favor as duas últimas edições do evento, em Guadalajara-2011 e Rio de Janeiro-2007, quando o Brasil terminou na liderança do quadro de medalhas. Além disso, para o Canadá, conta com o reforço do triatlo e da canoagem, modalidades que integrarão o programa dos Jogos Paraolímpicos a partir de 2016 e nas quais o País já tem destaque internacional. Fernando Fernandes, por exemplo, é tetracampeão mundial da canoagem na categoria K1 200m A, enquanto Marcelo Collet foi vice-campeão mundial de triatlo em 2013, na categoria TR5.
Jogos Paraolímpicos
Com base nas novas chances de medalhas paraolímpicas e no retrospecto de pódios internacionais em modalidades como natação, atletismo, futebol de 5, bocha e tênis de mesa, as expectativas brasileiras para os Jogos de 2016 não poderiam ser melhores.
Na última terça-feira (15), o presidente do CPB, Andrew Parsons, acompanhado de Tubiba e demais integrantes da equipe técnica da entidade, apresentaram ao secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, os resultados já alcançados pelos brasileiros e também o planejamento rumo aos Jogos do Rio de Janeiro. “O convênio com o CPB engloba praticamente toda a preparação da equipe para 2016. Fizemos uma avaliação desse andamento e dos próximos passos para Toronto e o Rio”, ressalta o secretário.
Assim, o diretor técnico reafirma a capacidade brasileira de terminar os Jogos Paraolímpicos de 2016 entre os cinco melhores países do quadro geral de medalhas. “Temos novos medalhistas mundiais no atletismo e na natação, jovens de 16, 17 anos. Com eles, nosso número de medalhas certamente vai crescer nas próximas edições dos Jogos. E competir em casa, com o apoio da torcida, será muito importante”, acredita. Em Londres-2012, o Brasil terminou o evento em sétimo lugar, com 43 medalhas (21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze).
Para atingir a meta, os atletas contam com períodos intensivos de treinamento e avaliação no Brasil, além de viagens para intercâmbios com competidores de outros países. Há, ainda, um trabalho voltado para as ciências do esporte, com o objetivo de prolongar a carreira competitiva e prevenir lesões.
Fonte:
Brasil 2016
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