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Esporte

Mundial de Vela: vagas para Rio 2016 começam a ser definidas

Na Espanha

Quinto dia de evento tem ventos instáveis e muitas algas nas raias. Na classe Laser, 23 países já asseguraram postos para 2016
por Portal Brasil publicado: 17/09/2014 12h07 última modificação: 17/09/2014 12h07

Na terça-feira (16), o vento apareceu para os velejadores que competem no Mundial da Isaf (Federação Internacional), que está sendo realizado em Santander (Espanha). Apesar de fraco em algumas raias, agora toda a delegação brasileira já fez a sua estreia. Além do vento rondado, as algas também atrapalharam os atletas.

Na classe 49erFX, a dupla Juju Senfft e Gabriela Nicolino chegou a virar o barco e limpar a bolina (peça que faz com que o barco não ande de lado) e com isso acabou a regata na 25ª colocação. No geral as meninas ocupam a 50ª colocação.

Já Martine Grael e Kahena Kunze tiveram uma excelente estreia, vencendo a primeira regata do dia e ficando em quinto na segunda. Tanto elas quanto Juju e Gabi estão na flotilha amarela, que tem uma regata em atraso em relação à azul. Por isso elas aparecem em 29º e 50º no acumulado, porém quando esta regata for realizada, elas subirão para o top 10. As líderes são as dinamarquesas Ida Marie Nielsen e Marie Olsen, que correram duas regatas.

“O primeiro dia foi puxado, mas muito bom para as condições que tivemos hoje. Estamos velejando dentro da baía, que é uma raia complicada e o vento não tem ajudado muito. Mas estamos satisfeitas com os resultados de hoje e amanhã vamos correr uma regata a mais para igualar com a flotilha azul”, disse Kahena. “Nós chegamos a ir para a água novamente no fim do dia e largamos bem. Estávamos em segundo lugar, disputando o primeiro após quatro pernas, mas o vento rondou 180 graus e anularam a regata”, disse Gabi.

Quem também estreou hoje foi a classe Nacra. Na flotilha amarela, João Bulhoes e Juliana Mota fizeram duas regatas, terminando o dia na 20ª colocação geral. Já a flotilha azul fez apenas uma regata e Samuel Albrecht e Georgia Silva aparecem em 61º, também com chances de melhorar assim que for realizada a segunda regata da série. Os líderes são os franceses Billy Besson e Marie Riou. “Finalmente conseguimos estrear e acabamos não indo tão bem na única regata do dia. A condição estava bastante complicada, com o vento variando muito de direção e intensidade”, disse Samuca.

Na 49er, os melhores brasileiros são Marco Grael e Gabriel Borges, na 19ª colocação, com três regatas disputadas. Dante Bianchi e Thomas Low-beer, únicos brasileiros a velejarem ontem, acabaram não velejando hoje e, com duas regatas, ocupam a 56ª posição. Com a realização da terceira regata para a flotilha amarela, eles deverão subir bem na classificação geral. Os líderes são os neozelandeses Peter Burling e Blair Turke.

Na Finn, Jorginho Zarif foi 15º colocado a única regata do dia na sua flotilha. No acumulado ele aparece em 29º. O líder é o australiano Oliver Tweddell.

Entre as pranchas, apenas os homens velejaram hoje. As mulheres ficaram de folga. Ricardo Bimba Winicki sofreu para desviar das algas e chegou a montar a primeira boia na 46ª posição, dentre 49 inscritos. No final, o talento falou mais alto e terminou em 11º. Ele ocupa a 16ª colocação geral. Albert Carvalho está em 40º e Gabriel Bastos em 80º. O líder é o polonês Piotr Myszka. “Velejamos muito perto da praia, com vento bastante rondado. Esta regata foi bem parecida com a regata eu ganhei, com a diferença que naquela não tinha alga”, disse Bimba.

Flotilha ouro
Com a realização de mais duas regatas para a classe 470 feminina, a flotilha foi dividida em ouro e prata e as duas duplas brasileiras ficaram entre as melhores. Renata Decnop e Isabel Swan tiveram um bom dia, com um nono e um sexto lugares, subindo para a 21ª colocação geral. Já Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que estrearam em segundo ontem, caíram para a 14ª colocação após conquistarem um 16º e serem desclassificadas da última regata do dia por estarem acima da linha na hora da largada. “Hoje o vento estava bom, mas muito instável, então ter conseguido fazer uma média boa foi muito importante para nós. Agora estamos focadas em subir na súmula”, disse Renata.

Já os meninos fizeram apenas uma regata ontem e uma hoje. Geison Mendes e Gustavo Thiesen são os melhores brasileiros na 58ª colocação. Henrique Haddad e Bruno Bethlem estão em 64º. Os dois estão na mesma flotilha, com uma regata a menos que os líderes Nicolas Charbonnier e Achille Nebout-Javal, da França. “Ontem passamos cinco horas na água e não fizemos nenhuma regata. Hoje foram nove horas para disputarmos apenas uma. Acho que em todas as classes as regatas estão bem difíceis”, disse Geison.

Classe Laser
Entre os Laser Standard, o dia não foi muito produtivo para os brasileiros. Scheidt caiu para a sexta colocação, a 18 pontos do líder, e Bruno Fontes foi para 11º, e terá que se recuperar amanhã para voltar para a zona da medal race. “Hoje foi um dia bem complicado, entramos na água às 11h e ficamos até as 19h para apenas duas regatas. Ventava de tudo que era jeito e eu não fui bem, mas pelas circunstâncias poderia até ter sido pior. Está tudo em aberto ainda e amanhã teremos mais três regatas”, disse Bruno.

Na Radial, Fernanda Decnop foi a única brasileira a se classificar para a flotilha ouro e foi 20ª colocada na única regata do dia. Tina Boabaid e Odile Ginaid passaram o dia esperando para velejar na flotilha prata, mas acabaram não conseguindo por falta de vento. A líder é a holandesa Marit Bouwmeester.

A previsão é que nesta quarta (17) sejam realizadas as últimas três regatas da fase final. Na quinta-feira os dez primeiros colocados irão disputar a medal race, que é mais curtinha, bem próxima do público e tem pontuação dobrada.

Rio 2016
O Mundial da Isaf vai definir 50% dos países que estarão no Rio em 2016 e, como a classe Laser foi a primeira a ir para a água, 23 vagas já foram definidas entre os Standard. Além do Brasil que já tem vaga nas 10 classes, conquistaram um lugar a Austrália, Bélgica, Canadá, Croácia, Chipre, Dinamarca, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Alemanha, Guatemala, Inglaterra, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Cingapura, Suécia, Polônia, Portugal, Tunísia, EUA e Ilhas Virgens Americanas. Nove vagas virão no Mundial de 2015, outras duas no Sul-Americano, Norte-Americano, Africano, Asiático e Europeu e mais duas por convite.

Fonte:
Brasil 2016

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