Esporte
Câmara setorial discute fortalecimento da cadeia produtiva do esporte
Gestão do Esporte
A Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços do Esporte e Atividades Físicas começou suas atividades nessa terça-feira (18), quando foram identificadas algumas oportunidades e riscos para o setor. O órgão tem como objetivo reunir atores da cadeia produtiva esportiva, confederações e poder público.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, destacou que os bons resultados do Brasil nas competições não se refletem na mesma dimensão com a presença de empresas do País no mercado interno e externo. “O Brasil tem alcançado cada vez mais protagonismo no esporte, não só pelos resultados, mas pela atração de eventos esportivos”, acrescentou o ministro.
Ainda segundo o Aldo Rebelo é natural que a aspiração seja projetar comparativamente a presença nos pódios e o mercado esportivo. Mas isso exige uma estratégia. “Não basta a competência e a capacidade em fazer, temos que nos colocar em busca dos objetivos. O Brasil tem que se colocar”, afirmou Rebelo.
Para o ministro, é importante definir dois universos que devem se interligar e compor o campo de ação. “Temos o mercado interno, que é importante. Um país detentor da sétima economia do mundo, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Esse é um patrimônio do Brasil, é nele que buscamos emprego, renda e tributos. Outro campo é o externo: como promover a presença do Brasil, via seus produtos e serviços no mercado internacional. Estive no Catar e no Azerbaijão e, hoje, eles olham para o Brasil como referência”, complementou.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) está elaborando uma lista de empresas brasileiras da cadeia produtiva do esporte, como uma referência inicial para as compras públicas para o setor.
O presidente da Penalty, Paulo Ricardo de Oliveira, afirmou que a marca busca o fortalecimento no mercado interno, principalmente, nas escolas. Para isso, ele sugere mudanças nas licitações por preços, incluindo componentes técnicos nas concorrências.
Os representantes das confederações de vôlei, basquete e do Comitê Paralímpico Brasileiro apontaram que um dos problemas é a falta de certificação de qualidade de alguns equipamentos fabricados no país, que não atendem às exigências de alto rendimento de determinadas modalidades.
“O que nós temos na indústria tem qualidade suficiente no caso de bolas e de redes, principalmente na base. No alto rendimento, precisamos importar o piso, que é específico e influencia muito na qualidade da partida”, relatou o diretor financeiro da Confederação Brasileira de Vôlei, Carlos Luis Barroso.
A indústria, por sua vez, relatou que necessita de garantias de demanda para poder investir na produção dos equipamentos e materiais esportivos.
O presidente da Abriesp, Maurício Fernandez, pontuou que a associação está mapeando o setor e realizando rodadas de negócios para aproximar indústria e comércio.
Fonte:
Ministério do Esporte
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