Esporte
Atletas dão “nota 1000” aos novos aparelhos de ginástica de Brasília
Equipamentos
Foi feita nesta sexta-feira (3) a entrega simbólica de equipamentos de ginástica artística no anexo do ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O lote faz parte da maior aquisição da história da modalidade no País.
Com mais de mil itens, os kits de equipamentos cobrirão 13 centros espalhados pelo Brasil, como parte da Rede Nacional de Treinamento que está sendo estruturada para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.
Das crianças que testaram os equipamentos, Vitória Ribeiro e Daniele Farias Rodrigues deram “nota 10... 10, não! 1000!”, para os equipamentos, que “são mais macios, jogam você mais fácil lá para o alto e ainda não escorregam que nem na nossa trave mais velha, onde você tem de passar magnésio nela todinha”, disse.
O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, explicou que a eleição do Rio de Janeiro a sede olímpica, em 2 de outubro de 2009, fez com que o governo federal aproveitasse o momento e se preparasse para transformar o esporte no País. “O Brasil planejou e vai entregar um legado. Não apenas medalhas em 2016, mas em 2020, 2024. O esporte brasileiro vai para outro patamar”, observou.
Equipamentos espalhados pelo País
A presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Luciene Resende, lembrou quando era preciso encher “duas carretas pelo Brasil com equipamentos da ginástica para se fazer um campeonato”, o que não será mais preciso, por causa dos equipamentos oficiais, aprovados pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), em 13 cidades brasileiras – Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, São Bernardo (SP), Rio de Janeiro, Vitória, Contagem (MG), Brasília, Goiânia, Manaus, Belém, Macaíba (RN) e Aracaju.
A chegada de infraestrutura, obras e dos próprios kits de material, como lembrou o secretário Leyser, movimenta não apenas os atletas, mas cursos para formação de mais técnicos, traz interesse para formação de especialistas em ciências do esporte e movimenta mesmo a indústria de equipamentos esportivos.
Secretário de Esporte do Distrito Federal, Célio René Vieira falou do esforço do governo federal, “que vê o esporte também como parte da educação das nossas crianças”, e de como o anexo do Nilson Nelson ficará lotado. O local passa a se chamar “Professor Dilcivan Monteiro” e o homenageado, técnico de ginástica olímpica, também se prontificou a ajudar seu esporte como puder.
Treinos e competições
O presidente da Federação Brasiliense de Ginástica, Marco Martins, tem agora todos os aparelhos da ginástica artística feminina (solo, salto sobre a mesa, trave e barras paralelas assimétricas) e da masculina (além do solo e do salto, que são comuns, barras paralelas, barra fixa, cavalo com alças e argolas), e ainda um kit de ginástica artística, que deverá ficar na Universidade Católica.
Como já faz anualmente uma Copa Brasília – em maio deste ano participaram em torno de 600 crianças –, o dirigente espera aumentar agora o número de ginastas que irão se dedicar ao alto rendimento.
Kelma Almeida, ex-atleta, e Tatiana Freire, que dão aulas de ginástica artística no Centro Iniciação Desportiva – CID – do Setor Leste, treinam 160 alunos, de 4 a 17 anos, e dizem que todos estão ansiosos pela possibilidade de participar de visitas e períodos de treinamento nos novos aparelhos, “porque sabem que são os mesmos, iguaizinhos àqueles onde treinam os seus ídolos.”
Fonte:
Ministério do Esporte
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