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Regata Internacional de Vela toma as águas da Baía de Guanabara

Evento-teste

Objetivo da disputa é testar as raias de competição, além de ser uma oportunidade de treinamento para os atletas
por Portal Brasil publicado: 03/08/2014 15h33 última modificação: 03/08/2014 15h33

Com 324 atletas de 34 países e cerca de 215 barcos, começou neste domingo (3) a Regata Internacional de Vela, primeiro evento-teste dos Jogos Rio 2016. Este é o  primeiro torneio de uma série de 45 eventos esportivos nacionais e internacionais que serão realizados até maio de 2016.

O torneio tem o objetivo de testar as raias de competição, além de ser uma oportunidade para equipes e atletas se familiarizarem com as condições do vento e o local, que será palco das provas de vela Olímpica e Paralímpica em 2016. 

“Este é o nosso primeiro evento-teste e cada um deles vai nos ajudar no planejamento de entregas para os Jogos Rio 2016. Serão grandes oportunidades de testar operações, treinar a força de trabalho e adquirir experiência”, explica o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

“As raias da Baía de Guanabara são muito diferentes entre si e bastante complexas. Por isso, quanto mais pudermos treinar e competir aqui, mais bem preparados estaremos. Velejo no Rio de Janeiro há mais de 20 anos e ainda cometo erros de avaliação porque as condições variam bastante dependendo do dia. Ainda não é a regata Olímpica, mas conquistar um bom resultado aqui dá bastante confiança”, explica o brasileiro Robert Scheidt, dono de cinco medalhas Olímpicas.

“Nesta semana, a baía surpreendeu. Está limpíssima. Como não tem chovido e tem havido muita troca de água com o oceano, praticamente não vi sujeira nos últimos dias. Durante a competição acredito que tem tudo para ser da mesma forma”, afirmou.

O australiano Mathew Belcher, Campeão Olímpico da classe 470 em Londres 2012, também destacou a melhora na qualidade da água da baía nos últimos dias: "Muito tem sido dito sobre isso. Não é o ideal e há mais trabalho a ser feito, mas nos últimos dias (a qualidade da água) tem sido melhor. Os atletas precisam se concentrar na regata e deixar essas coisas para os responsáveis, eu estou confiante que eles vão resolver isso", declarou Belcher.

"É um evento extremamente importante, e você pode ver pelo calibre dos velejadores aqui. É um dos locais de competição de vela mais complexos, e é importante para garantir que você estará o mais bem preparado possível (para os Jogos Olímpicos)", afirmou o atleta.

Durante os sete dias de competição, as dez classes Olímpicas da vela estarão nas águas da Baía de Guanabara: RS:X, 49er, 470, Laser e Finn (masculinas), RS:X, 49er, 470 e Laser Radial (femininas) e Nacra 17 (mista). A previsão é que de 100 a 120 regatas sejam disputadas na cinco raias selecionadas para o evento: Pão de Açúcar, Escola Naval, Ponte, Copacabana e Niterói. Em 2015, após o segundo evento-teste do esporte, serão escolhidas as raias que serão usadas nos Jogos Rio 2016.

Estreante nas águas cariocas, o também australiano Nathan Outteridge, atual campeão Olímpico na classe 49er, fala sobre suas expectativas pro evento-teste.

“É minha primeira vez no Rio, então estou tentando prestar atenção em tudo e acho que tenho conseguido compreender bem as condições para velejar aqui. O evento-teste será fundamental para isso e, pela qualidade dos participantes, as regatas serão do mesmo nível de um campeonato mundial. As condições climáticas são ótimas e isso é o mais importante para que tenhamos uma grande competição”, explica o australiano.

A irlandesa Annalise Murphy também está focada em aprender mais sobre as águas do Rio de Janeiro. Velejando pela primeira vez na cidade, ela sonha com a vitória no evento-teste.

“É muito bom poder participar de um evento deste porte nas raias Olímpicas dois anos antes dos Jogos. As melhores atletas da Laser Radial estão no Rio e as regatas vão ser muito competitivas. Treinei no Rio por três semanas no ano passado e gosto muito de velejar aqui, ainda que seja bastante desafiador, por causa da mudança dos ventos e das correntes. Os mais importante é entender melhor as condições das raias, mas quero vencer quantas regatas eu puder. Durante os treinos tivemos ótimas condições, espero que siga assim por todo o evento”, revela a europeia.

Fonte: Brasil 2016

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