Esporte
Renzo Agresta disputa Campeonato Mundial de Esgrima
Na Rússia
O esgrimista Renzo Agresta, 15º colocado do ranking mundial do sabre, está pronto para a disputa do Mundial de Kazã, na Rússia, e já entra em ação nesta terça-feira (15), primeiro dia de competições.
A disputa da fase de poules, classificatória, teve início às 6h (de Brasília). No sabre por equipes, Renzo compete no dia 20, já no quadro de 32, a partir das 7h (de Brasília).
Campeão dos Jogos Sul-Americanos de Santiago, em março, e medalha de bronze no Pan-Americano de Esgrima de San José, em junho, Renzo passou alguns dias treinando em Fórmia (ITA), com integrantes da seleção italiana, na reta final de preparação para Kazã.
“Foi um período de treinos excelente, com a intensidade necessária para que eu pudesse pôr em prática algumas novidades técnicas que quero acrescentar ao meu jogo. Estou confiante, bem preparado para o Mundial”, avaliou o esgrimista.
Especialista no sabre, Renzo competirá ao lado de cerca de 200 adversários na disputa individual em Kazã. Além disso, ele vai competir por equipes, reforçando a Seleção Brasileira. “Poucos esportes têm tantos atletas em um Mundial quanto a esgrima. Então, entrar no quadro de 64 já é um resultado expressivo. A partir daí, cada quadro fica ainda mais importante. Há muita variação de pódio, muita gente boa disputando as principais posições. E eu acredito muito em dia. Se a pessoa está em um dia bom, pode ir longe”, disse Renzo.
Além dos italianos, o brasileiro considera que russos, húngaros, romenos e coreanos podem brigar pelo título. “Na verdade, a partir dos 20, 30 primeiros do ranking, qualquer um pode ganhar medalha. É um esporte bem competitivo. Vimos isso em etapas da Copa do Mundo, em que atletas que subiram ao pódio não estavam entre os 20 primeiros da classificação”, observou o esgrimista.
Embalado pelo 15º lugar no ranking mundial do sabre, o melhor resultado da carreira, a expectativa de Renzo em Kazã é ficar entre os 16 primeiros colocados, como ressaltou o técnico Alkhas Lakerbai, também da Seleção Brasileira. “O desafio é grande. Dos países mais tradicionais na esgrima, vão competir quatro russos, quatro italianos, quatro franceses, quatro húngaros, quatro alemães... Só aí já são 20. Então, vai ser preciso deixar muita gente boa para trás. Mas o Renzo está em um nível em que é possível pensar nisso”, ressaltou o treinador.
Renzo já disputou oito competições em 2014. No circuito europeu, terminou sempre entre os 16 primeiros e conquistou, ainda, o ouro nos Jogos Sul-Americanos de Santiago e o bronze no Pan de Esgrima de San José, na Costa Rica. Também evoluiu no ranking: começou o ano como o 26º do mundo e agora ocupa é o 15º. “Sem dúvida, a principal competição da temporada é o Mundial. Conseguir um bom resultado seria coroar um ano muito bom, em que tive resultados expressivos”, destacou o brasileiro.
O esporte
Para os povos da Antiguidade, o manuseio da espada era fundamental, tendo em vista as constantes guerras e batalhas travadas. Mas as armas também tinham caráter lúdico. No Egito antigo, por exemplo, as disputas com objetos que mais pareciam lanças serviam de comemoração para vitórias nas guerras. Naturalmente, as espadas evoluíram ao longo dos anos, tornando-se mais leves e mais fáceis de manusear.
Os primeiros esgrimistas reconhecidos foram os franceses Daner, Lafaugére e Juan Luis. Eles estavam entre os mestres que participaram do encontro que começou a definir a técnica da esgrima. Assim, surgiram as regras que consideravam a maneira de tocar a espada no rival mais importante do que o local do golpe.
A Federação Internacional de Esgrima só foi criada em 1913, e o primeiro Campeonato Mundial da modalidade aconteceu em 1921, em Paris. Mas a história da esgrima nos Jogos Olímpicos começou antes. Já em Atenas-1896 houve provas do esporte. Desde então, a esgrima nunca deixou de estar presente em uma edição das Olimpíadas.
Fontes:
Brasil 2016
Portal Brasil
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