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Grêmio será julgado nesta quarta por racismo contra goleiro Aranha

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Goleiro denuncia atitude de torcedores que insultaram durante jogo entre gremistas e Santos, na última quinta (28)
por Portal Brasil publicado: 03/09/2014 10h37 última modificação: 03/09/2014 11h05
Lucas Uebel/ Grêmio FBPA Clube presidido por Fabio Koff (foto) pode ser excluído da Copa do Brasil e receber multa de até R$ 100 mil

Clube presidido por Fabio Koff (foto) pode ser excluído da Copa do Brasil e receber multa de até R$ 100 mil

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga, nesta quarta-feira (3), o Grêmio por atos racistas de sua torcida contra o goleiro Aranha. O goleiro denunciou a atitude de torcedores que o insultaram durante o jogo entre os gremistas e o Santos, na última quinta (28), em Porto Alegre.

O auditor Francisco Pessanha irá apresentar seu relatório a partir da denúncia de ato discriminatório por razão étnica, de raça ou cor por parte da torcida gremista, infração prevista no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Esportiva. O Grêmio pode ser excluído da Copa do Brasil e receber multa de até R$ 100 mil.

O árbitro Wilton Pereira Sampaio também poderá ser punido, já que só relatou o episódio de racismo após o caso ganhar repercussão. A partida de volta pelas oitavas de final, que ocorreria nesta quarta (3), foi adiada por causa do julgamento.

Na terça (2), dois torcedores identificados prestaram depoimento para a Polícia Civil de Porto Alegre sobre o inquérito de racismo contra Aranha. Nos próximos dias, outros torcedores gremistas também devem comparecer a delegacia.

Entenda o caso
Durante o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, entre Grêmio e Santos, no dia 28, o goleiro Aranha denunciou insultos racistas da torcida gremista. Imagens do jogo mostram a torcida agredindo verbalmente o goleiro e este alertando o árbitro Wilton Pereira Sampaio dos xingamentos, mas o juiz não tomou nenhuma providência.

Após o jogo, Aranha, bastante revoltado, denunciou à imprensa os gritos entoados pela torcida durante o jogo, como “preto fedido”, “cambada de preto”, “macaco”. No dia seguinte, o goleiro registrou um boletim de ocorrência em Porto Alegre. A equipe santista venceu a partida por 2 a 0.

No dia 29, o procurador geral do STJD, Paulo Schmitt, apresentou a denúncia ao tribunal a partir de imagens disponibilizadas por emissoras de TV. No mesmo dia, o Grêmio repudiou o ato de racismo ocorrido durante o jogo e identificou dez torcedores suspeitos de cometerem atos racistas, sendo excluídos dois sócios do clube.

Mas no domingo (31), no jogo contra o Bahia, pelo Brasileirão, parte da torcida gremista continuou entoando gritos racistas. Na segunda, a diretoria do Grêmio tomou novas medidas para combater o racismo, suspendendo a torcida organizada Geral e se dispondo a continuar identificando torcedores preconceituosos.

O ex-presidente do Grêmio, Luiz Carlos Martins, em entrevista para Rádio Gaúcha, causou nova polêmica defendendo os torcedores identificados. Martins afirmou que o grito de “macaco” faz parte do folclore do futebol gaúcho, sendo historicamente uma alcunha relativa a torcida do Internacional, e acusou o goleiro santista de fazer uma "cena teatral" durante o jogo. O Internacional tem entre seus mascotes oficiais um macaco apelidado de “Escurinho”, uma homenagem a um ex-atleta do colorado Luís Carlos Machado, conhecido por este nome.

Fonte:
EBC Esportes

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