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Canoagem brasileira disputa prova de olho em vagas do Pan de Toronto

No México

Delegação nacional com 14 canoístas disputa, a partir deste sábado (12), o Campeonato Pan-Americano da modalidade
por Portal Brasil publicado: 09/07/2014 19h34 última modificação: 09/07/2014 19h34

Os atletas brasileiros da canoagem disputam neste sábado (12) e domingo (13), o maior desafio rumo aos Jogos Olímpicos de 2016. Os canoístas enfrentam o Campeonato Pan-Americano de Canoagem Slalom 2014, que será disputado na cidade de Huauchinango, no México. A competição é classificatória para os Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015.

O auxiliar técnico da equipe Guille Diez-Canedo lembra que os brasileiros estão em um bom ritmo e bem competitivos. “Estamos treinando bem e crescendo de nível, em alguns casos acima de outros países”, disse. Vale lembrar que muitos dos canoístas acabam de voltar de uma temporada de competição na Europa.

Ana Sátila, atual campeã do Mundial Júnior & Sub-23, terá como forte concorrente no México a eslovaca naturalizada americana Mann-Benusova. “Vou confiante como faço em todas as provas. Espero fazer uma boa competição”, comentou a jovem canoísta.
Já no c2 masculino os atletas Charles Corrêa e Anderson Oliveira têm chances de repetirem o resultado do ano passado onde foram campeões da prova. “Vamos fazer de tudo para manter o título”, enfatiza Corrêa.

No k1 masculino, a prova mais disputada da competição, os brasileiros enfrentarão canoístas como o polonês naturalizado norte-americano Michal Smolen, campeão sub-23; o francês com duas medalhas olímpicas Fabien Lafèvre, que também se naturalizou norte-americano; o canadense Ben Hayward com duas finais em Copa do Mundo em 2014; e do francês naturalizado argentino, Thomas Bersinger, finalista no Mundial do ano passado. O Brasil terá três atletas competindo no k1 masculino.

O destaque fica para Pedro Henrique Gonçalves, o ‘Pepe’, atualmente o melhor canoísta do k1 brasileiro. “Nestes três primeiros eventos internacionais do ano, o Pepe conseguiu a melhor marca da história deste esporte brasileiro, chegando a 2,90 segundos do melhor barco no k1”, explica Argos Gonçalves Rodrigues, superintendente da Confederação Brasileira de Canoagem.

O superintendente também comentou sobre o momento controverso que a modalidade está passando, na questão dos selecionados nacionais onde vários atletas estrangeiros estão recebendo cidadanias para representarem determinados países.

“Nossa previsão era obter medalhas em todas as categorias nos Jogos Pan-Americanos 2015. Hoje, esta assertiva mudou consideravelmente em virtude dos franceses, poloneses e eslovenos que estão representando os Estados Unidos, Argentina e Canadá”, disse Rodrigues.

O Brasil também poderia utilizar as mesmas armas, pois vários atletas europeus se mostraram interessados em se naturalizarem para representar o Brasil no Rio 2016.

“Mas que benefício isso traria para a modalidade? Se ao menos pretendessem residir aqui e auxiliar no desenvolvimento do esporte, conhecer a nossa cultura e aprender o idioma, mas na grande maioria os atletas pretendem apenas disputar os Jogos Olímpicos. Por esse motivo o Brasil vai continuar investindo no crescimento interno da modalidade através dos atletas que representam os núcleos locais, mesmo que para isso tenhamos que abrir mão de eventuais medalhas”, informou Rodrigues.

Entretanto, essa política poderá ser quebrada se os canoístas brasileiros não demonstrarem crescimento internacional ou se mais países americanos optarem por este posicionamento.

Argos ainda avalia a evolução técnica dos brasileiros e informa que até o final do ano de 2013 a diferença técnica da Canoagem Slalom Brasileira estava em torno de 6 segundos do melhor barco da prova na categoria k1 masculino, 10 segundos no k1 feminino, 13 segundos no c2 e 17 segundos no c1 Masculino.

“Nestes três primeiros eventos do ano, em uma das descidas realizadas, o Pepe conseguiu melhorar enormemente a sua marca, chegando a 2,9 segundos do melhor barco, diferença jamais conseguida por um atleta brasileiro em Copas do Mundo. A Ana Sátila conseguiu baixar para 8,85 segundos no feminino. A c2 masculina caiu para 4,92 e o c1 masculino para 12,91. Sem dúvida houve evolução em todas as categorias”, comemorou Rodrigues.

Confira a delegação brasileira que disputa o Pan-Americano da modalidade:

K1 Masculino
Pedro Henrique Gonçalves, Fábio Scchenna e Ricardo Martins Taques.
K1 Feminino
Ana Sátila, Marina Souza e Milene Wolf.
C1 Masculino
Felipe Borges da Silva e Leonardo Curcel
C2 Masculino
Anderson Oliveira, Charles Corrêa, Wallan de Carvalho, Welton de Carvalho, Cassiano Alfredo e Wellington Munhoz.

Fonte:
Brasil 2016

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