Esporte
Título alemão e seis momentos marcantes da Copa de 2014
Copa do Mundo
Seleção que mais chegou à final a Copa do Mundo, a Alemanha disputou oito decisões e faturou quatro títulos. Após o tricampeonato, conquistado em 1990, entretanto, o desempenho da seleção europeia foi marcado por uma sequência de insucessos.
A Copa do Mundo do Brasil viu a Alemanha se recuperar em grande estilo. Tetracampeã, a seleção de Joachim Löw foi a primeira europeia a ganhar o Mundial nas Américas. Pela terceira vez, a Copa teve prorrogação na final. Desta vez, foi Mario Götze quem assumiu o papel de herói, desempenhado por Andrés Iniesta em 2010.
O gol do título, marcado a sete minutos do fim da prorrogação, manteve a hegemonia do Velho Continente, que chegou ao recorde de três títulos consecutivos. O gol esteve à altura da história do Maracanã, que concluiu um torneio inesquecível.
Reis destronados
Poucas seleções marcaram uma era como a Espanha. Entre 2008 e 2012, os espanhóis conquistaram três grandes torneios em sequência. Mas para a geração de ouro do país o apagar das luzes foi o Brasil: a equipe de Vicente del Bosque foi eliminada com uma rodada de antecipação, ainda na fase de grupos, após perder para Holanda e Chile.
A surpreendente Costa Rica
A Copa do Mundo pode ter terminado com mais uma batalha pela supremacia entre Europa e América do Sul, mas também foi um torneio em que outros continentes, menos badalados, também fizeram história. A África mandou duas seleções para os mata-matas pela primeira vez na história, com destaque para uma Argélia de futebol rápido e de alta intensidade. Mas nem mesmo os argelinos conseguem rivalizar com a Costa Rica quando o assunto é a zebra de 2014.
Os costa-riquenhos conquistaram o coração dos torcedores neutros, terminando à frente de Inglaterra, Itália e Uruguai em um grupo no qual ninguém lhes dava chance de passar de fase. E mais: foram até as quartas de final, onde só caíram para a Holanda nos pênaltis.
A consagração dos goleiros
O fato de a Copa do Mundo ter tido uma alta média de gols pode dar a entender que o nível dos goleiros não foi dos melhores. Longe disso. Este foi um torneio marcado por atuações espetaculares em baixo das traves. Defesas de goleiros como Tim Howard, Keylor Navas, Guillermo Ochoa, Manuel Neuer e Sergio Romero foram tão memoráveis quanto os gols marcados pelos melhores atacantes do mundo.
O holandês Tim Krul merece uma menção especial: saiu do banco de reservas apenas para a disputa de pênaltis das quartas de final, pegando duas cobranças. Outro que precisa ser citado é o colombiano Faryd Mondragón, que se tornou o jogador mais velho a atuar em uma partida de Copa do Mundo, aos 43 anos e três dias de idade.
De herói a vilão
A preparação do Uruguai para a Copa do Mundo foi tomada pelo temor sobre a forma física de Luis Suárez. E, tão logo entrou em campo, o centroavante celeste mostrou porque era tão importante. Suárez brilhou na vitória sobre a Inglaterra, marcando dois golaços que amenizaram a derrota para a Costa Rica na estreia, partida em que esteve ausente e fez muita falta para a seleção uruguaia.
No jogo seguinte, porém, foi apresentado o lado mais sombrio deste talentoso atacante: o zagueiro italiano Giorgio Chiellini tornou-se a mais nova vítima das mordidas de Suárez. As consequências foram terríveis: Suárez foi suspenso por nove jogos e quatro meses, e o Uruguai acabou perdendo para a Colômbia nas oitavas de final, sentindo falta do seu grande atacante.
O sonho do Brasil vira pesadelo
Esta era para ser a Copa do Mundo na qual o Brasil deixaria para trás o fantasma de 1950 e o Maracanazo. Porém, acabou causando novos traumas, com lembranças ainda mais dolorosas, como perder dois jogos seguidos em casa, algo que não acontecia desde 1940. E não foram derrotas quaisquer. Os 7 a 1 sofridos na semifinal para a Alemanha fez com que essa fosse a pior derrota da história da Seleção. Dias depois, novo vexame: 3 a 0 sofridos diante da Holanda na disputa do terceiro lugar. Com isso, o Brasil, que nunca havia terminado uma Copa do Mundo com mais de 11 gols sofridos, acabou o Mundial com 14 tentos concedidos. Foi o anfitrião de pior desempenho defensivo da história do torneio.
O número do torneio
16 — Os gols em Copas do Mundo marcados por Miroslav Klose ao final do Brasil 2014. Com isso, ele se tornou o maior artilheiro da história do torneio. O centroavante de 36 anos fez dois gols nesta Copa do Mundo, superando o recorde estabelecido por Ronaldo na Alemanha 2006. Ele e Götze ajudaram esta a ser a Copa com maior número de gols em todos os tempos, igualando os 171 da França 1998.
Fonte:
Portal da Copa
Fifa
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