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Brasil vence o Mundial em Doha e Etiene faz história

Piscina Curta

Felipe França terminou a competição como o maior medalhista de ouro e Etiene Medeiros consagrou-se como recordista mundial
por Portal Brasil publicado: 08/12/2014 15h56 última modificação: 08/12/2014 15h56

A equipe que defendeu o Brasil no Campeonato Mundial de Piscina Curta, encerrado no domingo (7), em Doha, no Catar, protagonizou feitos históricos para a natação brasileira.

Com 10 pódios conquistados — sete ouros, uma prata e dois bronzes — o Brasil terminou a 12ª edição da competição como o campeão geral, seguido pela Hungria, com 11 medalhas (6 de ouro, 3 de pratas e 2 de bronze), e pela Holanda, em terceiro, com 12 medalhas (5 de ouro, 1 de prata e 6 de bronze).

Seis medalhistas do Brasil recebem apoio do Ministério do Esporte por meio do programa Bolsa-Atleta: Felipe França (5 ouros), Cesar Cielo (3 ouros e 2 bronze) , Etiene Medeiros (2 ouros e 1 bronze), Guilherme Guido (2 ouro), Nicholas Santos (2 ouros e 1 prata), Marcos Macedo (1 ouro) e Larissa Oliveira (1ouro e 2 bronze).

Dois nadadores, em especial, voltarão para o Brasil tendo muito o que comemorar. No domingo, a natação feminina viveu um momento inesquecível quando a pernambucana Etiene Medeiros terminou a prova dos 50m costas com o tempo de 25s67.

A marca não garantiu apenas a medalha de ouro para a brasileira. Etiene, além de se tornar a primeira campeã do País em Campeonatos Mundiais de natação, consagrou-se como a recordista mundial da prova. É a primeira vez uma brasileira quebra um recorde mundial na natação.

Etiene Medeiros, de 23 anos, despontou como uma promessa da natação brasileira aos 17 anos, quando foi vice-campeã nos 50m costas do Mundial Júnior da Fina em 2008.

No entanto, há dois anos ela redirecionou sua vida para um programa especial de preparação que, em última instância, foi responsável por levá-la ao topo do pódio no Mundial de Doha e ao recorde mundial dos 50m costas.

“Mudei minha vida toda. Trabalhei duro e estou muito focada. Sabia que qualquer uma que ganhasse a prova poderia bater o recorde mundial. Não pensei no recorde. Pensei em bater na frente, em ganhar. Pensei em todas as vezes que caí na água aqui e em tudo o que treinei”, declarou Etiene.

Há dois anos, a nadadora mudou-se para São Paulo para treinar com Fernando Vanzella — responsável pela natação feminina na Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos — no clube Sesi. Lá, Etiene começou a cumprir uma programação rígida.

No Mundial em Piscina Curta de Istambul, em 2012, ela foi a 10ª na mesma prova em que brilhou em 2014. Na Turquia, o novo trabalho tinha recém-começado e era a despedida de uma geração valente que tinha Flávia Delaroli-Cazziolato e Fabíola Molina como referência. Ali, estavam em seu primeiro Mundial adulto Etiene Medeiros, Larissa Oliveira e Alessandra Marchioro, algumas das atletas que assumiriam a equipe nacional nas temporadas seguintes.

Quem também comemorou bastante foi Felipe França. “Eu tive muitos motivos para ficar feliz. Saio cem por cento contente com o meu desempenho. Todas as minhas metas foram atingidas e agora já vamos voltar pensando no Mundial em Piscina Longa do ano que vem. A natação está num ótimo momento no Brasil e eu também estou. Sinto que não estava preparado antes, mas agora estou e as coisas aconteceram. Só tenho a agradecer especialmente a Deus por tudo o que aconteceu aqui”, declarou o campeão.

Ele terminou a competição como o maior medalhista de ouro, com cinco vitórias, conquistadas nas provas de 100m e 50m peito, revezamento 4 x 50m medley misto, revezamento 4 x 100m medley masculino e revezamento 4 x 50m medley masculino.

Nova página

Para Cesar Cielo, a campanha brasileira no Mundial de Doha representou um marco para a natação do Brasil.

“A natação brasileira escreveu uma nova página. Esse Mundial é histórico e já se tornou um dos mais importantes não só para a natação, mas para o esporte do país como um todo”, avaliou o nadador, que fez uma longa avaliação da postura de seus companheiros de Seleção Brasileira.

“Pode pesquisar... Qual o esporte que tem um medalhista de ouro em cinco provas num mesmo Mundial, como o (Felipe) França? E a Etiene, que estabeleceu um novo parâmetro também não só para a natação feminina, mas para o esporte feminino no País. Pela primeira vez vi a equipe com desejo real de vencer, com a atitude de campeã. O resultado a gente está vendo aqui: Brasil campeão geral”, desafiou Cielo.

Ao final, o técnico Alberto Silva ressaltou o espírito de equipe dos brasileiros e lembrou de todo o apoio que os atletas e os demais profissionais receberam até chegar a este resultado histórico para a natação brasileira.

Próximo passo

O próximo desafio da natação brasileira será o Campeonato Brasileiro Sênior e o Torneio Open, simultâneos, na piscina do Botafogo, no Rio de Janeiro, de 17 a 20 de dezembro.

A competição já será seletiva para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, e para o Mundial dos Esportes Aquáticos de Kazan, na Rússia, em 2015.

As medalhas do Brasil em Doha

Ouro
1. 4 x 50m medley
Guilherme Guido, Felipe França, Nicholas Santos e Cesar Cielo – 1m30s51

2. 100m peito
Felipe França – 56s29

3. 50m costas
Etiene Medeiros – Brasil – 25s67 (recorde mundial)

4. 4 x 50m medley misto
Etiene Medeiros, Felipe França, Nicholas Santos e Larissa Oliveira – 1m37s26

5. 100m livre masculino
Cesar Cielo – 45s75

6. 50m peito
1º Felipe França – 25s63

7. 4 x 100m medley masculino
Guilherme Guido, Felipe França Silva, Marcos Macedo e Cesar Cielo Filho – 3m21s14

Prata
8. 50m borboleta
Nicholas Santos – 22s08

Bronze
9. 50m livre
Cesar Cielo – 20s88

10. 4 x 50m livre misto
Cesar Cielo, João de Lucca, Etiene Medeiros e Larissa Oliveira – 1m29s17

Quadro de medalhas

1º Brasil –  10 medalhas
7 de ouro, 1 de prata e 2 de bronze

2º Hungria – 11
6 de ouro, 3 de pratas e 2 de bronze

3º Holanda – 12
5 de ouro, 1 de prata e 6 de bronze

Fonte:
Ministério do Esporte

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