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Técnico da Bélgica cobra menos "futebol champanhe"

Copa 2014

Equipe enfrenta a Argentina em Brasília na disputa de uma das vagas na semifinal; treinador espera mais eficiência nas quartas
por Portal Brasil publicado: 04/07/2014 11h31 última modificação: 04/07/2014 11h31
Divulgação/Portal da Copa Equipe treina em Mogi das Cruzes antes do embarque para Brasília. Contra os EUA, time chutou 27 bolas ao gol, mas marcou apenas duas vezes

Equipe treina em Mogi das Cruzes antes do embarque para Brasília. Contra os EUA, time chutou 27 bolas ao gol, mas marcou apenas duas vezes

A ordem do técnico Marc Wilmots, da Bélgica, para a partida contra a Argentina pelas quartas de final da Copa do Mundo 2014 é clara: menos “futebol champanhe” e mais bola na rede.

O treinador ficou satisfeito com o desempenho da equipe diante dos Estados Unidos, no confronto pelas oitavas de final. Mas gostaria que a vitória tivesse sido mais tranquila do que os 2 a 1 obtidos na prorrogação.

“Tudo bem jogar o ‘futebol champanhe’, mas o que conta é o resultado. Contra os Estados Unidos foi um jogo muito desequilibrado em termos de chances de gol e qualidade de jogo”, analisou o treinador. “O time pode levar um gol, perder o jogo e deixar a Copa. Mesmo tendo criado muitas chances”, acrescentou Wilmots.

O termo “futebol champanhe”, pouco usado no Brasil, refere-se a jogos cheio de lances empolgantes e chances de gol, em que a torcida não pode desgrudar um minuto os olhos do campo. Foi o que a Bélgica apresentou contra os Estados Unidos, na melhor performance da equipe na Copa até aqui. Foram 38 finalizações, 27 delas no alvo.

Grande teste
O jogo contra a Argentina será o primeiro grande teste para essa talentosa geração de jogadores sob o comando de Wilmots. Sem apresentar um grande futebol na fase de grupos, a Bélgica passou por Argélia, Rússia e Coreia do Sul. Para o treinador, agora é o momento de mostrar o potencial da equipe, que passeou nas eliminatórias europeias, terminando invicta e na liderança do seu grupo, com 8 vitórias e 2 empates.

“Agora não é questão de falar, temos que por em prática. Temos que nos classificar para as semifinais e sabemos que teremos uma partida difícil”, destacou o treinador, que não teme que a genialidade de Lionel Messi possa decidir mais uma partida a favor dos argentinos.

“Se Messi estiver em um bom dia, sei que vou ter problemas, mas confio no grupo. Se a Argentina tem Messi, eu tenho De Bruyne, Hazard...”, enumerou Wilmots, ciente de que o novo desafio pode fazer sua equipe igualar a melhor campanha da Bélgica em Mundiais: o quarto lugar na Copa de 1986, no México.

Talentoso meio-campista ofensivo durante os anos 90, Wilmots disputou quatro Copas do Mundo como jogador da Bélgica. Nunca passou das oitavas de final. Mesmo tendo conseguido, no banco de reservas, colocar sua equipe um patamar acima do que havia obtido dentro de campo, para ele não é momento para festa.

“A Bélgica precisa mudar a atitude de comemorar tudo. Para festejar, tem que ser campeão ou, pelo menos, estar entre os quatro melhores”, afirmou ele. O maior temor de Wilmots é com o desgaste da equipe. O treinador acredita que o jogo possa ir para a prorrogação, o que representaria um desgaste adicional para o elenco, que já teve que enfrentar o tempo extra contra os norte-americanos. “O jogo não vai ser decidido em 90 minutos. Tenho medo desse desgaste. Por isso, estou dando treinos leves”, afirmou o técnico belga.

De fato, nesta quinta-feira pela manhã o time fez treino físico leve, e bateu um pouco de bola. Apesar disso, o goleiro Courtois deixou o gramado com dores no joelho esquerdo. O jogador, destaque do Atlético de Madri no título do Campeonato Espanhol e no vice-campeonato da Liga dos Campeões da Europa, teve que aplicar gelo no local. Ele saiu de carro até a concentração da equipe, que está hospedada em um resort em Mogi das Cruzes (SP). Apesar disso, Courtois não preocupa para o jogo contra a Argentina.

Meia da Bélgica espera apoio da torcida brasileira
O elenco da Bélgica já conta com a torcida brasileira para superar a Argentina e atingir novamente as semifinais da Copa do Mundo, façanha que o país não alcança desde o Mundial do México, em 1986.

Conhecedores da histórica rivalidade sul-americana, eles esperam poder usar a seu favor o peso da torcida nacional no jogo, que será no próximo sábado, às 13h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

“Espero que os torcedores do Brasil apoiem nossa seleção. Será muito bom para nós contar com a torcida a favor. Isso nos vai dar ainda mais força neste jogo”, afirmou o meia Witsel, que atua pelo Zenit, da Rússia.

Para o técnico Marc Wilmots, porém, a participação da torcida não será decisiva para o desempenho das duas equipes. O treinador prefere ficar fora da rivalidade entre brasileiros e argentinos. “Não vou entrar nesta polêmica porque não quero ficar no meio desta rivalidade”, afirmou Wilmots, que já esteve envolvido em polêmica justamente contra a Seleção Brasileira.

Foi na Copa do Japão e da Coreia do Sul, em 2002. Wilmots era um dos principais jogadores da Bélgica que enfrentou o Brasil pelas oitavas de final. Em um jogo de muito estudo, Wilmots abriu o placar para a Bélgica, após cabeçada. Mas o juiz jamaicano Peter Prendergast anulou o gol, alegando que o meia havia feito carga no zagueiro Roque Júnior. O Brasil acabou vencendo o jogo por 2 x 0 e, dias depois, comemorou o pentacampeonato mundial. A derrota nunca foi bem digerida pelo treinador.

“Fomos roubados um pouco neste jogo. Lembro que a partida foi disputada. Tínhamos uma boa seleção”, comentou o meia Witsel.

Fontes:
Portal da Copa
Portal Brasil

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