Esporte
Jogadores argentinos lamentam perda do título
Final da Copa
O clima de tristeza entre os argentinos era inevitável após a final da Copa do Mundo de 2014. Foram 24 anos para que a seleção conseguisse chegar a uma final. O golpe foi mais duro com o gol de Götze, anotado aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação.
Lionel Messi não tinha lágrimas nem consolo. Nem sequer a Bola de Ouro, prêmio entregue ao melhor jogador do torneio, conseguiu mudar a expressão desgostosa no rosto do capitão argentino após a derrota. O craque disse que só estava pensando no título e que a equipe merecia melhor sorte. “Estou triste e não pensava em um prêmio pessoal, só na Copa do Mundo. Acho que a Argentina merecia mais, pelo que jogou”, resumiu.
"Nós, da frente, erramos"
"Apesar de eles terem tido a posse da bola, as chances mais claras foram nossas, mas nós, da frente, erramos. Tivemos três: a minha, a do Pipa (Gonzalo Higuaín) e a do Rodrigo (Palacio), mas não conseguimos finalizar", diz Messi, que, depois de marcar quatro gols nos três primeiros jogos, entrou em um jejum na fase de mata-mata.
Na final, com sua velocidade e habilidade, complicou a vida da defesa alemã durante o primeiro tempo, principalmente pela direita do ataque, como naquela arrancada até a linha de fundo que Jerome Boateng acabou cortando. Manteve esse impulso no começo do segundo tempo, quando conseguiu até realizar seu característico ziguezague rumo à área alemã, apesar de sua finalização ter sido desviada. E nunca, apesar do cansaço, cruzou os braços.
Assim, Messi fala em termos gerais. "Fazia tempo que a Argentina não passava das quartas de final. Chegamos à final e isso não é pouco. Ficamos com a decepção de não poder ganhar a Copa pelo jeito como foi a final. Isso dá muita raiva, mas é o momento de olhar para o futuro", conclui, se despedindo com seu desconsolo a tiracolo.
Para o goleiro Sergio Romero, apesar da derrota por 1 x 0 para a Alemanha, o grupo fez uma grande campanha e sai de cabeça erguida. “Acredito que a equipe respondeu bem, foi compacta, defendeu bem, tratava de atacar com muita gente, não só com os atacantes. Em linhas gerais, fizemos um grande Mundial. Chegaremos em casa de cabeça erguida, mas sem o sorriso no rosto”, disse.
O jogador agradeceu o apoio que a equipe recebeu dos argentinos durante toda a competição. “Gostaria de agradecer ao nosso povo. Nós temos que aplaudir as pessoas. Gente que veio sem ingresso, mas que queria estar unida para transmitir energias positivas para nós. Deixamos o coração no campo, mas, lamentavelmente não conseguimos o titulo”.
Desgaste
O atacante Sergio Agüero, que entrou no segundo tempo da partida, e o meio-campista Enzo Pérez, que foi substituído na etapa complementar, afirmaram que o desgaste na prorrogação já era muito grande e que após o gol da Alemanha não restou mais tempo para reagir.
“Na prorrogação, às vezes a perna já não funciona. Fizemos todo o possível, mas quando menos esperávamos, levamos o gol. É uma pena ver meus companheiros tão mal, mas temos de seguir em frente”, disse Agüero.
“A única chance que eles tiveram na prorrogação conseguiram fazer e não havia mais tempo para reagirmos, mas, é um orgulho participar, no meu primeiro Mundial, de uma decisão. Grandes jogadores passaram pela Copa e não tiveram essa oportunidade. Temos que valorizar que chegamos à final, mas a tristeza de não conseguirmos o que queríamos é grande”, descreveu.
A Argentina termina a Copa do Mundo com cinco vitórias, um empate e uma derrota. A equipe anotou oito gols e sofreu quatro.
Na primeira fase, os triunfos foram: 2 x 1 contra a Bósnia-Herzegovina, 1 x 0 contra o Irã e 3 x 2 sobre a Nigéria. Nas oitavas, vitória de 1 x 0 ante a Suíça, mesmo placar do triunfo sobre os belgas na fase seguinte. Na semifinal, após o placar ficar em branco contra a Holanda, os argentinos venceram por 4 x 2 nos pênaltis. Na final, derrota de 1 x 0 para a Alemanha.
Fonte:
Portal da Copa
Fifa
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