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Costa Rica treina em Santos para surpreender também a Holanda

Copa 2014

Equipe enfrenta a seleção holandesa por uma vaga na semifinal no próximo sábado (5), na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
por Portal Brasil publicado: 03/07/2014 11h17 última modificação: 03/07/2014 11h17
Divulgação/Portal da Copa Depois de passar por Uruguai, Itália e Inglaterra, time da América Central busca derrotar outra "grande" do futebol: Holanda

Depois de passar por Uruguai, Itália e Inglaterra, time da América Central busca derrotar outra "grande" do futebol: Holanda

Para uma seleção que nunca tinha passado das oitavas de final da Copa do Mundo, a Costa Rica poderia estar já satisfeita com o ingresso entre as oito melhores seleções do planeta nesta Copa do Brasil. Mas não está.

O objetivo agora é destronar outro gigante do futebol, a Holanda, chegar às semifinais e conseguir ampliar ainda mais a façanha do pequeno país da América Central. O duelo entre as duas seleções será no sábado (5), na Fonte Nova, em Salvador (BA).

“Nós treinamos para estar aqui. Não treinamos para só um jogo ou dois. Nos preparamos por dois anos e meio para fazer história. Se as pessoas de fora ficaram surpresas, tudo bem. Mas desde o início do processo o time acreditou”, afirma o volante Celso Borges Mora, 26, que é filho do brasileiro naturalizado costa-riquenho Alexandre Guimarães.

Guimarães é um ícone do futebol do país. Como meia, defendeu a Costa Rica na Copa do Mundo da Itália, em 1990. Como treinador, sentou no banco da seleção nas participações nos Mundiais de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, e de 2006, na Alemanha. “Sempre na véspera dos jogos, meu pai vai ao hotel e me fala para ficar tranquilo, desfrutar do Mundial. Ele está muito orgulhoso de ver o filho aqui”, conta Celso.

Heroico
Sorteada para integrar o “Grupo da Morte”, ao lado de três ex-campeões mundiais (Inglaterra, Itália e Uruguai), o elenco costa-riquenho não se intimidou. O time do técnico Jorge Luis Pinto terminou em primeiro lugar na chave, após vencer Uruguai (3 a 1) e Itália (1 a 0) e empatar com a Inglaterra (0 a 0). Nas oitavas de final, mesmo atuando com um jogador a menos a partir dos 21 minutos do segundo tempo, empatou em 1 a 1 com a Grécia e venceu a disputa nos pênaltis (5 a 3).

O desgaste do jogo fez com que alguns atletas fossem poupados do treino desta quarta-feira (2). É o caso do goleiro Keylor Navas, que foi bastante exigido pelo ataque grego. Durante o jogo, a Grécia finalizou 24 vezes contra o gol de Navas, 13 delas em direção ao gol. Na decisão por pênaltis, o goleiro foi novamente decisivo, ao defender, de mão trocada, a cobrança de Theofanis Gekas.

“Navas está com um problema no ombro. Uma lesão que inspira cuidados. Mas não quer dizer que ele seja dúvida para enfrentar a Holanda”, tranquilizou o preparador-físico da equipe, Erick Sánchez.

Mesmo com Navas no gol, a Costa Rica tem consciência de que é o azarão, novamente, nas quartas de final. “A Holanda agora é um time muito mais perigoso do que quando começou a Copa. Os resultados dão confiança à equipe”, afirma Celso.

Apesar disso, o time não acredita que os holandeses entrarão no jogo de sábado com vantagem física, já que não tiveram que passar por prorrogação e pênaltis para eliminar o México. “Depois de dois dias de descanso ou com menor carga de trabalho, todos os jogadores estarão recuperados. E a Holanda também teve que se esforçar muito para ganhar do México”, afirma Sánchez, referindo-se à virada holandesa por 2 x 1, definida só aos 48 minutos do segundo tempo.

Até onde esse time pode chegar? “Estamos lutando para fazer nossa própria história. Vamos chegar o mais longe que pudermos. Até onde Deus nos permita e fazer nossa história”, prega o zagueiro Johnny Acosta.

Jogadores da Costa Rica visitam Museu Pelé
Durante a manhã desta quarta-feira (2), a frase mais ouvida na entrevista coletiva dos jogadores da Costa Rica foi que o time quer “fazer história” na Copa do Mundo do Brasil. No fim da tarde, o elenco foi aprender um pouco dela, no Museu Pelé, dedicado ao rei do futebol, em Santos.

O ônibus da delegação chegou, escoltado por batedores da Polícia Militar, depois das 19h. O grupo foi bastante assediado na entrada do museu, por crianças e jovens querendo autógrafos e fotos. Dentro, o técnico Jorge Luis Pinto participou de uma pequena cerimônia, que doou o quadro “Disco de Ouro”, da artista plástica da Costa Rica Ludy Murray. O quadro mostra Pelé acariciando uma bola. A obra fará parte do acervo permanente do museu.

Após receber desejos de “sorte”, Pinto fez uma promessa ao secretário municipal de Turismo de Santos, Luiz Guimarães, e ao vice-prefeito, Eustázio Pereira. “Como diria aquela canção mexicana, ‘voltaremos’”, afirmou o treinador. Caso perca para a Holanda, no sábado, pelas quartas de final da Copa do Mundo, o time não retornaria mais a Santos.

Selfies
A visita deixou as estrelas do elenco animadas. Participaram do tour o goleiro Keylor Navas, os meias Bryan Ruiz e Celso Borges, e o atacante Joel Campbell, entre outros. O que mais empolgou os jogadores e motivou fotos e selfies foi no boneco de cera de Pelé, com a camisa da seleção brasileira. Vários dos jogadores tiraram fotos, em diferentes poses, ao lado do rei.

“É uma exposição riquíssima, e estamos muito felizes de estar em Santos, na cidade do Rei do Futebol. É um privilégio compartilhar um pouco dessa experiência, visitando o Museu Pelé”, afirmou Celso Borges, que busca ser protagonista de mais um capítulo da história de Costa Rica em Copas do Mundo. 

“Nosso time segue com fome. Ainda não perdemos a ambição, e isso é muito importante. O que fizemos foi importante. Mas o que estamos por fazer poderia ter uma repercussão mundial. Nos encantaria que seguissem falando da Costa Rica como uma seleção sólida e forte. Para isso, precisamos de bons resultados”, afirmou Celso.

Fontes:
Portal da Copa
Portal Brasil

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